sábado, 24 de junho de 2017

QUEM MANDA NO GOVERNO TEMER É O ETCHEGOYEN ?


O general Gorducho Sérgio Westfalen Etchegoyen

Saiu na Fel-lha

A saída do diretor geral, Leandro Daiello, é vista por seus pares como uma tentativa de interferir na 
investigação (da Lava Jato), o que o ministro (da Justiça, Torquato Jardim) nega.
Um dos nomes cotados para assumir o cargo ocupa o segundo posto na hierarquia da PF, o delegado 
Rogério Galloro, apontado por seus pares como um policial de perfil mais político.
A indicação de Galloro para o cargo foi feita pelo general Sérgio Etchegoyen, chefe do GSI 
(Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), segundo a Folha apurou.
O general foi o responsável pela indicação do ministro da Justiça e do diretor da Abin (Agência 
Brasileira de Inteligência).
Etchegoyen e o ministro Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil de Temer, são apontados como os 
principais articuladores da mudança na direção da PF.
(...)
O general Etchegoyen é o verdadeiro Ministro da Defesa, já que o Raul Jungmann não passa de um 
deputado baderneiro, sem voto, membro conspícuo da CPI dos Amigos do Daniel Dantas.
O Jungmann tem tanto caráter, que o chefe dele, o ex-comunista (pior que um ex-comunista só um...) 
Roberto Freire pediu demissão do Ministério e o Jungmann fica, lá, agarrado no osso.
O general Etchegoyen foi quem autorizou "assessores" americanos a compartilharem de uma missão 
do Exército brasileiro na Amazônia - leia artigo impecável do grande chanceler Celso Amorimsobre 
a soberania ameaçada, violada.
Foi o gabinete do general Etchegoyen que mandou o presidente ladrão à União Soviética.
Foi o general Etchegoyen quem deu o Golpe fajutode soltar tropas para conter manifestação legítima 
e legal contra o presidente ladrão.
Desde o Feiticeiro Golbery o SNI, a ABIN, o gabinete de institucional insegurança não tem tanto 
poder!
(Golbery é Feiticeiro do Historialista Elio Gaspari. Segundo o dos chapéus, em nome da 
Democracia, Golbery fez o Golpe de 1964 e com ele acabou quando bem entendeu!)
O general Etchegoyen ainda precisa convencer os brasileiros de que não mandou grampear
Ministro Fachin.
E, agora, por ironia, é o general Etchegoyen quem vai defenestrar o diretor-geral da Polícia Federal, 
o notório Dr. Daiello.
O Dr. Daiello foi um dos que tentaram impedir o destemido Juiz Fausto Martin De Sanctis de 
prender o Daniel Dantas.
Com essa preciosa credencial, o zé da Justiçanomeou-o DG da PF.
E a PF do Daiello, a sede da sedição, conspirou para derrubar a Dilma, enquanto fazia dela alvo de 
exercícios de tiro ao alvo.
Era a PF aecista!
O Daiello foi tão leal à Dilma e ao zé-inepto que os Golpistas que derrubaram a Dilma e seu 
advogado geral - ele não ganhou uma única mísera causa em defesa dela - o mantiveram no cargo.
Agora, segundo a informação do Mario Cesar Carvalho - um dos últimos vestígios de jornalismo na 
Fel-lha - nem os Golpistas querem mais saber do Daiello.
É provavel que o Dr. Daiello vá trabalhar no cobiçado escritório de advocacia do zé!

PHA
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IMAGEM DO BRASIL NO EXTERIOR SE DETERIORA RAPIDAMENTE DIZ FUNDAÇÃO ALEMÃ LIGADA A ANGELA MERKEL

Em relatório sobre o Brasil, a Fundação Konrad Adenauer, ligada à CDU, afirma que Temer se 
mantém no poder 'por meio de manobras políticas questionáveis' e que país 'está 
desperdiçando seu potencial geopolítico'.

ANSA

A Fundação Konrad Adenauer, ligada à União Democrata-Cristã (CDU), partido de Angela Merkel, 
chanceler alemã, divulgou um relatório em que afirma que o Brasil perdeu “importância no cenário 
internacional” e que o país “está desperdiçando seu potencial geopolítico”.
O documento, publicado em alemão no dia 13 de junho e em português nesta sexta-feira (23/06), 
critica Michel Temer e diz que ele "perdeu credibilidade e continua conseguindo manter-se no poder 
por meio de manobras políticas questionáveis". "Não obstante, a saída de Temer tampouco parece ser 
a solução do problema", acrescenta o documento que diz que "não há saída à vista".
A Fundação ainda critica o poder Legislativo, que não votou e não debate as reformas estruturais do 
país porque a maior parte dele também está envolvido na Operação Lava Jato, e o Judiciário, por 
estar ficando cada vez “mais politizado”.
O texto também classifica como uma “farsa” o julgamento da chapa vencedora das eleições de 2014, 
formada por Dilma Rousseff e Michel Temer, feito recentemente pelo TSE (Tribunal Superior 
Eleitoral). Os únicos elogios vão para a Lava Jato que, para a entidade, é um sinal na mudança da 
"cultura da impunidade" do Brasil.
Com tantos problemas internos, o país está perdendo espaço no campo internacional, provocando um 
isolamento que pode ser difícil de reverter, diz a Fundação. “É sintomático que a chanceler alemã 
Angela Merkel (CDU) tenha deixado o Brasil de fora de sua viagem de quatro dias à América 
Latina, cuja pauta incluía temas relacionados ao G20, grupo do qual o Brasil faz parte; e as consultas 
de governo em alto nível, previstas para serem realizadas entre Brasil e Alemanha no início do verão 
europeu, tenham sido canceladas”, afirma a entidade.
“O Brasil, que já era considerado um ‘global player’, está desperdiçando seu potencial geopolítico. 
Esse isolamento é um passo que o Brasil não deveria arriscar, pondo a perder conquistas políticas e 
econômicas – mas não há saída à vista”, finaliza o documento.
Em seu site, a Fundação Konrad Adenauer se descreve como "uma fundação política alemã, 
independente e sem fins lucrativos", presente no Brasil desde 1969, cujos "interesses específicos são 
a consolidação da Democracia, o fomento da unificação europeia, a intensificação das relações 
transatlânticas e a cooperação na política em prol do desenvolvimento". 
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Entrevista: Temer é sinônimo de traição e Trump 'bate recorde de estupidez', diz Correa


Rafael Correa, ex-presidente do Equador, durante entrevista à Agência Efe nesta sexta-feira 
(23/06)

Ex-presidente do Equador lamentou que Trump seja líder 'da maior potência da história da 
Humanidade' e criticou mandatário brasileiro: 'que descarada traição'

