sábado, 27 de agosto de 2016

DEFESA DE LULA DENUNCIA MAIS UMA "BURRADA" DE SERGIO MORO


Dinheiro de seus Impostos para detonar o Brasil, destruir reputações e soltar bandidos. 

Jornal GGN - O juiz Sérgio Moro "parece ter se assenhoreado da atividade investigatória", concluiu os advogados do ex-presidente Lula, que denunciaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a ocultação de processos do político na Lava Jato, revelada pelo GGN na última semana.

Conforme descrevemos, para ocultar o andamento das investigações que envolvem Luiz Inácio Lula da Silva, a força-tarefa protocola inquéritos e autos sem especificar os indiciados ou partes do processo, além de dificultar o acesso online no sistema, o que possibilita aos delegados da Polícia Federal avançarem nas investigações sem interrupções da defesa, na forma de recursos.
A denúncia do GGN virou uma petição de Roberto Teixeira, Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio, que atuam na defesa de Lula e protocolaram junto ao STF um pedido para que o juiz da Vara Federal de Curitiba abra os processos, inquéritos ou peças que envolvem o ex-presidente omitidas.


Como exemplo, citou a estranheza de um dos procedimentos, o nº 5003496-90.2016.4.04.7000, sequer estar incluído como sigiloso, mas ainda não cadastrado no sistema do TRF-4, questionamento este levantado pela reportagem.
Na última semana, quando os advogados entraram com petições na própria Justiça Federal de Curitiba, questionando a descoberta de um inquérito sigiloso e oculto referente ao triplex do Guarujá, o juiz Sergio Moro negou o acesso indicando que a peça sequer era um inquérito, ainda em fase de investigação, sem apontar os possíveis indiciados do caso, e que a "eficácia [da prova] pode ser comprometida no caso de levantamento de sigilo".
Para Teixeira, Zanin e Batochio, o magistrado não pode "representar óbice para o acesso aos autos a afirmação de existência de 'diligência em andamento', muito menos a elucubração, verdadeiro exercício de futurologia, de que a situação poderá 'indicar novas diligências'".
Ainda que previamente negando, Moro pediu a manifestação dos procuradores da República - responsáveis por "sem querer" informar o número do inquérito sigiloso em autos de outra investigação aberta.
A resposta do Ministério Público Federal (MPF) foi que eles cometeram "erro material" na indicação do número do inquérito policial, e que o número correto era outro.
Entretanto, como o próprio magistrado do Paraná havia assumido anteriormente a existência desses autos, não poderia desfazer o feito. Assim, junto com a resposta dos procuradores, de que erraram o número do processo, reafirmou que o processo questionado pelos advogados (nº 5035245-28.2016.404.7000) "envolve diligência em andamento e que pode ainda indicar novas diligências e cuja eficácia pode ser comprometida no caso de levantamento de sigilo".
Com isso, os criminalistas afirmaram que há duas conclusões diante da resposta de Moro:



Por esse motivo, os advogados decidiram entrar no STF, para solicitar a abertura desses autos aos advogados das partes interessadas, que neste caso é Lula. O relator dos processos da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, determinou que Sergio Moro preste esclarecimentos sobre a petição.

LIDER EM TODAS AS PESQUISAS, LULA VÊ DESESPERO DA GLOBO JATO PARA TIRÁ-LO DA SUCESSÃO DE 2018


Em nota publicada na noite de ontem, o ex-presidente Lula fez sua crítica mais direta à força-
tarefa da Lava Jato e disse que seu indiciamento no caso Guarujá visa afastá-lo do processo 
político por "vias tortuosas e autoritárias"; "O povo brasileiro reconhece Lula como o melhor 
presidente que o país já teve, o que está claro nas pesquisas sobre as eleições de 2018. O povo 
está percebendo, a cada dia com mais clareza, os movimentos da mídia, dos partidos 
adversários do PT e de agentes do estado, que não atuam de forma republicana, para afastar 
Lula do processo político, por vias tortuosas e autoritárias. Têm medo de Lula e têm pavor da 
força do povo no processo democrático", afirmou.
Confira abaixo:
O relatório do delegado Marcio Anselmo sobre o Edifício Solaris, divulgado hoje (26/08), é a prova cabal de que, após dois anos de investigações marcadas por abusos e ilegalidades, os operadores da Lava Jato não encontraram nenhuma prova ou indício de envolvimento do ex-presidente Lula nos desvios da Petrobrás.
Não encontraram porque este envolvimento nunca existiu, como bem sabe a Lava Jato. Mas seus operadores não podem admitir, publicamente, que erraram ao divulgar, por tanto tempo e com tanto estardalhaço, falsas hipóteses e ilações. Por isso, comportam-se de forma desesperada, criando factoides para manter o assunto na mídia. O relatório do delegado Anselmo é "uma peça de ficção", de acordo com a defesa de Lula (leia nota dos advogados ao final do texto)
Lula não é e nunca foi dono do apartamento 164-A do Solaris nem de qualquer imóvel além dos que declara no Imposto de Renda. O relatório do delegado Anselmo não acrescenta nada aos fatos já conhecidos. É uma caricatura jurídica; um factoide dentre tantos criados com a intenção de levar Lula a um julgamento pela mídia, sem provas e sem direito de defesa.
É simplesmente inadmissível indiciar um ex-presidente por suposta (e inexistente) corrupção passiva, a partir de episódios transcorridos em 2014, quatro anos depois de encerrado seu governo. É igualmente inadmissível indiciar pelo mesmo sposto crime o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, que também não é servidor público.
Mais grave, injusto e repugnante, no entanto, é o indiciamento de Marisa Letícia Lula da Silva. Trata-se de mesquinha vingança do delegado e de seus parceiros na Lava Jato, a cada dia mais expostos perante a opinião pública nacional e internacional, pelos abusos sistematicamente cometidos.
Esta mais recente violência da Lava Jato contra Lula e sua família só pode ser entendida por 3 razões:
O desespero dos operadores da Lava Jato, que não conseguiram entregar para a imprensa a mercadoria prometida, ou seja: provas contra Lula nos desvios da Petrobrás.
Trata-se de mais uma retaliação contra o ex-presidente por ter denunciado os abusos da Lava Jato à Corte Internacional de Direitos Humanos da ONU;
É mais um exemplo da sistemática sintonia entre o calendário da Lava jato e a agenda do golpe, tentando criar um “fato novo” na etapa final do processo de impeachment.
O povo brasileiro reconhece Lula como o melhor presidente que o país já teve, o que está claro nas pesquisas sobre as eleições de 2018. O povo está percebendo, a cada dia com mais clareza, os movimentos da mídia, dos partidos adversários do PT e de agentes do estado, que não atuam de forma republicana, para afastar Lula do processo político, por vias tortuosas e autoritárias.
Têm medo de Lula e têm pavor da força do povo no processo democrático.

Leia, aqui, nota dos advogados de Lula.
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TUCANO ANSELMO DA PF CONFUNDE OS APARTAMENTOS 141 E 174 E MONTA MAIS UMA PEÇA IDIOTA PARA TENTAR PERSEGUIR LULAL


Inteligencia Pura !!  O Tucano enrustido da Polícia Federal, Márcio Anselmo, que indiciou 
nesta sexta-feira (26) o ex-presidente Lula e sua esposa Marisa Letícia no inquérito da Lava 
Jato que investiga o triplex no Guarujá, litoral de São Paulo, atuou fortemente como cabo 
eleitoral de Aécio Neves (PSDB) durante as eleições de 2014. Segundo uma matéria feita pelo 
jornal O Estado de S.Paulo em novembro de 2014, Anselmo chamou o ex-presidente de “anta” 
e fazia diversos comentários contra Lula e o PT. “Alguém segura essa anta, por favor”, disse o 
delegado em uma “notícia” cujo título era: “Lula compara o PT a Jesus Cristo”. Anselmo 
também fez comentários contra o exercício pleno de defesa de Lula ao pedir umhabeas corpus 
ao STF. “Vamos ver agora se o STF aguenta ou se vai danieldantar”, em referência ao 
banqueiro Daniel Dantas, que foi solto pelo Supremo. “O que é ser homem sério e de respeito? 
Depende da concepção de cada um. Para Lula realmente Aécio não deve ser”, escreveu o 
delegado Márcio Anselmo em um post de uma notícia em que Lula disse que Aécio não era 
“homem sério e de respeito”.


Em um dos trechos do inquérito contra o ex-presidente Lula e dona Marisa, o delegado da 
Polícia Federal sustenta ato de falsidade ideológica por informarem que a cota-parte que o 
casal detinha no edifício Mar Catábrico, quando ainda era de responsabilidade da Bancoop, 
era a unidade 141 e não a 174-A, apontada pelos investigadores.