Em Montevidéu, Uruguai, Correa disse que “é difícil” encontrar um exemplo parecido com o de 
Trump e que lamentavelmente se trata do presidente "da maior potência da história da Humanidade".
Para o ex-presidente equatoriano, entre as medidas que indicam a estupidez de Trump estão o muro 
que ele pretende construir na fronteira com o México para evitar a imigração irregular, o retrocesso 
na relação com Cuba e a saída dos EUA do Acordo de Paris.
Sobre Temer, Correa afirmou que "a traição vai mudar de nome" e "vai se chamar, de agora em 
diante, Temer". "Que sujeito, por ter dois anos de poder, condena suas futuras gerações à vergonha, 
que descarada traição", disse o ex-presidente do Equador.
Correa também comentou o caso do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, asilado na embaixada 
do país em Londres há cinco anos. Para ele, se trata de uma das grandes "injustiças" da história 
recente.
"É uma das grandes ignomínias, injustiças e abusos da história recente. Se nós tivéssemos feito um 
décimo do que a Suécia fez, ou do que a Grã-Bretanha está fazendo, já estaríamos no Tribunal Penal 
de Haia e seríamos denunciados em todas as partes, mas como são eles, não acontece absolutamente 
nada", opinou.
Correa apontou que seu governo "nunca quis" impedir o avanço da Justiça sueca em relação à 
acusação de suposta violação que mantinha há sete anos contra o australiano e que era o motivo para 
que o Reino Unido tentasse detê-lo e enviá-lo às autoridades em Estocolmo.
"O que sempre quisemos, no nosso direito soberano, é garantir o devido processo", porque Julian 
Assange "estava ameaçado até de morte por certos grupos dos Estados Unidos, que tinham uma lei 
que incluía a pena de morte se fosse deportado para esse país", assegurou.
Para o ex-presidente equatoriano, por estas razões seu país decidiu dar asilo a Assange, embora tenha 
esclarecido que seu governo "não justifica o que tenha feito".
"Não estava garantido o devido processo, então com a Suécia foram derrubadas todas as acusações, e 
agora, por uma falta menor que violou sua liberdade condicional, a Grã-Bretanha então diz que se ele 
sair da embaixada, será levado preso. Isto realmente é atentar contra os direitos humanos", alegou.
O Equador, que outorgou asilo a Assange em 2012, pediu às autoridades britânicas que estendam um 
salvoconduto a ele para que possa deixar Londres e gozar do status conferido pelo governo 
equatoriano.
Nesse contexto, a chanceler equatoriana, María Fernanda Espinosa, disse que seu país "teve contatos 
diplomáticos" e até uma reunião com a embaixadora do Reino Unido em Quito, Catherine Ward, 
para abordar o tema.
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O BRASIL ODEIA O TEMER E SUA QUADRILHA. E QUER QUE VÁ EMBORA!



O Datafalha garante que o ladrão presidente, o MT, tem a pior aprovação ​em 28 anos de pesquisa: só 
7% dos brasileiros gostam dele.
76% querem que ele renuncie.
Metade dos brasileiros têm vergonha de ser brasileiro (por causa dele e do PiG).
​83% querem eleições diretas.
Se o ladrão presidente não renunciar, 81% acham que o Congresso deveria fazer com ele o que fez 
com a Dilma, com o apoio irrestrito da Fel-lha, da Globo Overseas e de todo o PiG, sob a batuta do 
então herói da Casa Grande, o Eduardo Cunha, que o Janot só mandou prender depois de derrubar a 
Presidenta.
Entre os mais ricos - moradores ou aspirantes a moradores da Casa Grande - há uma tendência a 
poupar o ladrão presidente e uma preferência pela eleição indireta, com, possivelmente, a eleição do 
Fernando Henrique Brasif.
Mas, isso, entrre os ricos.
Porque entre os pobres, os que mais sofrerão com o sequestro do FGTS, o ladrão presidente é tão 
querido quanto a Fel-lha.

Foi para isso que o Otavim da Fel-lha, os filhos do Roberto Marinho e os canalhas, canalhas, 
canalhas, na acepção do Requião e do Lindbergh deram o Golpe da Janaina Descabelada!
Para destruir o Brasil!
Vendê-lo aos americanos a preço de Vale do Rio Doce.
Porque os moradores da Casa Grande odeiam o Brasil.
Eles têm vergonha do Brasil: porque o Brasil tem muito negro, muito desdentado!
Foi por isso que o Roberto Marinho disse ao Armando Nogueira, então editor do jornal nacional: não 
quero preto nem desdentado no jornal nacional!(Veja no best-seller "O Quarto Poder - uma outra 
história")
É a pior elite do mundo!
Uma elite tão desqualificada, que indica como seus fâmulos gente como os herdeiros que dirigem o 
PiG.
É por isso que o Conversa Afiada se prepara para passá-los todos na vara do paredón.

PHA
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Pará: fazendeiros tentam entrar no acampamento Frei Henri e o clima de tensão aumenta


Caminhonetes de fazendeiros das proximidades de Curionópolis no Pará tentam entrar no 
acampamento Frei Henri, situado na fazenda Fazendinha, acirrando ainda mais os ânimos e 
aumentado a tensão na região. A informação é do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem 
Terra (MST).

Dirigente do MST em Marabá afirma que os ânimos foram desencadeados depois de nota do 
Sindicato dos Produtores Rurais.

Do Brasil de Fato | Belém (PA)

De acordo com Ayala Ferreira, integrante da coordenação nacional do MST no Pará pela manhã
desta sexta-feira (23), a reação dos latifundiários foi desencadeada depois da publicação da nota do
Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas (Siproduz), na qual afirma que “a palavra que
melhor descreve o MST é violência”.
Em mensagem enviada ao Brasil de Fato, Ferreira relata: “Agora mesmo estão com várias
caminhonetes tentando entrar por trás da área”.
O MST afirma que as terras são públicas e os camponeses exigem que se efetive a reforma agrária.
As famílias moram no acampamento há seis anos, cerca de 752 pessoas, entre jovens, homens,
mulheres e crianças aguardam que o mandado de reintegração de posse, autorizado pela Justiça
Federal, seja cumprido em favor do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
No começo desta semana, após saberem que o fazendeiro, Darlon Lopes Gonçalves Ferreira sugeriu
ao Incra uma permuta da área reivindicada por outra, os camponeses reocuparam a sede da fazenda e 
lá encontraram bombas.
Ferreira informou que os camponeses irão desocupar a sede após o Incra retirar a possibilidade de
permuta; que será estipulada uma data para cumprir o mandado de despejo do fazendeiro e o órgão
tomar posse da área que pertence à União e garantir segurança as famílias que vivem no
acampamento.
Ainda segundo ela, o ouvidor agrário regional de Marabá, Wellington Bezerra da Silva, acompanha a
situação.
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VÍDEO IMPERDÍVEL: O "POSTIÇO" E "O REI DA SUECIA" .... KKKKKKKK....


A crise política e econômica instalada no país contaminou a autoestima dos brasileiros. A 
vergonha de sua nacionalidade acometeu 47% da população, maior índice registrado pelo 
Datafolha desde o início da série histórica, em março de 2000. De acordo com a pesquisa, 50% 
dos eleitores hoje sentem mais orgulho do que vergonha de serem brasileiros.
Houve uma queda brusca: em dezembro do ano passado, a taxa era de 69% e, em abril, 63%. 
Nesse intervalo, 28% tinham mais vergonha que orgulho em dezembro, e 34% em abril.

TEMER... UM FIASCO !!!

1) Começou com a comunicação oficial do governo chamando a Rússia de União Soviética.
2) Lá, ficou evidente a má vontade do presidente em recebê-lo e, também, poucos jornalistas se
interessaram por ele. Foi o único chefe de Estado que não foi recebido por Vladimir Putin no 
aeroporto.
3) Em cerimonial na embaixada, segundo jornalistas que estiveram lá, o presidente em exercício 
estava quase sempre sozinho, vagando como alguém de pouca importância. Nas viagens de FHC, 
Lula e Dilma, as pessoas quase faziam fila para conhecê-los, mas nessa viagem de Temer, as pessoas 
o evitavam.
4) Depois, ao desembarcar na Noruega, foi recebido pelo chefe do aeroporto, e não por uma 
autoridade do governo local, como de praxe.
5) Em seguida, levou um pito da primeira ministra, que disse que o Brasil deveria combater a 
corrupção e o desmatamento crescente.
6) Também lá, ele trocou o nome do país, e chamou a Noruega de Suécia, constrangedo as 
autoridades locais.
7) O governo da Noruega anunciou um corte em 50% do fundo de ajuda à Amazônia por causa da 
inoperância do governo brasileiro para reduzir o desmatamento. E o anúncio foi feito durante a visita 
de Temer!
8) Por fim, enquanto no Brasil, as pesquisas mostravam que a “popularidade” do presidente é de 
apenas 2%, Temer foi notificado durante a viagem que os EUA embargaram a compra de carne do 
Brasil, após as revelações da operação “Carne Fraca” e da JBS.

Se essa programação não pode ser considerada um fiasco, será difícil encontrar algo que mereça o 
adjetivo. Que vergonha!
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A CHAPA DO FRANGOTE GLOBO JATO ESTÁ ESQUENTANDO


A divulgação de que Deltan Dallagnol e sua equipe farão 
palestra na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) obedece 
a uma lógica que se aplica a atos no processo da Operação 
Lava Jato.
Na ação conduzida pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba, sempre 
que algum ato da Procuradoria da República ou do próprio 
magistrado têm repercussão negativa, há uma medida para 
enquadrar os fatos a uma narrativa favorável.No caso, pegou 
muito mal a revelação de que Dallagnol é oferecido como uma 
das estrelas de uma empresa que agenda palestras.
Um evento desse tipo, para celebridades do calibre do 
procurador, rende cachê de, no mínimo, R$ 30 mil.
É o preço de mercado.
A agência dele anunciava cachê de R$ 40 mil.
Deltan diz que só prestará informação detalhada à Receita 
Federal.
A repórter Anna Virginia Balloussier, da Folha de S. Paulo, 
acompanhou uma dessas palestras, realizada no Hotel Grand 
Hyatt, na capital paulista, a convite da Sociedade Brasileira de 
Cirurgia Plástica.
O tema era ética – o que parece cinismo, num segmento da 
sociedade conhecido por sonegar recibos de procedimentos, 
fazer cobranças por fora e não cumprir jornadas de trabalho 
contratadas pelo serviço público, entre outros desvios.
Os médicos tinham outro interesse.
Segundo Anna Virgínia contou em sua reportagem, logo que o procurador abriu para perguntas, um 
médico quis saber quando ele prenderá Lula.
Dallagnol invocou o direito constitucional ao silêncio para não responder. Houve risos e 
manifestações de apoio na plateia.
Os presentes entenderam a mensagem: se dependesse dele, Lula já estava na cadeia.
A Corregedoria do Ministério Público abriu um procedimento para investigar as palestras 
comercializadas por Deltan Dallagnol, mas ele já está se defendendo.
Na nota divulgada pela assessoria de imprensa da Procuradoria da República em Curitiba, informa-se 
que Deltan Dallagnol não teria violado regras do Ministério Público:
As resoluções 34/2007 do CNJ e 73/2011 do CNMP, nos termos da Constituição Federal, 
reconhecem que membros do PJ e do MP podem realizar atividade docente, gratuita ou remunerada. 
A resolução 34/2007 expressamente reconhece que a realização de palestras é atividade docente.
Manifestações anti-Lula devem agora ter algum valor para o currículo acadêmico. Será que é isso o 
que diz a nota?
Ou a Sociedade Médica de Cirurgia Plástica teria outro objetivo ao contratar Dallagnol para ouvi-lo 
falar hora a fio?
Como pegou mal, como lavar o procedimento?
Anunciado que o doutor Dallagnol fará uma exposição na Federação das Indústrias, num evento com 
renda revertida em prol das crianças assistidas pela APAE.
A APAE de Curitiba tem em Rosângela Moro, a mulher do juiz, uma de suas figuras públicas mais 
expressivas.
A relação dela com a entidade não é superficial.
Em junho de 2013, Rosângela participou de uma audiência pública na Comissão de Finanças e 
Tributação da Câmara dos Deputados.
Ele iniciou sua participação com o aviso de que está na Câmara como “representante do vice-
governador do Estado do Paraná, o sr. Flávio Arns, que está no exercício do governo e, por essa 
razão, não pode estar presente.”
Arns era o presidente da Federação das APAEs do Estado.
Rosângela estava ali para defender a imunidade tributária das APAES.
Para quem quiser conferir, o vídeo está no youtube.
Arns era, na época, do PSDB, partido a que ainda está filiado.
Flávio é também tio de Marlus Arns, um dos advogados que mais representam os delatores da 
Operação Lava Jato.
A palestra da equipe da Lava Jato, anunciada para 4 de julho, serve como uma luva no discurso de 
defesa de Dallagnol, de que faz filantropia com suas exposições.
Os organizadores vão cobrar R$ 80 reais dos participantes (R$ 40 meia entrada).
No banner do evento, a assinatura é da APAE – Curitiba-PR –, com o logo de duas mãos protegendo 
uma flor.
“A Lava Jato na Visão de quem está no olho do furacão” (sic) é o título do evento, que informa: “A 
renda será revertida para APAE-Curitiba”.
No processo da Lava Jato, há paralelos com as situações e circunstâncias que cercam as palestras de 
Dallagnol.
Um desses paralelos é o caso de Marísia Letícia, a mulher de Lula.
Quando Moro divulgou para a TV Globo o conteúdo das interceptações telefônicas relacionadas a Lula, no auge das manifestações pró impeachment, ele incluiu no pacote uma conversa de Marisa 
com o filho.
Aquela conversa em que a mulher de Lula, num diálogo absolutamente privado, diz o que considera 
o local mais adequado para os manifestantes guardarem suas panelas.
A reação no meio jurídico foi grande: além de ser uma conversa privada, Moro deu publicidade a um 
grampo de uma pessoa que não era, formalmente, investigada.
Duas semanas depois, Morou assinou um mandado que quebrava o sigilo telefônico de Marisa e a 
tornava, assim, formalmente investigada.
“Foi a lavagem de um abuso”, define um advogado que defende réus da Lava Jato.
No caso das palestras de Dallagnol, não é descabido suspeitar que o procurador e os amigos estejam 
agora empenhados para lavar o que foi, no mínimo, imprudência, talvez fruto do excesso de 
confiança.
Afinal, na relação que construiu com a grande (ou velha) imprensa, ele não imaginaria ser 
protagonista de uma notícia negativa.
Mas foi. E sujou. A APAE pode agora limpar a barra dele.
O banner da palestra na APAE já está circulando intensamente pelas redes sociais.
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JOÃO PLENÁRIO É SORTEADO RELATOR DE INQUÉRITO CONTRA AÉCIO ... KKKKKKK....