Entenda: Inquérito contra Lula apela com exposições, falta de provas e ilações

A confusão se dá porque a Bancoop era a responsável pela construção do edifício. Á época, o ex-presidente Lula e dona Marisa eram cooperados e pagavam as chamadas "cotas-parte", que asseguravam a compra de um dos apartamentos do condomínio. Naquele momento, o imóvel do edifício Mar Catábrico destinado a eles era o apartamento 141.
A Bancoop faliu e a empreiteira OAS assumiu a continuidade das obras, modificando inclusive o nome do edifício, que passou a se chamar Solaris. Naquele momento, Lula e Marisa deveriam decidir se desistiriam ou não da compra do imóvel, mas simplesmente não se manifestaram. Apesar de não seguir pagando as cotas-partes, supostamente continuaram com o direito de adquirir uma unidade do condomínio no Guarujá, por já terem investido R$ 179 mil em cotas-parte.
"Quando o empreendimento Mar Cantábrico foi incorporado pela OAS e passou a se chamar Solaris, os pagamentos foram suspensos, porque Marisa Letícia deixou de receber boletos da Bancoop e não aderiu ao contrato com a nova incorporadora", explicou o Instituto Lula ainda em janeiro deste ano.
Por este motivo, perderam a unidade 141, vendida a outro comprador. Ainda em dúvida se adquiriam ou não o apartamento, a OAS, então, decidiu oferecer ao casal um triplex, que foi a união dos apartamentos 164-A e 174-A, inicialmente fora da planta da Bancoop, mas modificada pela empreiteira quando adquiriu a sequência da construção.
Essa tese foi defendida pelos promotores de Justiça de São Paulo, quando denunciaram o ex-presidente Lula a nível da Justiça Federal de São Paulo, em 9 de março deste ano. Para isso, usaram testemunhas de moradores do edifício, faltando também documentos formais.
O tal documento foi agora apresentado pelo delegado Márcio Adriano Anselmo, no inquérito concluído. Mas a teoria é a mesma defendida pela criticada peça dos promotores de São Paulo.
Uma perícia realizada na "proposta de adesão" do imóvel, apreendida em buscas na residência do ex-presidente, em março, quando Lula também foi levado a prestar depoimento coercitivamente, o documento mostra uma rasura do número 141 sobre o número 174. Os investigadores concluíram que Lula estaria tentando mentir que houve o pagamento dessa cota-parte e que o apartamento destinado a ele sempre foi o 174.



Mas a rasura, que pode ter sido feita depois de a OAS oferecer a proposta de aquisição do triplex, não comprova nada.
Um “Termo de Adesão e Compromisso de Participação” com a Bancoop – Habitacional dos Bancários de São Paulo, assinado em abril de 2005, que foi o primeiro documento assinado e que comprovava o interesse de Lula e de sua esposa no apartamento, traz a identificação: Empreendimento - Nome: Residencial Mar Cantábrico / Tipo: 3 dormitórios AP. 141 Ed. Navia.



Outros documentos de comprovantes das cotas-partes foram apresentados aos investigadores, mostrando que o imóvel da obra em construção destinado ao casal era a unidade 141.



Em nota oficial em janeiro deste ano, o Instituto Lula assumiu que o casal tinha a intenção de seguir com a compra do outro apartamento oferecido pela OAS, o triplex 164-A e 174-A. Mas optaram por desistir pelas "notícias infundadas, boatos e ilações romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento", em 2015.
Leia aqui e aqui o inquérito da Polícia Federal que indicia o ex-presidente e dona Marisa.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

BLABLARINA FICOU FURIOSA COM RANDOLFE



Do Congresso em Foco -


Único senador da Rede, Randolfe Rodrigues (AP) entrou em rota de colisão com a maior liderança do partido, a ex-senadora Marina Silva (AC), por causa do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Randolfe foi repreendido por Marina após participar de um jantar na casa da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), em maio, com o grupo de parlamentares que engrossa o movimento contra o afastamento definitivo da petista.
O mal-estar entre os dois principais nomes do partido começou quando Marina revelou publicamente sua irritação com a atuação de Randolfe contra o impeachment. A Rede tinha decidido liberar as bancadas na Câmara e no Senado para votarem de acordo com suas posições pessoais. Mas a direção da legenda deixava claro que defendia a saída tanto de Dilma quanto do vice Michel Temer, o presidente interino, e a realização de novas eleições presidenciais. “A ida ao jantar com a bancada pró-Dilma e com a própria presidente afastada extrapolou o que havia sido decidido e acordado na Rede”, disse um assessor de Marina.
A direção da Rede lembra que entrou na Justiça eleitoral pedindo a cassação das chapas Dilma-Temer e Aécio-Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) por crime na campanha de 2014. E que seus filiados e parlamentares não podem aderir a outra tese política que não seja a realização de novas eleições presidenciais ainda este ano. A ação da rede no TSE não tem previsão de ser julgada.
Randolfe não vê problema em participar de articulações públicas contra o impeachment, inclusive com a presença de Dilma. O senador tem dado seguidas declarações sobre a falta de justificativa para o afastamento definitivo da petista e reafirmou seu voto contra o impedimento na votação final. Sobre o mal-estar criado na Rede por sua defesa de Dilma, Randolfe lembra que Marina Silva decidiu apoiar o tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial de 2014 e não foi repreendida pelo partido, que defendia outro programa de governo para o país, e não o do PSDB. “Ela apoiou Aécio e eu agora não concordo com o impeachment da Dilma. Estamos quites”, disse Randolfe.
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ZÉ BOLINHA PREPARA JUNTO A CUPULA DA SHELL A ENTREGA DO PRE SAL ÀS VESPERAS DA CÂMARA MEXER NA LEGISLAÇÂO



Jornal GGN - O ministro de Relações Exteriores José Serra (PSDB) recebeu, às 16h da quinta-feira (25), o presidente da Shell Brasil Petróleo, André Araújo, e o vice-presidente mundial da Royal Dutch Shell, Andrew Bown. Embora o encontro conste na agenda oficial de Serra, o teor da conversa não foi divulgado pela assessoria do tucano. Tampouco os jornais da grande mídia retrataram o evento que ocorreu às vésperas de a Câmara votar um projeto de lei do Senado - de autoria de Serra - que altera o regime do pré-sal, atendendo ao lobby de petroleiras estrangeiras.
Quem denunciou nas redes sociais o bate-papo a portas fechadas de Serra com a Shell foi o deputado federal Wadih Damous (PT). O petista destacou que o encontro ocorria enquanto todos os holofotes estavam voltados para o primeiro dia do julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff (PT) no Senado.



"Enquanto Dilma está sendo julgada pelo Senado, o tucano José Serra está no Itamaraty recebendo poderosos da Shell. (...) Como já se sabe, a venda o pré-sal brasileiro é ponto central do golpe de Estado em curso em nosso país. Para isso, querem fazer a sociedade acreditar que a Petrobras necessita de investimento estrangeiro quando, na verdade, existe uma aliança verdadeiramente serviçal com o objetivo de entregar a preço de banana nossa grande riqueza."
André Araujo foi recebido na mesma situação pelo ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner em 13 de novembro de 2015. No último ano, o executivo vem dando entrevistas no sentido de reafirmar o interesse da Shell em investir no Brasil, desde que o PLS (Projeto de Lei do Senado) 131, apresentado por Serra e já aprovado no Senado, seja avalizado pela Câmara e sancionado pelo interino Michel Temer (PMDB).
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), confirmou ao Estadão desta sexta (26) que o PLS 131 é prioridade na próxima semana, quando o impeachment de Dilma já terá um desfecho conhecido.
Com patrocínio do governo Temer, a Casa quer aprovar o PLS 131 sem mudanças, justamente para que ele seja sancionado o mais rápido possível.
A essência do projeto acaba com a presença obrigatória da Petrobras na exploração de todas as áreas do pré-sal - pelo atual regime de partilha, a estatal brasileira tinha direito a 30% de participação. Pelo projeto de Serra, o capital estrangeiro pode ter direito a 100%. Além da redução do papel da Petrobras no pré-sal, o projeto vai acabar com a exigência de contratação de conteúdo local na fabricação de equipamentos, outra demanda pública da Shell.
Para justificar o projeto, Serra escreveu que as medidas são necessárias para socorrer a Petrobras em meio à crise. Seu atual presidente, Pedro Parente, escalado por Temer para o cargo, concorda com as mudanças.



No Estadão, José Sergio Gabrielli e José Maria Rangel, ex-presidente da Petrobras e atual presidente da Federação Única dos Petroleiros, respectivamente, disseram que a atua lei sequer foi testada e que o ideal seria adiar os leilões por dois ou três anos para que a Petrobras pudesse participar.
Desde que retornou ao Senado, Serra tem se empenhado para atender ao lobby das petroleiras internacionais. Em 2009, ele foi pego em mensagens vazadas pelo WikiLeaks praticamente atuando em favor da Chevron e outras multinacionais que demonstravam total insatisfação com o regime de partilha do pré-sal criado no fim do governo Lula.
Nas mensagens, Serra sugeriu um boicote aos leilões das áreas de exploração de petróleo no Brasil para que, assim, a oposição ao então governo petista pudesse pressionar pela volta do regime anterior. Em 2013, no leilão do Campo de Libra, a Crevron, Britsh Petroleum, British Gas Group (BG) e Exxon Mobil não participaram da disputa, coincidentemente. Quem levou o leilão e virou a grande parceira da Petrobras com a posterior fusão com a BG foi a Shell.
Maioria na Câmara, a base aliada do governo Temer deve aprovar o projeto de Serra.
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DEPOIS DO DESTEMPERO.... RENAN PEDE DESCULPAS A GLEISI


Renan agiu de forma impessoal, em defesa dos senadores, em geral ....  Desculpa, mil 
desculpas, senadora Gleisi.

A propósito da despropositada e destemperada intervenção de Renan - veja na TV Afiada - o próprio 
Renan pediu desculpas à senadora Gleisi Hoffman:
A nota distribuída pela assessoria de Renan Calheiros diz que as menções feitas pelo parlamentar 
tratam de "manifestação pública e institucional".
"Trata-se de manifestação pública e institucional decorrente da operação de busca e apreensão 
realizada no imóvel funcional ocupado pelo senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do indiciamento da 
senadora pela Polícia Federal", diz um trecho da nota.
A nota detalha as intervenções feitas pelo Senado Federal a favor de Gleisi Hoffmann. "A 
reclamação 24.473 versa sobre a preservação da imunidade parlamentar na operação de busca de 
apreensão em imóvel do Senado Federal. Já na reclamação 23.585, que trata do indiciamento da 
senadora pelo delegado da Polícia Federal, o Senado Federal tentou desfazer ao indiciamento pela 
Polícia Federal", diz o documento.
O texto diz ainda que, além de impessoais, as intervenções do Senado em favor de Gleisi foram 
"transparentes e ditadas pelo dever funcional".
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O ÓDIO TRANSFORMOU O SENADO EM CÂMARA E RENAN EM DELCIDIO. ASSISTA



Como no dia em que Joaquim Barbosa disse a Gilmar Mendes que ele não estava falando “com seus 
capangas lá do Mato Grosso” no plenário do Supremo Tribunal Federal, a sessão do Senado Federal 
tem de ser suspensa.
Só pode continuar por muita falta de vergonha, depois do episódio provocado, no microfone do 
plenário, pelo senador Renan Calheiros, dizendo que Gleisi Hoffman não poderia falar que a Casa 
“não tinha moral” para julgar a presidenta Dilma Rousseff, porque ele, ” o presidente do Senado 
Federal conseguiu no Supremo Tribunal Federal desfazer o seu indiciamento e do seu esposo, que 
havia sido feito pela Polícia Federal.”
Gleisi nega, mas ainda que seja verdade, é a confissão pública que Renan pressionou indevidamente 
o Supremo e que este aceitou a pressão e interferiu indevidamente num inquérito.
Confissão feita diante do presidente do STF, que presidia a sessão.
O que fez Renan só se diferencia daquilo que levou Delcídio do Amaral à prisão pro ser mais 
explícito e feito em público e diante de Lewandowski.
Gleisi dizer que o Senado não tem moral para julgar Dilma é uma opinião. Pode-se discordar dela, 
embora o fato de diversos senadores – o próprio Renan, Romero Jucá, Aécio Neves e Aloysio 
Nunes, para ficar com os “graúdos” estão sendo investigados pelo recebimento de vantagens, 
delatados – a maioria – mais de uma vez.
Já o que fez Renan é a confissão de um fato e um fato criminoso.
Como todos são mesmo imorais, vão continuar, fingindo que Renan não disse nada e prometendo 
todos serem bons meninos e meninas, para que o julgamento ande rápido e não atrapalhe a viagem 
de Michel Temer ao exterior.
Se o Senado não tinha moral para julgar a Presidenta da República, certamente agora não tem, 
quando dentro dele, diante das câmaras de TV e do presidente do STF se confessa um crime e nada 
acontece, a não ser servirem um copo d’água com açúcar a Renan Calheiros.

GOLPISTAS ELOGIAM ZÉ RUELA CARDOZO !


É tudo a mesma sopa, diria o Mino..... Não dá para trocá-lo pelo Lindbergh?

No segundo dia do julgamento da presidenta Dilma Rousseff no Senado, os ânimos voltaram a se
acirrar.
Mas não entre Zé Ruela Cardozo e o senador Aécio Neves (PSDB).
No plenário, Lindbergh Farias (PT-RJ) repreendia Ronaldo Caiado (DEM-GO) por seus ataques a 
Gleisi Hoffmann (PT-PR).
No cafezinho do Senado, Zé Ruela conversava amigavelmente com Aécio e ouvia elogios.
O tucano, entre outras coisas, parabenizou Cardozo por ter dispensado a professora Esther Dweck, 
escalada como testemunha da defesa.
É incrível! O Zé Ruela detona testemunhas da defesa! Gol contra!

Em tempo: Só falta o advogado da defesa cancelar o depoimento da presidenta Dilma...

Em tempo2: Não dá para trocar o Zé Ruela pelo Lindbergh?

DEMO LADRÂO CESAR MAIA È CONDENADO E PERDE MANDATO


O Tribunal de Justiça condenou o vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia por 
improbidade administrativa; além de perder seu mandato na Câmara Municipal, Maia, que é 
candidato à reeleição, terá seus direitos políticos suspensos por cinco anos; ele também está 
proibido de contratar com o Poder Público e terá que pagar multa de R$ 34.375; ele é acusado 
por contratar ilegalmente o escritório de advocacia Saboya Advogados Associados, chefiado na 
época pelo advogado Paulo Saboya, então cunhado de Cesar Maia

Agência Brasil

A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça condenou nessa quinta-feira (25) o vereador e ex-prefeito 
do Rio de Janeiro Cesar Maia por improbidade administrativa. Além de perder seu mandato na 
Câmara Municipal, Maia, que é candidato à reeleição, terá seus direitos políticos suspensos por cinco 
anos.
Cesar Maia também está proibido de contratar com o Poder Público e terá que pagar multa de R$ 
34.375, segundo informações do Ministério Público Estadual (MP), que pediu a condenação do 
político.
Ele é acusado por contratar ilegalmente o escritório de advocacia Saboya Advogados Associados, 
chefiado na época pelo advogado Paulo Saboya, então cunhado de Cesar Maia. Além do parentesco, 
o contrato foi firmado sem licitação, segundo o MP.
Cesar Maia teria contratado o escritório com verba pública, para defender réus que eram 
investigados em outro processo e por fazer contratos, sem licitação, entre a empresa municipal de 
turismo Riotur e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), para promoção do carnaval 
carioca.O vereador respondeu, por meio de nota redigida por seus advogados. Segundo a nota, o 
julgamento de ontem não resulta na perda imediata do mandato de vereador, uma vez que 
condenações de perdas de função pública só produzem efeitos depois da sentença transitada em 
julgado.
Segundo a defesa de Cesar Maia, a Justiça já tinha considerado lícita, em ações anteriores, a 
contratação do escritório Saboya Advogados para representar Maia e outros servidores em mais de 
20 processos.
A defesa de Cesar Maia também informou que a decisão de ontem diverge de entendimento do 
Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a inexigibilidade de licitação para escritórios que defendam 
agentes ou entes públicos.
Diante disso, os advogados de Maia irão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). “O vereador 
Cesar Maia reafirma sua confiança na Justiça brasileira”, conclui a nota divulgada pelo próprio 
vereador.
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SÓ MESMO UM IMBECIL !!



POR FERNANDO BRITO 

É inacreditável que se possa colocar no rol dos personagens nacionais do Brasil um tipinho como 
Jair Bolsonaro.
Montou o seu personagem de “Meu Fascista Preferido”.
Construiu um estabelecimento político com “franquias” para os filhos.
Todos souberam da cena insólita de expulsar quem socorrera seu filho, a médica Jandira Feghali, 
num gesto normalíssimo de solidariedade humana, amparando-o junto com o candidato do PSDB, 
Carlos Osório, dizendo que ela lhe daria estricnina.
Só mesmo um imbecil…
Mas poucos devem ter lido a frase com que se dirigiu ao filho cambaleante:
– Tranquilo zero um. Paga umas flexões aí.
Zero um, o recruta “frouxo”, deve ser socorrido com um castigo.
Nem ao ver o filho em apuros há humanidade em Bolsonaro. Tudo é o marketing do “machão”.
Até mesmo seu mal-estar traz o problema da fraqueza do “macho-alfa”.
Alguém precisa dizer que a vida pública não é um campeonato de pit-bulls. 