Inquérito a que o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) responde no Supremo Tribunal 
Federal é baseado na delação premiada de executivos da Odebrecht; caso estava nas mãos de 
Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, mas o procurador-geral da República, Rodrigo 
Janot, pediu a redistribuição por não ver relação com o esquema da Petrobras.

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes será relator de um dos inquéritos a 
que o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) responde na Corte.
A investigação tem como base a delação premiada de executivos da Odebrecht, que o acusaram de 
receber propina em seu favor e de seus aliados políticos durante a campanha de 2014.
O caso estava nas mãos do ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato, mas o procurador-geral 
da República, Rodrigo Janot, pediu a redistribuição por não ver relação com o esquema da Petrobras.
Janot solicitou também a redistribuição de outro inquérito contra Aécio, mas pediu que fosse feita 
uma "distribuição por dependência", e não um novo sorteio.
Neste caso, o primeiro sorteio valeria para os dois processos. Ainda não foi definido, porém, se o 
pedido foi aceito e se Gilmar Mendes será também o relator desta outra investigação.
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sexta-feira, 23 de junho de 2017

INTEGRANTE DA DUPLA "DEBI & LOIDE" AGORA ESTÁ DE OLHO NO SEU FGTS


E Aí Loide, o próximo passo é congelar a poupança? Para a CUT, reter parte do FGTS e a 
multa de 40% do fundo dos trabalhadores demitidos sem justa causa é uma das maiores 
perversidades do governo ilegitimo e golpista de Temer. Esse dinheiro não é do governo. É dos 
trabalhadores. Um país com mais de 14 milhões de desempregados tem de pensar em formas 
de geração de emprego e renda, de proteção ao trabalhador no momento em que este está mais 
desesperado e, não, confiscar o FGTS. A CUT tomará todas as medidas de mobilização e legais 
cabíveis para impedir este novo assalto a um direito do trabalhador.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que o governo discute reter parte do FGTS
(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) dos trabalhadores demitidos sem justa causa para 
economizar com o pagamento do seguro-desemprego.
O dinheiro do FGTS não é do governo, mas do trabalhador que, se demitido sem justa causa, tem 
direito a sacar os recursos.
A proposta ainda está passando pelas áreas técnicas e será analisada pela equipe econômica, mas o 
fundo poderia ser usado para esse propósito, afirmou. Ele disse que não existem números sobre a 
economia do governo com esse atraso na liberação do seguro-desemprego.
(...)

Em tempo: segundo Delfim, o Meirelles não passa de um vendedor de seguros. (Delfim jamais 
confirmará...) Para o Conversa Afiada, ele não passa de um dos açougueiros do tal neolibelismo- 

PHA
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LULA: JN CENÁRIO NOVO E VELHAS MALANDRAGENS

Assessoria de imprensa do ex-presidente diz 
ter sido contatada pela equipe do Jornal 
Nacional às 20h31 desta quinta-feira, "com o 
telejornal já no ar. Quando a matéria foi 
exibida, minutos depois, disseram que não 
houve pronunciamento por parte do ex-
presidente"; "O cenário do JN pode ser novo 
e cheio de tecnologia. Mas o jornalismo da 
Globo continua parcial e manipulador como 
nos comícios das Diretas, em 1984, ou no 
debate de 1989", diz texto publicado no site 
de Lula, que divulga a nota enviada ao jornal, 
e que não foi lida no ar.

Segue abaixo a nota enviada e não lida pelo telejornal da 
família Marinho.

Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação
a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com
terceiros, diálogos que sequer foram comprovados. Delações feitas para obter benefícios judiciais
não tem valor de prova.
A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares já foi - ilegalmente - devassada pela Operação
Lava Jato. Todos os sigilos - bancário, fiscal e contábil - foram levantados e nenhum valor ilícito foi
encontrado, nem conta no exterior. Porque o ex-presidente Lula não tem nenhuma conta no exterior.
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QUANDO PERDE, GILMAR FOGE!


Já ligou para o senador Flexa Ribeiro, Gilmar?  

O Ministro Gilmar Mendes se vale de uma precária sobrevivência no Supremo, diante do irrecusável
pedido de impeachment que o Procurador Cláudio Fontelles protocolou no próprio Supremo.
O argumento é fulminante: não pode ser juiz um juiz parcial, que se deixa tratar de "Gilmar" por um 
gângster, o Mineirinho, que manda ele intervir numa votação no Senado e ele, o suposto juiz 
imparcial, candidamente, obedece... "vou falar, vou falar"...
Enquanto não é sumariamente demitido, o ministro Gilmar Mendes agride seus colegas, em público, 
nas câmeras da Suprema Corte.
E como todo corajoso que se vale de capangas - como lembrou o Presidente Joaquim Barbosa -, 
quando se vê sem cobertura, física ou intelectual, foge!
É o que se deduz dessa troca de argumentos proposta pelo ministro Barroso, sempre em termos 
elegantes e educados (eles tratavam da permanência de Fachin na relatoria da delação que vai
prender o ladrão-presidente e da legalidade da delação):
Maioria do STF valida delação da JBS e mantém Edson Fachin na relatoria
(...)