DELAÇÃO DE MARCOS VALÉRIO, NA MOITA, FOI PARA JANETE: “TUDO INDICA MAIS UMA OPERAÇÃO ABAFA, PARA BLINDAR O AÉCIM DE FURNAS”



por Conceição Lemes

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional dos tucanos, é um dos parlamentares mais
citados em delações da Lava Jato.
No final de 2014, o doleiro Alberto Youssef foi o primeiro a mencionar o presidente nacional dos 
tucanos, como beneficiário de esquema de propinas.
A Youssef, se seguiram Carlos Alexandre de Souza Rocha, o “Ceará”, e Fernando Moura.
Segundo o já antecipado pela imprensa, Aécio consta também das delações de executivos da 
Odebrecht, da Andrade Gutierrez e de Léo Pinheiro, da OAS.
Isso sem falar nas delações premiadas de Sérgio Machado, ex-diretor da Transpetro, e dosenador 
cassado Delcídio do Amaral (Sem Partido).
A delação de Delcídio tem 255 páginas. O nome do senador Aécio aparece dezoito vezes, sendo 
quatro como Aéceo.
Entre outras acusações, Delcídio diz que Aécio Neves, em 2005, na época governador de Minas 
Gerais, teria atuado no sentido de maquiar dados comprometedores fornecidos pelo Banco Rural à 
CPI dos Correios. A maquiagem, segundo Delcídio, teria servido para esconder a gênese do 
mensalão, que surgiu em Minas.

Delcídio disse, ainda, que Aécio recebeu propina do esquema de Furnas, confirmando a 
delação de Youssef.
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“Em 2002, Aécio amealhou R$ 5,5 milhões [em valores atuais, cerca de R$15,9 milhões] apenas para ele”, observa o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG). “Nas provas, também tem o dinheiro que foi para José Serra e para Alckmin.”  Em junho deste ano, 2016, motivado pela delação de Delcídio, o publicitário Marcos Valério, preso em Minas Gerais, desde 2013, por envolvimento no “mensalão” do PT, resolveu abrir o bico em relação ao senador Aécio Neves. Ele disse ao Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MP-MG) ter documentos originais que provariam a maquiagem de informações do Banco Rural. Papeis que comprovariam as fraudes em empréstimos para políticos do PSDB mineiro. Marcos Valério disse ter provas também provas em relação ao mensalão tucano, que a mídia insiste em chamar de mensalão mineiro. Aécio estava na lista do Cláudio Mourão, como tendo recebido R$ 110 mil reais; em valores atuais, R$ 482 mil. 
A Lista do Mourão é de 1998 Foi a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo, financiada com recursos públicos. Foram gastos mais de R$ 100 milhões em dinheiro da época, uma verdadeira fortuna. Em valores atualizados, equivaleriam a R$ 438 milhões. Já a Lista de Furnas refere-se à campanha eleitoral de 2002. Foi o esquema que sustentou os tucanos na campanha de 2002. Fechando parêntese. Pois bem, em 21 de junho, segundo o jornal O TEMPO, Marcos Valério foi ouvido durante cerca de três horas por promotores de Defesa do Patrimônio Público e detalhou como poderia colaborar com as investigações do mensalão tucano, que ainda está sendo julgado pela Justiça mineira. O próprio Valério é réu em uma das ações do caso.
Diz O TEMPODe acordo com fontes próximas das negociações para acordo de delação, Valério teria munição para implicar até 18 pessoas, incluindo cerca de dez autoridades que têm foro privilegiado nos níveis federal e estadual.
Durante o mês de junho, a delação de Marcos Valério envolvendo Aécio Neves foi notícia em todos os grandes portais. Só que, de lá para cá, praticamente sumiu do noticiário. Na sexta-feira passada, 19 de agosto de 2016, o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), que, desde 2005, denuncia esquemas ilícitos envolvendo Aécio Neves, foi ao MP-MG, para tratar de uma questão dos trabalhadores da Educação, que ele acompanha direto.
Lá se encontrou com alguns promotores e teve uma grande surpresa.
O depoimento de Marcos Valério para a delação premiada foi, de fato, tomado pelos promotores. Só que, não está mais em Minas. Já “voou” para Brasília, mais precisamente para o doutor Rodrigo Janot, procurador-geral da República.
“Pelo que me foi relatado, o Marcos Valério confirmou o que o Delcídio delatou sobre o Aécio”, afirma Rogério Correia. “As denúncias são gravíssimas. Tratam do mensalão tucano e da maquiagem dos dados do Banco Rural.”
O mensalão tucano, especificamente, saiu do STF, em Brasília, para Minas Gerais. Agora, saiu de Minas e retornou a Brasília, na moita.
“Afinal de contas, por que o depoimento de Marcos Valério está sendo mantido a sete chaves?”, questiona, indignado, Rogério Correia. “Cadê a delação do Marcos Valério? Ninguém pergunta. Silêncio total!”
A interpelação do deputado mineiro procede.
Marcos Valério pediu para fazer delação premiada em relação ao mensalão tucano, da época do Eduardo Azeredo e do Aécio Neves. Pediu também para falar da maquiagem das informações fornecidas pelo Banco Rural.
Ele deu o seu depoimento.
Os promotores encaminharam-no, então, ao procurador-geral de Minas Gerais, doutor Carlos André, que, dizem em Minas, é um tucano de bico roxo.
Só que, em vez de o doutor Carlos André ficar com os casos referentes a Minas, ele decidiu encaminhar tudo ao PGR Rodrigo Janot, para que ele faça a separação que julgar necessária, já que envolve algumas pessoas com foro privilegiado de outros Estados.
“Por que ele não ficou pelo menos com os de Minas, já que o STF enviou o mensalão tucano para cá?”, questiona Rogério Correia.
“Tudo indica que, a partir de Minas, fizeram mais uma operação abafa, para blindar novamente o senador Aécio Neves”, denuncia Rogério Correia. “O depoimento do Marcos Valério está com o Janot. E nós provavelmente vamos ficar de novo nas mãos dele e do Gilmar Mendes, que todo mundo sabe protege o Aécio.”
“Por que as outras delações são divulgadas e as referentes a Aécio Neves são escondidas?”, insiste Rogério Correia.
“A sociedade tem o direito de saber o que Marcos Valério revelou”, salienta o deputado.”Não podemos ficar mais reféns da blindagem feita pelo doutor Janot, pelo ministro Gilmar Mendes e pela mídia ao senador Aécio!”
Daí o deputado Rogério Correia ter protocolado nessa terça-feira, 24 de agosto, dois ofícios no Ministério Público de Minas Gerais (na íntegra, ao final), reiterando solicitação já encaminhada em julho (os negritos são nossos):
(…) “informações sobre o inquérito civil relativo ao empresário Marcos Valério, que aponta possíveis ilegalidades operadas por membros do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Estado de Minas Gerais, o chamado “mensalão tucano”, bem como a expedição de uma certidão acerca dos fatos, considerando as diligências realizadas no referido inquérito até o presente momento.
Ainda em tempo, gostaria que fosse enviado, caso seja possível, cópia da delação premiada feita pelo Sr. Marcos Valério que aponta possíveis fatos novos no tocante ao inquérito em questão.
Rogério Correia arremata: “O motivo real do golpe está ficando claro para a sociedade. Foi para retirar direitos sociais e trabalhistas. O pretexto da corrupção vai sendo esquecido. Para isso, é preciso livrar Aécio, Serra e companhia das denúncias de propinas. A grande mídia, Gilmar Mendes e Janot já estão cuidando disso”.
A propósito: Marcos Valério prometeu entregar documentos que comprovam o mensalão tucano.
Por isso, reiteramos a pergunta que já fizemos aqui: Será que ele vai falar da modelo que seria a “mula” do esquema?