Para Barroso, que duelou com Gilmar Mendes na sessão, os termos do acordo não podem, em 
hipótese alguma, ser alterados; já Lewandowski defende que a legalidade do contrato pode ser 
reavaliada pelo plenário.
Barroso fez uma defesa mais ampla do instituto da delação premiada como meio de investigação e 
disse considerar que, nos acordos, é possível oferecer aos delatores benefícios que, inclusive, não 
estejam previstos em lei: "O acordo de colaboração premiada é, em última análise, um acordo de 
vontades, é um contrato", afirmou.
Na quarta (21), Gilmar disse que a Procuradoria tem "legislado" ao conceder benefícios não 
especificados em lei –e citou um caso em que um réu foi para "regime domiciliar diferenciado", o 
que considerou inadequado.
Foi durante o voto de Fux que os ministros divergiram sobre o que poderá ser revisto no fim do 
processo.
Gilmar Mendes afirmou que, se ficar comprovado que provas foram obtidas ilegalmente ao longo da 
delação e do processo, mesmo que o relator já tenha analisado a legalidade do acordo ao homologá-
lo, o plenário pode declará-lo ilegal.
Ele citou reportagem da Folha que, para ele, sustenta que a gravação que Joesley Batista, da JBS, fez 
do presidente Temer pode ter sido orientada pelo Ministério Público, e não espontânea –o que 
contaminaria todo o acordo de delação.
"A Folha de S.Paulo sustenta que a gravação foi combinada previamente com o Ministério Público e 
que houve treinamento [do delator]. Caso se comprove este fato, a posteriori...", disse.
O ministro faz uma interpretação equivocada da reportagem, publicada no dia 20 de maio, que não 
diz que houve uma combinação prévia entre Ministério Público e delator para gravar o presidente.
A reportagem diz que, duas semanas antes da gravação, o advogado da JBS comunicou ao Ministério 
Público Federal a intenção de Joesley de se tornar delator e que esse profissional recebeu minuciosas 
orientações sobre como funcionaria a colaboração premiada durante uma reunião.
No texto, pessoas próximas ao empresário afirmam, sob condição de anonimato, que ele gravou o 
presidente por iniciativa própria e que, posteriormente, o teor da conversa foi relatado ao Ministério 
Público e então assinado o pré-acordo de delação.
A discussão ficou acalorada, polarizada entre Barroso e Gilmar. "Não pode ser 'acho vou que perder, 
então, vou embora'", disse Barroso a Gilmar, que tem criticado os termos da delação do frigorífico.
"Todos sabemos o caminho que isso vai tomar [se ampliadas as revisões dos acordos], e portanto já 
estou me posicionando antes. Sou contra o que se quer fazer aqui lá na frente", ressaltou o ministro, 
numa referência implícita a um possível movimento para anular o acordo da JBS no futuro.
(...)
Em tempo: não deixe de ver a TV Afiada sobre o vingador que perde" - PHA

Em tempo2: o destempero emocional que o Ministro Gilmar tem demonstrado nos últimos tempos 
deve indicar uma premonição de que seus dias de Supremo Ministro se encurtam. A cada dia, reduz-
se o número de votos com que poderá contar, para sobreviver no plenário da Suprema Corte. 

PHA
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A Globo mete a mão no dinheiro público até pela Rouanet


RenAnta Vasconcelos e Otário Bonner

Um ministro de Geisel uma vez disse o seguinte num despacho para seu chefe: “Os jornais não 
vivem e nem sobrevivem sem o governo”.
Isto, segundo ele, era uma arma poderosíssima que a administração Geisel devia usar em sua relação 
com a imprensa.
Roberto Marinho, disse ainda o ministro, era mestre em pedir “favores especiais” a Geisel por conta 
do apoio que dava à ditadura.
Tudo isso está no livro Dossiê Geisel, feito com base em documentos pessoais de Geisel doados à 
Fundação Getúlio Vargas.
Lembrei dessas coisas todas ao ver a lista dos maiores beneficiários da Lei Rouanet em 2015. Ali 
não estavam os artistas sempre acusados pelos analfabetos de mamar na Rouanet, como Chico e Zé 
de Abreu.
Mas a Globo estava, pela Fundação Roberto Marinho.
Abaixo, a lista de quem foi mais favorecido pela Rouanet:



Mais que uma empresa, a Globo é uma máquina de meter a mão no dinheiro dos contribuintes. Este é 
sem dúvida seu maior talento. Às fórmulas clássicas — publicidade oficial, financiamentos de 
bancos como BNDES, vendas de livros e assinaturas de jornais e revistas — a Globo acrescentou 
novidades, nos últimos anos, como a sonegação de impostos.
E até a Rouanet passou a ser utilizada para transferir recursos do pobre contribuinte brasileiro para os 
Marinhos.
Não foi dito que projetos da Fundação RM foram financiados pela Rouanet. Mas a pergunta é 
inevitável: a Globo precisa de mais esta mamata? A família mais rica do Brasil não pode abdicar da 
Rouanet para que sobre dinheiro para artistas que não tenham a fortuna dos Marinhos?
É sempre assim.
Na era FHC, uma gráfica nova — e ruinosa — da Globo foi bancada pelos contribuintes, pelo 
BNDES. Não foi um empréstimo: foi uma cusparada na sociedade, autorizada por FHC. Imagine se 
o Banco da Inglaterra enchesse de dinheiro Murdoch de libras para uma nova gráfica? Thatcher 
sairia do túmulo.
A inépcia gerencial da Globo — mesmo com tantos privilégios esteve várias vezes insolvente — se 
explica na voracidade com que se atira a recursos públicos. Você não pode ser bom em tudo. E se 
você desenvolve excelência em mamar dinheiro público provavelmente não terá tempo para se 
aprimorar em outras coisas.
E então você vai atrás de cada real público que esteja a seu alcance. Por exemplo, os reais da 
Rouanet.
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COM INVEJA DAS PALESTRAS DE LULA FRANGOTE DA GLOBO JATO QUER SE TRANSFORMAR NUM MILIONÁRIO DAS PALESTRAS


Dr. Deltan, o senhor pode provar que não foi “lavagem de dinheiro”?