LULA AO TIJOLAÇO: JÔAO PLENÁRIO PÔS O DEDO NA FERIDA



POR FERNANDO BRITO

“Gilmar Mendes pôs o dedo na ferida”. O lead, obrigatório, da conversa que me permitiu, hoje, o ex-
presidente Lula, precisa ser este, pelo imbróglio que se formou no enfrentamento entre o ministro do 
STF e a Procuradoria Geral da República pelo caso do vazamento da delação (ou ex-delação, se 
depender de Rodrigo Janot) do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, seria este.
Mas vou me permitir seguir a ordem em que a conversa ocorreu, porque acho que importante, aqui, é 
o fato de deixar falar, e com o clima com que fala, um personagem da história brasileira – a recente, 
que ocorre neste instante e a que viveremos nos próximos tempos.
E ela começa assim que Lula sai do saguão do hotel, no Rio, para onde militantes, candidatos e 
repórteres se aglomeraram para ouvi-lo e desce as escadas para a garagem, em passo acelerado para 
um homem que completa 71 anos em menos de dois meses. Antes que lhe pergunte qualquer coisa, 
pergunta-me ele sobre os últimos tempos de Leonel Brizola, que ele, recém-empossado presidente e 
com as rusgas da política, não pudera acompanhar.
Dá a impressão de alívio ao saber que Brizola só se foi após os 82.
A primeira resposta vem já no carro, como um ensaio do que diria, daí a meia hora, no caminhão de 
som estacionado diante do Estaleiro Mauá, na Ponta da Areia, em Niterói, num ato em defesa do 
emprego que resta aos operários da indústria naval, náufragos ainda vivos da crise que afogou mais 
de 80% dos postos de trabalho. Era, afinal, o dia em que se iniciava o julgamento de Dilma Rousseff 
no Senado.
– Hoje é o dia da vergonha nacional, o dia em que os golpistas pensam que estão cassando Dilma Rousseff, mas cassam o eleitor, cada um deles que acordou, saiu de casa e votou para Presidente da República.
A energia das palavras, por um instante, dá lugar a um momento de perplexidade com a cassação política de um governante eleito.
-Desde a volta das eleições diretas, jamais imaginei que isso aconteceria. Não posso entender que alguém possa ser cassado por razões de uma possível perda de popularidade. Se fosse assim, todo governante seria cassado em algum momento de seu mandato.
Mas dura pouco a perplexidade com a onda de ódio político que está envolvendo o julgamento de Dilma. Logo chama para si a questão.
– Eu pensei que só tivessem tamanho ódio por mim, não por ela. Mas começaram tentando nos afastar, nos intrigar, desde o início do primeiro mandato. Quando viram que não conseguiriam, resolveram destruí-la e se aproveitaram de sua situação de fragilidade no campo da economia.
Que ele atribui, diretamente, às manobras de Eduardo Cunha.
–  Quando os Estados Unidos tiveram a crise, o presidente da Câmara, lá, ajudava a construir saídas. Aqui, além da mídia, ainda tínhamos um presidente da Câmara que trabalhava diariamente para impedir que Dilma fizesse os ajustes na economia e todo dia vinha com aquelas pautas-bomba.
A tolerância com Cunha, de olho no impedimento de Dilma, foi, para Lula, a razão para a degradação do clima político que atingiu seu ápice com a sessão deprimente da Câmara que autorizou a abertura do processo de impeachment, da qual fala com olhos arregalados, como se – como tantos – ainda não pudesse acreditar que tivesse ocorrido aquele episódio.
A mídia não lhe escapa e conta a opinião de Mário Soares, ex-primeiro-ministro e presidente de Portugal que, trabalhando como entrevistador para um programa de televisão de seu país veio entrevistá-lo há alguns anos, trazendo jornais do mundo inteiro sobre os sucessos do Brasil e lhe perguntou como, nos daqui, retratava-se “um Brasil que acabou”.
– A mídia construiu o discurso para a derrubada de Dilma e levou àquela cena…
Um telefone lhe é passado e interrompe seu raciocínio. São as conversas de que Lula não desiste para mover o que parece inamovível no voto dos senadores que votarão o impeachment. A esperança que escasseia é proporcional ao esforço que ainda faz, desmentindo as intrigas de que deixa Dilma à própria sorte e na conversa com um deles fica claro que ambos agem em sintonia.
Dá para perceber, em poucos minutos de conversa, o papel que ele teria desempenhado na Casa Civil, se Gilmar Mendes não tivesse impedido que ele a ocupasse. A história poderia ser outra, mas é esta que vivemos e me aventuro em tocar no nome do algoz de sua última tentativa de restabelecer a estabilidade política do governo eleito, citando a polêmica que está nos jornais, ressalvando que compreenderia que não entrasse num assunto em que ele, Lula, está sujeito a vinditas judiciais. Não há nenhuma hesitação ou pedido de off:
– Gilmar Mendes tocou o dedo na ferida. Há dois anos, numa cerimônia em homenagem ao Márcio Thomas Bastos no Ministério da Justiça eu já protestava contra estes métodos. Quando [Sérgio]  Moro definiu [ele se refere às entrevistas do juiz citando a Operação Mãos Limpas, na Itália] que a imprensa ajudava no processo, ele estimulou o julgamento pela imprensa. É preciso que o juiz volte a julgar com os autos, as provas.
Para ele, o episódio pode servir para que se abra um debate sobre isso, agora que o vazamento atinge um ministro do Supremo Tribunal Federal e gera comoção. Lula não se verga ao conveniente e diz que é preciso que alguns juízes e membros do Ministério Público – “alguns, não todos’, ressalva – deixem de se comportar como ungidos por Deus para, a seu modo, definirem quem merece ou não ter direitos.
–  Sou vítima de mentiras há muitos anos. Sei o que é isso. Não posso aceitar que uma pessoa vá para o julgamento na Justiça já condenado pelo julgamento da mídia. E nem que os indivíduos, como alguns fazem, se comportem como se eles próprios fossem as instituições.
Agora é a visão dos barcos que servem à Petrobras fundeados na Baía da Guanabara que interrompe o assunto. Explico que eram muitos mais há algum tempo e, há mais tempo, antes dele, quase nenhum, quando só sucatas ficavam ancoradas no fundo da baía, a espera de desmonte, como ferro-velho. E os navios inconclusos, parados diante do Estaleiro Mauá, onde os operários sobreviventes o esperavam.
E a pergunta inevitável é sobre a perspectiva de retomada daquela indústria, que foi para o Rio, nos anos 60 e 70, como foi para São Paulo a indústria automobilística. Haverá, consumado o impeachment, a enxurrada de capital estrangeiro que, dizem, inundará o país?
–  Só virão comprar o que já existe. Comprar ativos, bens públicos. Acabar com a partilha [do petróleo do pré-sal]. Não se importam com a indústria nacional. Por que é que, em 2009, eu tive aquela briga com o Roger Agnelli, que Deus o tenha? Porque é que a Vale tinha de ir fazer lá fora aqueles navios de 400 mil toneladas [de porte bruto] que muito porto nem tinha calado para receber?
Já estamos na Ponta da Areia, passando no meio de um mar de gente que esperava Lula. Ele fica indócil, quer saltar do carro – “há quatro meses quero vir aqui” – e é desestimulado: “espera, presidente, espera a gente entrar [no portão do estaleiro], que de lá a gente vai para o carro de som”. Ele ainda insiste duas vezes, mas se conforma, sabe que está sendo cuidado.
Mas assim que entramos, sai do carro como um furacão e brilhando mais que sua guayabera branca, ergue os braços e sai pelo portão que o devia proteger daqueles que, de verdade, o protegem e acolhem.
Acabou minha meia hora. Lula agora está em seu meio. Volto a pé, ouvindo os comentários de admiração. Tomo um táxi, já uns 500 metros à frente. O taxista tem um irmão que era caldeireiro num dos estaleiros, irmão que agora está desempregado.
Fiz bem em levar o casaco desbotado que vesti para enfrentar o frio da manhã, quando saí para o encontro com Lula. Pertencia a Brizola e, como ele esqueceu numa produtora de vídeo onde foi fazer uma gravação e eu, assumidamente, não devolvi. Foi uma forma de levar Brizola ao lugar onde, creio eu, ele estaria.

JOSÉ SIMÃO RIDICULIZA O ALMOFADINHA DORIA: VAI PRECISAR DE DETOX


"Pensa que é fácil morar nos Jardins e fazer campanha no Capão? Esse povo come de tudo na 
rua", diz o colunista José Simão, sobre o tucano João Doria, que pediu para não ser mais 
fotografado comendo depois da cara de nojo que fez ao traçar um pastel na periferia; com 5% 
no Datafolha, Doria envergonha até os tucanos mais empedernidos

SP 247 – Em artigo publicado nesta sexta-feira, José Simão ironizou a postura elitista do candidato 
João Doria Júnior, que tem demonstrado um certo ar de nojo em suas incursões na periferia de São 
Paulo e tem pedido para não ser fotografado comendo.
"Se ainda fosse um cappuccino, mas pingado? Pensa que é fácil morar nos Jardins e fazer campanha 
no Capão? Esse povo come de tudo na rua", diz ele.
"E depois vai pro spa de luxo pra desintoxicar! Detox de maionese! Como diz uma amiga minha: 'O 
problema é a maionese'".
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O TROÇO DE BOSTONARO JUNIOR. ASSISTA


O Cabra havia jogados pragas contra Dilma e em favor do 
Aécim

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A GUERRA DE JOÃO PLENÁRIO É COM O "CRETINO ABSOLUTO"



Nunca antes na história da Lava Jato fragilizou-se tanto a posição do Ministério Público.
Dificilmente Rodrigo Janot poderá se manter na posição assumida ontem de, simplesmente, por fim 
à delação da OAS e fingir que nada aconteceu.
Marcelo Auler, em seu blog, mostra o mar de contradições entre os vazamentos que “valem” e os 
que “não valem”.
Eu penso que, embora esteja claro que o “vazamento” – e o vazamento de “nada”, afinal – não tem 
importância alguma, essencial é o jogo de poder que o motivou.
Está claro até para as pedras da calçada que sua origem é o MP e um desafio a Tóffoli.
O problema é que Tóffoli não é apenas um ministro do Supremo, é o segundo voto de Gilmar 
Mendes, e Gilmar sabe que o poder se defende com unhas, dentes e ousadia.
E, do outro lado, o Ministério Público não é só o o Procurador Geral Janot, mas a Força-Tarefa de 
Curitiba e, mais importante, aquele de quem ela é um apêndice: Sérgio Moro.
Foi ele o mais diretamente atingido pelos pontapés de Mendes, porque é o mentor de fato das tais 
“10 medidas contra a corrupção” que o ministro diz terem saído da cabeça de um “cretino absoluto”.
Moro é o personagem símbolo destas propostas e se tornou seu patrocinador com sua ida à comissão 
da Câmara para defendê-las.
Gilmar Mendes não está subindo o tom sem ter certeza de apoio no STF.
Pode ter sido o sinal de que “acabou a brincadeira”, pois o objetivo do golpe foi alcançado.
A Lava Jato, agora, é que não vem ao caso.
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Deputado afastado por corrupção é pai do juiz que atuou com Genoíno doente



Jornal GGN – O deputado distrital Raimundo Ribeiro (PPS), afastado de suas funções na Mesa da
Câmara por suspeita de participar de um esquema de corrupção envolvendo o desvio de emendas 
parlamentares da saúde, é pai do juiz da Vara de Execuções Penais que ganhou destaque na imprensa 
após atuar no caso de José Genoíno.
Preso no mensalão, o petista passou a ter problemas de saúde em decorrência de uma cirurgia 
cardíaca e sofreu resistência do Judiciário para obter o direito de pagar sua pena em regime 
domiciliar.
À época, o juiz Bruno Ribeiro, que pegou casos do chamado mensalão após o juiz anterior ser 
considerado muito “benevolente” com os réus, foi criticado por quase deixar Genoíno morrer na 
prisão.
A defesa reclamava que Genoíno não tinha bom atendimento na Papuda, que a partir das 18h de 
sexta-feira ficava sem médicos para pront-atendimento durante todo o final de semana. Diante de 
reclamações, o juiz produziu um relatório alegando que Genoíno poderia ficar na prisão, enquanto 
seu pai usava programas de rádio para dizer que o ex-deputado estava com "manha".
Só quando o Ministério Público Federal e o Instituto Médico Legal entraram em cena para produzir 
um relatório a partir de uma junta médica é que a postura do juiz Bruno Ribeiro pode ser contestada. 
O laudo do IML apontou que Genoíno não sofria risco de enfarte, mas precisava de atenção por 
conta das implicações da cirurgia. O ex-ministro Joaquim Barbosa, já baseado em laudo do médico 
da Câmara, permitiu que o petista ficasse 90 dias em regime domiciliar.
inventava doença para “escapar do xadrez”. O 247 apontou que esporte favorito do Ribeiro pai era 
usar programa de rádio para falar mal dos “mensaleiros”, denotando que o Ribeiro filho deveria 
declarar-se juiz suspeito.

 
Roubo de R$ 30 milhões: dep. Raimundo Ribeiro (PSDB) e Celina Leão (PPS)

Após o escândalo na Câmara, o PPS do Distrito Federal informou que Raimundo Ribeiro seria
afastado de suas funções na executiva do partido. Celina Leão, outra deputada distrital também
investigada pela polícia foi afastada da presidência da Câmara e igualmente do PDT. Célia era do
PSDB na época das supostas negociações do esquema e Ribeiro, do PSDB.
Celina Leão, segundo a apuração, articulou um esquema de pagamento de propina e desvio de
recursos de emendas parlamentares que seriam usados para pagar contratos de gestão de UTIs.
Nos áudios feitos por Liliane Roriz e entregue a investigadores, Celina fala sobre mudança de
finalidade de uma emenda parlamentar que direcionou R$ 30 milhões da sobra orçamentária da
Câmara a um grupo de seis empresas que prestam serviço de UTI. Parte dos recursos foram
repassados a deputados da Mesa Diretora.
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ALMOFADINHA DO MP RESPONDE AO JOÃO PLENÁRIO


Entidades que representam os procuradores da República elaboraram uma nota em resposta 
às críticas feitas à Lava Jato pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes; o 
texto foi compartilhado pelo coordenador da força-tarefa da operação, Deltan Dallagnol; "À 
falta de argumentos sólidos, são lançadas à Lava Jato e ao PGR diretivas vagas e acusações 
vazias", diz trecho da nota; "Obrigado Associação dos Magistrados do Brasil e obrigado a 
toda a sociedade brasileira que tem apoiado a Lava Jato", postou Dallagnol no Twitter.

Paraná 247 – Entidades que representam os procuradores da República e magistrados elaboraram 
uma nota nesta quarta-feira 24 em defesa do Ministério Público e da Operação Lava Jato depois que 
o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes fez críticas aos investigadores e ao 
órgão nos últimos dias, em decorrência do vazamento de conteúdo da delação premiada de Léo 
Pinheiro, da OAS, à revista Veja.
O texto foi compartilhado pelo coordenador da força-tarefa da operação, Deltan Dallagnol. "À falta 
de argumentos sólidos, são lançadas à Lava Jato e ao PGR diretivas vagas e acusações vazias", diz 
trecho da nota destaco por Dallagnol. "Obrigado Associação dos Magistrados do Brasil e obrigado a 
toda a sociedade brasileira que tem apoiado a Lava Jato", postou o procurador em sua conta no 
Twitter.
No fim de semana, a Veja publicou reportagem de capa com uma denúncia contra o também ministro 
do STF Dias Toffoli, amigo de Gilmar. A matéria teria tido como base, segundo a revista, trechos da 
delação de Léo Pinheiro, da OAS. Depois da divulgação, o procurador-geral da República, Rodrigo 
Janot, suspendeu o acordo de delação. Gilmar Mendes culpou o MP pelo vazamento e fez duras 
críticas aos investigadores (leia aqui e aqui).



62 ANOS DEPOIS DA MORTE DE GETÚLIO, NOVO ATAQUE AO TRABALHISMO OUTRA VEZ ENCABEÇADO PELOS MARINHO


62 anos depois da morte de Getúlio Vargas, a quem interessa retirar de cena um Partido 
dos Trabalhadores?
por Jean Volpato

A Alemanha dos anos 1930, impulsionada pela grande crise de 29, foi marcada por uma grave 
desestabilização econômica, caracterizada pelo desemprego e pela hiperinflação.
Nesse contexto de crise foi que o discurso do partido nazista encontrou ampla aceitação na sociedade 
alemã. Assim Hitler chegou ao poder.
Um ditado antigo, no qual não recordo o nome do autor, afirmava que “loucos são aqueles que nós 
colocamos nos hospícios em tempos de paz, mas colocamos no poder em tempos de crise”.
Os nazistas montaram uma poderosa máquina de propaganda.
A tática nazista incluía o patrulhamento ideológico, a calúnia e a difamação, aplicando a frase 
atribuída ao chefe da propaganda nazista: “Uma mentira muitas vezes repetida vira verdade”.
Assim o governo de Hitler conseguiu convencer os alemães de que os judeus eram sujos, perversos, 
corruptos e traidores, responsáveis pela crise econômica que jogou os alemães na pobreza.
Tudo isso fundamentou a criação de leis que justificaram a perseguição, prisão, escravização, 
confisco de bens e o homicídio de milhões de judeus, dentro e fora dos campos de concentração.
Fenômeno idêntico pode ser observado no Brasil de hoje.
A velha imprensa empresarial, em especial a Rede Globo de Televisão, utilizando as mesmas 
técnicas de intimidação, patrulhamento ideológico liberal, calúnia e difamação, escolheu o maior 
partido de representatividade dos trabalhadores para negar sua legitimidade no Brasil.
O PT e suas principais lideranças têm sido alvos de escancarados e assombrosos ataques e 
perseguição.
Você já deve ter se perguntado algum dia o porquê a canoa de Lula vira manchete de uma hora no 
Jornal Nacional e as 18 delações do Senador Aécio Neves na Lava-Jato, não.
Ou porque os pedalinhos dos netos de Lula têm garantidos 24 horas na programação da Rede Globo, 
mas os R$ 23 milhões que o senador e atual ministro de Temer, José Serra, teria recebido de propina, 
já tenham caído no esquecimento popular.
O PSDB e boa parte dos políticos brasileiros, assim como a grande mídia, estão em defesa do status 
quo da elite brasileira.
Não é à toa que estamos vivendo um período muito parecido com aquele que colocou Adolf Hitler 
no poder na Alemanha da década de 30.
Aproveitam-se da crise econômica para colocar medo na população e deslegitimar o maior partido de 
representação aos trabalhadores em nosso país.
O ódio ao PT tem garantido uma cortina de fumaça que legitima os golpistas.
A venda colocada nos olhos dos brasileiros com a forte campanha midiática contra o PT vai garantir 
que o atual Governo Golpista de Michel Temer mexa nos principais direitos dos trabalhadores.
Hoje completamos 62 anos da morte de Getúlio Vargas, pai da Consolidação das Leis Trabalhistas 
(CLT). Getúlio se suicidou depois de uma forte campanha de difamação, ódio e calúnia.
Mais uma vez o mote da corrupção impulsionada por monopólios de comunicação, como o Diário 
Associados, de Assis Chateaubriand e Carlos Lacerda, serviram para golpear um governo com 
vertente trabalhista. No dia de sua morte a população saiu às ruas, indignada.
A Tribuna da Imprensa de Lacerda foi empastelada. A redação de O Globo foi atacada, carros do 
jornal foram destruídos.
Mais de seis décadas depois de sua morte, a história volta a se repetir. Mais uma vez um governo 
com viés trabalhista sofre um golpe.
Com amplo apoio das organizações Globo, o Brasil vive, sob o comando do presidente golpista 
interino Michel Temer, o maior desmonte dos direitos trabalhistas da história.
Na pauta a jornada de trabalho (oito horas diárias e 44 semanais), jornada de seis horas para trabalho 
ininterrupto, banco de horas, redução de salário, férias, 13º salário, adicional noturno e de 
insalubridade, salário mínimo, licença-maternidade, auxílio-creche, descanso semanal remunerado e 
FGTS.
Outro projeto em pauta, o PLP 257, resultará no congelamento dos salários, revisão dos benefícios e 
gratificações, demissão de servidores públicos, suspensão de concursos públicos, aumento da 
alíquota ou privatização da Previdência Social, limitação dos programas sociais.
O governo Temer também se esforça para aprovar a PEC 241/2016, que congela os investimentos 
públicos para os próximos 20 anos.
Na educação, essa PEC significa que nenhum centavo novo vai chegar para creches, escolas, 
universidades públicas e para melhorar o salário dos professores e praticamente inviabiliza as metas 
do Plano Nacional de Educação.
A proposta de privatização do SUS ganha cada dia mais força.
O ministro da Saúde do governo Temer já deu diversas declarações de que pretende extinguir a 
gratuidade da saúde para todos no Brasil.
Foi publicado no Diário Oficial da União proposta que cria grupo de trabalho para analisar a 
implementação de planos de saúde pagos pela população brasileira, favorecendo as chamadas 
“indústrias da morte, ou das doenças”.
A medida de Temer potencializa a lógica do mercado, colocando os serviços públicos não como 
direitos, mas como mercadorias.
Com a campanha nazista de ataque ao maior partido brasileiro de representação dos trabalhadores, o 
plano Temer de desmonte dos serviços públicos e ataques aos trabalhadores ganha uma confortável 
margem de implementação.
Não fica difícil concluir a pergunta desse título. A quem interessa retirar de cena um Partido dos 
Trabalhadores?