Quando o procurador da República Deltan Dallagnol se tornará um milionário das palestras?
Sabe-se que, em 2016, ele faturou 219 mil reais em 12 palestras destinadas a financiar um hospital 
de câncer infantil.
Uma excelente iniciativa, mas que está longe de esclarecer o principal: deve um procurador da 
República ganhar dinheiro a partir da notoriedade obtida num cargo público?
O dinheiro e a fama obtidos não podem incentivar um procurador a turbinar suas acusações, usando 
power points repletos de convicções mas com poucas provas?
A lista de clientes de Dallagnol permanece em segredo. Não se sabe quantas palestras fez, quantas 
foram pagas, se houve ganho financeiro pessoal.
Ao Valor Economico, Dallagnol disse que a atividade é “legal, lícita e privada”.
O ex-ministro da Justiça, Eugenio Aragão, não concorda. Pegou pesado numa carta aberta ao 
colega:
Como funcionário público que você é, reputação é um ativo imprescindível, sobretudo para quem 
fica jogando lama “circunstancializada” nos outros, pois, em suas acusações, quase sempre as 
circunstâncias parecem mais fortes que os fatos. E, aqui, as circunstâncias, o conjunto da obra, não 
lhe é nada favorável.
Sempre achei isso muito curioso. Muitos membros do Ministério Público não se medem com o 
mesmo rigor com que medem os outros.
Quando fui corregedor-geral só havia absolvições no Conselho Superior. Nunca punições.
E os conselheiros ou as conselheiras mais lenientes com os colegas eram implacáveis com os 
estranhos à corporação, daquele tipo que acha que parecer favorável ao paciente em habeas corpus 
não é de bom tom para um procurador.
Ferrabrás para fora e generosos para dentro.
Você também se mostra assim. Além de comprar imóvel do programa “Minha Casa Minha Vida” 
para especular, agora vende seu conhecimento de insider para um público de voyeurs moralistas da 
desgraça alheia.
É claro que seu sucesso no show business se dá porque é membro do Ministério Público, 
promovendo sua atuação como se mercadoria fosse.
Um detalhe parece que lhe passou talvez desapercebido: como funcionário público, lhe é vedada 
atividade de comércio, a prática de atos de mercancia de forma regular para auferir lucro.
Dallagnol foi alvo de reclamação dos deputados petistas Wadih Damous e Paulo Pimenta. O 
Conselho Nacional do Ministério Público abriu procedimento para apurar.
Segundo o Valor, a mais recente palestra de Dallagnol foi para a XP Investimentos, em São Paulo. O 
ingresso custou R$ 800. A empresa, que atua no mercado financeiro, diz que tem 230 mil cientes 
com R$ 65 bi em valor sob custódia.
Durante a campanha pelas 10 Medidas contra a Corrupção, uma ação institucional do Ministério 
eletrônicos através de depósitos bancários.
Este fato suscita várias perguntas: é lícito para um procurador da República, representante de um 
Estado laico, usar sua presença para turbinar um evento que serve a uma causa religiosa? É lícito 
para um agente do estado, pago por contribuintes que podem ser ateus ou budistas, emprestar 
prestígio obtido em sua ação pública para arrecadação financeira de um grupo religioso específico?
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GLOBO NAS MÂOS DO FBI. ACORDO GLOBO-EUA: US$ 0,5 BI PARA "FAZER A CABEÇA DOS JOVENS"


Matéria do mais prestigioso jornal de negócios dos EUA, o Wall Street Journal, para dar a vocês a ideia de quanto vale fazer a cabeça de nossa juventude: Com o objetivo de garantir um investimento em private equity de US$ 450 milhões, a Vice Media assinou um acordo com gigante de mídia brasileiro Grupo Globo para expandir a marca focada na juventude no maior país da América Latina, informa o site do Wall Street Journal: O acordo dá à Globo – por meio de sua subsidiária de cabo e satélite, a Globosat – uma participação minoritária significativa em uma joint venture recém-formada abrangendo as operações de produção editorial brasileira da Vice Media e a agência de criação interna, Virtue, disseram as empresas. O acordo do Brasil é o mais recente em um amplo impulso internacional para a Vice, que assinou uma variedade de acordos de parceria similares em mercados estrangeiros ao redor do mundo. No Brasil, o acordo resultará em blocos de programação da Viceland aparecendo nos canais Globosat, que atingem 53 milhões de telespectadores no país.
Na época da Guerra do Vietnã, surgiu um filme chamado “Corações e mentes” sobre a dominação que vinha junto com as bombas incendiárias. As novas bombas não jogam napalm sobre a copa das árvores das florestas. Jogam-no sobre nossos neurônios, porque coração sem mente é sempre selvagem.PS. A propósito, um negócio de quase meio bilhão de dólares não sai nos jornais daqui…

Peça 1 – a corrupção histórica da FIFA
No dia 23 de maio passado, a edição em inglês do El Pais noticiava a prisão de Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona de 2010 a 2014, ex-executivo da Nike (https://goo.gl/R9W6yx).
Era uma notícia curiosa. O Ministério Público da Espanha prendeu Rosell e desvendou uma organização criminosa cujo epicentro estava no Brasil.
Preso na Espanha, Sandro Rosell foi quem trouxe a Nike para a Seleção brasileira.. Quando foi preso, El Pais, ABC e Publico manchetaram que “esquema brasileiro cai na França”.
As investigações mostraram que Rosell atuava em parceria com o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Ricardo Teixeira através da empresa Alianto.
Em um boxe destacado, a reportagem informava que “os negócios da Rosell no Brasil há muito tempo estão no radar das autoridades”. Mas quem estava investigando era exclusivamente o Ministério Público da Espanha, em cooperação com o FBI e com a colaboração do Ministério Público da Suíça. E o nosso bravo MPF?
Desde 2008 pairavam suspeitas sobre a dupla, devido a um amistoso entre a Seleção Brasileira e a de Portugal.
Em outubro de 2010, a BBC divulgou um documento da ISL, empresa de marketing esportivo que faliu, sobre supostos subornos a três membros do Comitê Executivo da FIFA: Nicolas Leoz, presidente da Conmebol, Ricardo Teixeira, presidente da CBF e Issa Hayatou. O foco da corrupção eram esquemas de revenda de ingressos em várias edições da Copa do Mundo.
Em maio de 2011, David Triesman, ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol, em depoimento na Câmara dos Comuns, denunciou Jack Warner, Nicolás Leoz e Ricardo Teixeira de tentarem suborna-lo em troca de votar na Inglaterra para sede da Copa de 2018.
Em julho de 2012, a FIFA divulgou que a ISL pagou suborno a João Havelange, ex-presidente da FIFA, da CBD, e para seu genro Ricardo Teixeira entre 1992 e 1997. Aí já se entrava na seara dos direitos de transmissão dos eventos.
Em 27 de maio de 2015, o FBI cercou um hotel em Zurique, e levou presos para ao Estados Unidos 7 dirigentes da FIFA, sob a acusação de organização mafiosa, fraude maciça e lavagem de dinheiro. Entre eles, o presidente da CBF, José Maria Marin. Ou seja, cidadão brasileiro, preso na Suíça e julgado nos Estados Unidos, meramente devido ao fato de parte do dinheiro da propina ter transitado por bancos norte-americanos. O poder do império nunca foi tão ostensivo.
Em 25 de fevereiro de 2016, as investigações sobre a FIFA abriram uma nova linha de escândalos, agora diretamente ligado ao Brasil: o desvio de dinheiro de patrocínios de jogos da Seleção Brasileira, envolvendo Rosell, Teixeira e Havelange.
Estimava-se que de cada US$ 1 milhão de cachês recebidos pela Seleção, US$ 450 mil íam direto para o bolso de Teixeira. E Rosell ainda recebia uma comissão de intermediação.
Nesse período todo, o MPF iniciou uma investigação no Brasil, atendendo a pedido de cooperação do FBI. Foi impedido de remeter os dados para o Departamento de Justiça dos EUA por uma liminar concedida por uma juíza de 1ª instância. Um poder que ajudou a derrubar uma presidente da República foi incapaz de derrubar a liminar.
Pior que isso, não continuou a investigar as denúncias no Brasil, apesar dos suspeitos serem brasileiros e do crime ter sido cometido no Brasil, com empresas e confederação brasileiras.
O que explicaria essa atitude?