TERREMOTO PROVOCA DESTRUIÇÃO E DEIXA AO MENOS 73 MORTOS NA ITÁLIA


Um terremoto devastador destruiu uma série de cidades montanhosas no centro da Itália nesta 
quarta-feira, deixando pelo menos 73 mortos, além de moradores presos sob pilhas de 
escombros e milhares de pessoas desabrigadas; tremor ocorreu nas primeiras horas da manhã, 
quando a maioria dos moradores dormia, derrubando casas e destruindo ruas a cerca de 140 
quilômetros a leste de Roma

ACCUMOLI, Itália (Reuters) - Um terremoto devastador destruiu uma série de cidades montanhosas 
no centro da Itália nesta quarta-feira, deixando pelo menos 73 mortos, além de moradores presos sob 
pilhas de escombros e milhares de pessoas desabrigadas.
O tremor ocorreu nas primeiras horas da manhã, quando a maioria dos moradores dormia, 
derrubando casas e destruindo ruas em um conjunto de pequenas cidades italianas cerca de 140 
quilômetros a leste de Roma.
Uma família de quatro pessoas, incluindo dois meninos de 8 meses e 9 anos, foi soterrada quando 
sua casa desmoronou em Accumoli.
Enquanto os socorristas levavam o corpo da criança de colo, cuidadosamente coberta sob uma 
manta, sua avó culpava Deus aos prantos: "Ele levou todos de uma vez".
O Exército foi mobilizado para ajudar com equipamentos pesados especiais e o Tesouro italiano 
liberou 235 milhões de euros de fundos emergenciais. No Vaticano, o papa Francisco cancelou parte 
de sua audiência-geral para rezar pelas vítimas.
Fotos aéreas mostraram áreas inteiras de Amatrice, que no ano passado foi eleita uma das cidades 
históricas mais belas da Itália, arrasada pelo tremor de magnitude 6,2.
"São todas pessoas jovens aqui, estamos nas férias, era para o festival da cidade ser realizado depois 
de amanhã, então muitas pessoas vieram por causa disso", disse Giancarlo, morador da localidade, 
sentando na rua só de cuecas.
O terremoto aconteceu em pleno verão local, quando a área, que normalmente é pouco povoada, 
recebe grande quantidade de turistas.
O prefeito de Accumoli, Stefano Petrucci, disse que cerca de 2.500 pessoas perderam suas casas na 
cidade, composta de 17 aldeias.
Moradores que perceberam gemidos abafados por toneladas de tijolos e concreto reviraram os 
destroços com as próprias mãos antes de os serviços de emergência chegarem com equipamentos de 
remoção de terra e cães farejadores. Rachaduras enormes pareciam feridas abertas nos edifícios 
ainda de pé.
O Departamento de Defesa Civil informou que alguns sobreviventes serão levados para outros locais 
do centro do país, e outros ficarão abrigados em tendas que estão sendo enviadas para a área.
O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, disse que irá visitar a região do desastre ainda nesta 
quarta-feira: "Ninguém será deixado sozinho, nenhuma família, nenhuma comunidade, nenhum 
bairro. Precisamos colocar mãos à obra... para restabelecer a esperança nesta área que foi atingida 
com tanta dureza", afirmou em um breve discurso na televisão.
A porta-voz do Departamento de Defesa Civil, Immacolata Postiglione, disse que há mortos em 
Amatrice, Accumoli e outros vilarejos, como Pescara del Tronto e Arquata del Tronto. O 
departamento colocou o saldo de mortos em 73 pessoas.
O sismo causou danos em três regiões, Umbria, Lazio e Marche, e foi sentido até na distante 
Nápoles, cidade portuária no sul italiano.
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Ciro sobre Temer: “É o caso de a gente ir lá e tacar fogo, metaforicamente, ou não”


Em participação no evento promovido pela Agência Democratize, o ex-governador falou sobre 
o polêmico caso envolvendo o candidato Pedro Paulo (PMDB) no Rio de Janeiro, além de 
traçar linhas de pensamento sobre o governo Michel Temer: “O Paulo Skaf vai tomar um 
monte de pato na testa, porque eles [governo Temer] vão propor aumento de impostos”

Por Francisco Toledo, da Agẽncia Democratize

Cada vez mais presente no debate político brasileiro, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), participou do debate promovido pela Agência Democratize em sua festa de aniversário, neste domingo (21) em São Paulo. O tema central da conversa foi a atual conjuntura política brasileira — mas sobrou espaço para outras questões polêmicas.
A principal delas foi a declaração feita por Ciro sobre a candidatura de Pedro Paulo (PMDB) para a prefeitura do Rio de Janeiro, durante a semana passada. O ex-governador havia dito que não tinha problema o PDT apoiar o candidato do PMDB no Rio, acusado de ter agredido sua ex-mulher.
“Eu lá no Rio de Janeiro, tinha escolhas pessoais diferentes dessa [de apoiar Pedro Paulo]. Sou amigo do Molon (deputado federal e candidato pela Rede). Tenho uma relação histórica e antiga com o PCdoB, gosto muito da Jandira [deputada federal e candidata pelo PCdoB). Sonho em conseguir reunir o campo progressista em uma única frente”, disse Ciro.
Porém, diante da escolha do PDT do Rio, o ex-governador afirma ter preferido evitar uma discussão interna e uma divisão partidária, ao acolher a decisão da sigla. “Mas o PDT, que tem relevância absoluta, optou pelo Pedro Paulo. Vocês acham que eu iria bancar o purista, bancar uma dissidência no meu sétimo partido?”, completou.
Mas a conjuntura política atual foi o papo central do debate com Ciro Gomes neste domingo em São Paulo.