Peça 2 – como o MP (da Espanha) descobriu uma organização criminosa (no Brasil)

As investigações espanholas baseavam-se em reportagens de 2013 do Estadão, de autoria do correspondente em Genebra Jamil Chade. No início, em cima de um amistoso da Seleção Brasileira com a portuguesa. Depois, se expandiu.
No dia 23 de maio último a operação Rimet – como foi batizada - avançou. Segundo The Guardian, a polícia invadiu escritório, casas e empresas em Barcelona, prendeu Rosell e, com ele, dados sobre pagamentos ilegais recebidos por ele e Teixeira, entre outros, na promoção de jogos no Brasil, Argentina, no Comenbol entre outros torneios. Havia suspeitas de que quase 15 milhões de euros tivessem sido lavados através de paraísos fiscais.
A operação era uma colaboração entre o MP espanhol, o suíço e o FBI. No centro das acusações, o grande parceiro de Rosell, Ricardo Teixeira.
A reportagem dizia que o FBI esperava que, além do MP Espanhol, também o brasileiro e a Polícia Federal, atuassem paralelamente no Brasil, especialmente nos negócios envolvendo a Seleção brasileira e a Nike. Além de presidente do Barcelona, Rosell havia sido executivo da Nike.
O MPF e a PF brasileiro se mantiveram  mudos e quedos. Como entender esse anomia?

Peça 3 – o know how brasileiro e a Globo

A FIFA é um escândalo eminentemente brasileiro, know how tupiniquim, desenvolvido pela Rede Globo, em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e levado por João Havelange para a FIFA.
Cria-se uma empresa laranja, que adquire os direitos de transmissão por um preço mínimo. Depois, a laranja vende para as emissoras de TV, que faturam várias vezes mais com a venda do patrocínio. Parte da diferença fica com os laranjas, que repassarão para os dirigentes esportivos.
Confira na tabela um exemplo hipotético de como funciona o esquema. Usei percentuais aleatórios, pelo fato das investigações ainda não terem consolidado os números reais.
Compras
Patrocínio da transmissão
Emissoras
Laranja
CBF + clubes
Dirigentes
Sem corrupção
100
20
0
80
0
Corrupção com laranja
100
70
10
10
10
Corrupção sem laranja
100
80
0
10
10
Nos campeonatos brasileiros, o laranja era a empresa Traffic Group, do ex-jornalista J. Hawilla. Na Argentina, o Torneios y Competencia. Na FIFA, a ISL, que quebrou em 2001. Nos negócios de Rosell, a Alianto.
Os grupos de midia acertavam os acordos com os dirigentes de federações, mas o contrato era fechado com os laranjas. Era da parte dos laranjas que saiam as propinas para os dirigentes. E se fosse muito grande a diferença entre o valor recebido pelas emissoras na venda de patrocínios, e aqueles pagos aos laranjas, tratava-se de negócio entre privados. Crime perfeito!

Peça 4 – a situação das investigações

As investigações apontaram corrupção na venda dos jogos da Copa do Mundo, das Eliminatórias, da Copa das Américas e da Libertadores.
Na FIFA, as investigações rapidamente descobriram as relações entre o ILS e os dirigentes, incluindo os brasileiros João Havelange e Ricardo Teixeira. No Brasil, nada foi feito. Embora, na FIFA, Teixeira fechasse os negócios diretamente com a Globo – outras emissoras precisavam passar pelos intermediários – a emissora passou relativamente incólume pelas primeiras etapas da investigação.
O jogo passou a ficar pesado para a Globo agora, quando o FBI e o Ministério Público da Espanha identificaram pagamento de propinas na venda dos direitos de transmissão da Copa Brasil. Ali, não houve intermediários: a Globo comprou diretamente da CBF, através de seu diretor Marcelo Campos Pinto. Foi propina na veia, sem os cuidados da intermediação.
A Globo entrou definitivamente na mira do Departamento de Justiça dos EUA, do FBI e da cooperação internacional.
Esse fato explica muito dos episódios recentes da política brasileira, como se verá a seguir.
A situação de três presidentes da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é insólita.  O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, está preso nos Estados Unidos há dois anos. Outro ex-presidente, Ricardo Teixeira, não pode sair do Brasil. J. Hawilla também está preso. E o atual presidente, Marco Polo Del Nero, não pode viajar. Em outros tempos criminosos fugiam da Justiça de seus países refugiando-se no Brasil. Agora, criminosos brasileiros fogem da Justiça de outros paúises nao saindo do país e nçao sendo incomodados pela Justiça brasileira.
Marin é secundário. Ficou pouco tempo na presidência da CBF e ganhou participação minoritária no esquema.  As três pessoas-chaves são  Ricardo Teixeira, Del Nero e o diretor da Globo Marcelo Campos Pinto, que negociava os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.
Em dezembro de 2014, J. Hawila confessou sua culpa à Justiça norte-americana. Não se sabe o que resultou da sua delação.
Nota do Departamento de Justiça informou que Hawilla concordou com o confisco de US$ 151 milhões  de seu patrimônio. Nos dez últimos de atuação, a Traffic faturou em torno de US$ 500 milhões. Por aí, dá para se ter uma pálida ideia do montante que circulava pela organização criminosa.
Quando o escândalo esquentou, a Globo aposentou Marcelo, que está girando por aí sem ser incomodado pelo MPF ou pela Polícia Federal.