Impeachment e Dilma
Para Ciro Gomes, a vida de Michel Temer não vai ser nada fácil nos próximos meses — até mesmo se o processo de impeachment contra Dilma sair vitorioso no Senado Federal.
O ex-governador tocou em algumas frentes específicas que podem dificultar as intenções do atual presidente interino em seu projeto político, sendo a principal delas a política de austeridade, e como isso pode se tornar um problema para a sociedade civil.
“No dia seguinte ao impeachment, vocês vão ver a grande mídia partir pra cima [do governo Temer] para cobrar a austeridade por parte do governo”, disse Ciro, sobre a participação da grande mídia corporativa para os próximos episódios da política brasileira.
“O Paulo Skaf vai tomar um monte de pato na testa, porque eles [governo Temer] vão propor aumento de impostos. Vem a CPMF, vem a CIDE. E ainda assim com grande dificuldade de prosperar no Congresso, porque esse Congresso não votou a favor de Michel Temer, votou contra a Dilma”, concluiu o ex-governador.
Outra linha defendida por Ciro foi a questão internacional diante do processo político brasileiro. Para ele, o novo governo deve caminhar cada vez mais longe dos países em desenvolvimento que formam os BRICS, e que isso mostra claramente uma postura de “entreguismo” para a política defendida pelos Estados Unidos: “Dos BRICS pode sair para o Brasil, por exemplo, um regime de preferências comerciais que dão a econômia brasileira e ao empreendedor brasileiro um mercado consumidor de 3 bilhões de bocas. Você tem a possibilidade nos BRICS de transferências tecnológicas sensíveis para superar rapidamente determinados atrasos tecnológicos, especialmente tecnologias militares ou e de comunicação”.
Ainda no tema internacional, o entreguismo voltou a ser assunto sobre a possibilidade de venda do patrimônio público. “Esses canalhas estão se aprontando para vender a BR Distribuidora, que é o lado filé do negócio, é a distribuição. É o caso de a gente ir lá e tacar fogo, metaforicamente, ou não, pois não houve discussão popular, para ele — Temer — fazer uma mudança tão violenta no país, sem legitimidade”, disse sobre o projeto que tramita no Senado Federal que poderá tornar possível a privatização e venda da Petrobras, principal empresa estatal brasileira.
Quando questionado sobre quais foram os méritos de Dilma Rousseff no comando do Brasil que a fizeram cair nas mãos do Congresso, Ciro tocou em alguns pontos específicos.
O primeiro dele foi a capacidade de Dilma não ter influenciado diretamente na Operação Lava Jato — ou seja, ter deixado as investigações continuarem, mesmo quando figuras centrais do Partido dos Trabalhadores foram afetadas diretamente. Segundo o ex-governador do Ceará, isso teria sido um dos motivos principais que fizeram Dilma perder apoio no Congresso, principalmente na Câmara dos Deputados: “Se a agenda do golpe são esses três grupos hegemônicos, a primeira grande questão é que a Dilma não aceitou fazer acordo para travar a Lava Jato”.
Outro motivo teria sido a honestidade de Dilma que, mesmo tendo seguido um caminho considerado “errado” na política e economia, como na nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda em 2015, nunca se demonstrou uma pessoa indigna de ocupar o cargo da presidência da República.
Ciro 2018?
Para encerrar a conversa, não poderia faltar a pergunta sobre a possibilidade de Ciro Gomes concorrer para a presidência da República nas próximas eleições, no ano de 2018.
Ao contrário de outras declarações neste ano, o ex-governador sinalizou pela primeira vez a vontade de ocupar o cargo mais importante do país — mas não necessariamente a intenção de concorrer.
“Eu posso ser candidato a presidente da República, ou posso não ser. Não queria ser. Estava a 10 anos sem disputar eleição. Voltei pra luta por causa desse golpe. Eu me consideraria um covarde se não estivesse fazendo isso”, disse no começo do debate. Porém, o assunto voltaria depois horas de conversa, no final do evento, após ser questionado se teria vontade de ser candidato — e não necessariamente se vai ser ou não.
O ex-governador, que já foi candidato para presidente em 1998, ironizou uma possível candidatura com a atual situação brasileira: “Eu gostaria de encontrar uma forma de ser presidente sem ter que ser candidato e passar por eleições”, disse Ciro Gomes, que foi rebatido com gritos irônicos de “é golpe!”, em referência ao presidente interino Michel Temer, que deve ocupar o cargo de forma permanente até 2019, caso o impeachment de Dilma se concretize.

Acompanhado por Carlos Lupi, presidente nacional do PDT e Pompeo de Mattos, presidente 
estadual do partido, o pré-candidato à presidência da República pela sigla, Ciro Gomes, esteve 
em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, na noite desta terça-feira para o 
lançamento da candidatura de Daniel Bordignon à prefeitura da cidade no Centro de 
Tradições gaúchas (CTG) Aldeia do Anjos. Saudado como "nosso futuro presidente", Ciro 
Gomes tirou selfies com os apoiadores, tomou chimarrão e conversou ao pé do ouvido com 
Bordignon que, preso no trânsito, chegou atrasado ao evento. Em conversa exclusiva com ZH, 
cearense não poupa críticas ao governo de Michel Temer, que faz questão de chamar de 
golpista e canalha, afirma que os escândalos em Brasília devem ter pouca influência nas urnas 
em outubro e que a crise econômica não será resolvida sem aumento de impostos.

Confira os principais trechos:
Foram divulgadas as primeiras pesquisas eleitorais no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, PSoL e PT, dois partidos de esquerda, saíram na frente. O senhor acha que as urnas vão mandar algum recado para o governo interino?
Nas grandes cidades há sempre um componente relevante da política nacional embora o predominante para quem tem a vivência que eu tenho e você vai ver isso de novo nessas eleições, seja o interesse local. A conjuntura do município onde acontece a eleição. O PT está sofrendo um trauma, em função de todos os escândalos que aconteceram. Mas tudo indica que é uma eleição onde vai marcar muito mais o aspecto local do que uma referência para o país.
Os eleitores vão levar mais em conta a vida nas cidades que os escândalos em Brasília?
É a tradição brasileira. A eleição municipal é a ultrafederação e ultrafragmentação partidária. Isso é uma característica da vida política brasileira e não são boas características. São consequências de uma vida democrática pouco longa. As ideologias políticas estão muito contraditórias com a retórica e os políticos estão muito desmoralizados, aí os eleitores acabam olhando muito mais o aspecto local.
Nos próximos dias, o Senado vota o impeachment da presidente Dilma, na qual o senhor já se manifestou contrário. Todas as estimativas apontam uma derrota da petista. Ainda dá para virar o placar?
Há uma chance remota, improvável. Mas precisamos lutar até o fim porque a História fará o registro dessa fase. E será um registro muito azedo se consumado o impeachment. O país entrará em uma instabilidade de uma, duas décadas a partir disso. E a primeira vítima será o golpista, salafrário e traidor Michel Temer.
Alguns indicadores econômicos já começam a dar algum sinal de reação. Essa melhora é pontual?
Isso é mentira da grande mídia. Não tem nenhum sinal de melhora com consistência. Quando se vive uma depressão profunda, como a que estamos vivendo, a riqueza brasileira cai nove pontos percentuais em 24 meses, acontece o efeito fundo do poço: você bate e volta. Ainda com a Dilma esse fundo do poço já estava se aproximando. Tivemos a explosão do câmbio que ajusta uma série de coisas importantes no país e que não foi nenhuma providência tomada pelo governo. O sintoma mais grave que foi apontado contra a Dilma, que foi a irresponsabilidade fiscal, está dramaticamente piorado. Esse governo interino é muito mais irresponsável. Do jeito que está ano que vem a dívida pública se aproximará de 90% do PIB. Isso trava a taxa de juro em um momento de queda da inflação. O que torna o juro real no Brasil muito alto, impedindo o sistema produtivo de reagir.
Caímos na tão falada armadilha do crescimento?
Exatamente. E tudo indica que o desemprego que hoje esta em 11% caminha a passos muito sólidos para o redor de 14%.
Como o senhor avalia as propostas de reforma trabalhista e previdenciária, apresentadas pelo governo Temer?
Na verdade essa é a essência do golpe. Eu acredito que ainda teremos uma grande discussão olímpica de quem será enganado. Porque esperar colher um maracujá de um pé de maçã é improvável. Padilha, Moreira Franco, Michel Temer e Romero Jucá forma uma quadrilha de marginais. Esperar austeridade daí é esperar maracujá de um pé de maçã. O Congresso brasileiro, uma vez superado o impeachment, vai voltar a sua hiperfragmentação ideológica já mirando as eleições. Quero ver esses calhordas corruptos conseguirem votar uma emenda a constituição que reduzirá despesas com aposentados, universidades e SUS. Fora a ira popular. A maioria das pessoas ainda está paralisada pela decepção com o governo Dilma, mas conforme a conversa avançar haverá revolta popular. Evidentemente não vai ser tão fácil como eles pensam que vai ser.
Tem como o país sair da crise sem passar por um ajuste fiscal?
Sem chance. Só que o ajuste fiscal que nós precisamos é tão violentamente grave que não é possível em ambiente contracionista. Se você não tomar a decisão de retomar o crescimento econômico e bancar os riscos, tensões e contradições inerentes a isso e se também não introduzir aumento de impostos não há menor chance nos próximos 24 meses. Principalmente com um governo ilegítimo, que não tem nenhuma moral para pedir nada de ninguém.