Peça 5 – a parceria Ministério Público – Globo

Vamos conferir uma pequena cronologia, que ajudará a entender muitos dos episódios políticos recentes.
17 de maio de 2017 – O Globo dá início à fritura de Michel Temer, publicando com exclusividade o furo da delação dos irmãos Batista, da JBS, e hipotecando apoio total ao PGR Rodrigo Janot..
Foi uma cobertura atrapalhada, na qual todos os veículos da Globo caíram de cabeça, no início de uma forma atabalhoada, como se infere da primeira cobertura do Jornal Nacional. A partir daí, se tornaria o assunto diário dominante em toda a imprensa e nos blogs.
21 de maio de 2017 – quatro dias depois, Teixeira planta uma nota na seção Radar, da Veja, informando que estava se preparando para um acordo de delação nos Estados Unidos.
Era um recado claro: ou me protegem, ou vamos todos para o buraco. Nos EUA, o delator se obriga a confessar os crimes, não pode faltar com a verdade e não pode esconder informações. As penas para as faltas são superiores àquelas previstas para o crime.
23 de maio de 2017 – o escândalo estoura na Espanha, com a prisão de Rosell e tem ampla repercussão na imprensa europeia. No Brasil, apenas uma cobertura pontual e sem desdobramentos, com exceção do correspondente do Estadão em Genebra, Jamil Chade..
26 de maio de 2017 – Reportagem de Chade informando que documentos de posse da Procuradoria Geral da República, enviados pelo FBI e pelo MP da Espanha, indicavam que Ricardo Teixeira usou conta dos Estados Unidos para movimentações financeiras, enquanto presidia a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
As transferências se deram através de contas do Banestado e do Banco Rural.
Levantamentos da COAF (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) identificaram remessas de R$ 229 milhões entre 2007 e 2012. Desse total, segundo Chade, R$ 149 milhões estariam sob suspeita.
No período, Teixeira recebeu R$ 13 milhões do ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, R$ 5 milhões da FIFA, R$ 4,4 milhões do Comitê Organizador da Copa de 2010 e R$ 3,5 milhões da CBF.
Em outra reportagem, publicada no mesmo dia 26 de maio, Chade revela que Teixeira utilizou uma rede de empresas de fachada e contas em seis paraísos fiscais para desviar cerca de R$ 30 milhões da seleção brasileira e lavar dinheiro. Por essas contas passaram mais R$ 90 milhões de origem suspeita. Nos documentos, uma informação que colocava a Globo no epicentro do escândalo: a compra dos direitos de transmissão da Copa Brasil diretamente da CBF.
Importante: segundo Chade, o MPF já tinha recebido todas as informações do FBI e do Ministério Público espanhol.

Peça 6 – juntando as peças do jogo MPF+Globo

Janot tinha perdido todo o protagonismo da Lava Jato para a força tarefa de Curitiba. Estava enfraquecido perante seus pares. E a manutenção da presidência com Michel Temer era sinal forte de que seu grupo perderia espaço na escolha do novo PGR.
Já tinha informações sobre a Operação Rimet antes de se tornar pública.
De certo modo, foi apanhado no torvelinho das delações da JBS, sendo empurrado para o centro do tablado.
Mesmo assim, o material da JBS   lhe foi duplamente benéfico. De um lado, lhe devolveu o protagonismo junto à categoria; de outro feriria de morte o governo Temer. E a Operação Rimet lhe deu o aliado dos sonhos, a própria Globo.
A Globo foi   informada que a Operação Rimet estava prestes a explodir. Precisaria com urgência de um tema suficientemente bombástico para matar a cobertura que se seguiria.
O caso JBS explode no dia 17 de maio, uma semana antes da Operação Rimet vir a público, dois dias antes de Teixeira passar recibo sobre ela. A Globo entra de cabeça no tema e, nas semanas seguintes, o tema JBS se sobrepôs a todos os demais, inclusive à Operação Rimet, que recebeu uma cobertura burocrática dos jornais – com exceção do bravo Jamil Chade.
Instala-se, então, a guerra mundial entre Janot e Temer, com abundância de combustível sendo levado à imprensa, especialmente aos veículos das Organizações Globo.
Ao mesmo tempo, na disputa da lista tríplice aparecem três favoritos – Raquel Dodge, Mário Bonsaglia e Ela Wiecko -, ameaçando deixar de fora o candidato de Janot, Nicolao Dino.
No dia 19 de junhomatéria de O Globo tentava queimar dois dos favoritos à lista tríplice. Segundo a matéria, Raquel Dodge seria a candidata de Gilmar Mendes e dos caciques do PMDB; já Mário Bonsaglia seria o preferido de Temer.
No mesmo dia, à noite, cobertura de O Globo para os debates dos candidatos, insistiu na tese de que Raquel era a favorita do PMDB.
No dia 20 de junhomatéria do G1 insistindo na tese de que Raquel era a candidata do Palácio.
Na miscelânea em que se tonou o jornalismo online, imediatamente várias outras publicações endossaram a tese.
Quem acompanha por dentro o MPF sabe que as informações eram falsas, visando manipular as eleições para a lista tríplice. Contrariamente ao que a Globo esperava, a manipulação está fortalecendo as duas candidaturas. A manutenção do grupo de Janot seria a garantia de que o assunto FIFA-Copa Brasil-Globo continuaria intocado pelo MPF. Nâo por cumplicidade, mas por falta de coragem de enfrentar o império midiático.

Peça 7 – a atrofia do futebol brasileiro

A falta de atuação do MPF em relação ao grupo CBF-Globo é a principal responsável pela fragilidade do futebol brasileiro, pelo fato de ter transformado a pátria do futebol em um mero exportador de jogadores, alimentando o submundo da lavagem de dinheiro internacional.
Só depois que estourou o caso FIFA, e J. Hawila foi preso, houve algum questionamento do poder da Globo sobre as transmissões, através da TV Record. A disputa levou a Globo, pela primeira vez, a oferecer luvas decentes para os clubes de futebol.
Os clubes de futebol bem administrados poderiam ter se convertido em Barcelonas, Real Madri, Internacional de Milão. Mas a corrupção na venda de direitos de transmissão exauriu os clubes, impedindo o fortalecimento e a própria profissionalização do futebol brasileiro, que se tornou um dos pontos mais evidentes de corrupção e lavagem de dinheiro no comércio de jogadores.
A única operação no setor, tocada pelo procurador Rodrigo De Grandis – que emperrou as investigações sobre a corrupção da Alstom em São Paulo  – foi contra um empresário russo, porque havia a suspeita de que José Dirceu pudesse estar por trás dele. A suspeita jamais foi confirmada, mas forneceu a motivação para o MPF se interessar pelo tema.
Do lado da mídia, esmeraram-se até encontrando parentes de políticos petistas trabalhando na arena do Corinthians. Mas fecharam os olhos para o maior episódio de corrupção da história, depois da Lava Jato.
Outro lado
Consultado nesta quarta-feira (21), o Ministério Público Federal (MPF) encaminhou seu posicionamento apenas na tarde desta quinta, afirmando há investigações em curso por procuradores da República, que confirmaram a existência de apurações no Brasil relacionadas à FIFA e ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Entretanto, nenhum detalhe foi repassado pelos procuradores à Comunicação do MPF porque os autos tramitam em segredo de Justiça. "O MPF conduz investigações sobre o caso. No entanto, as apurações correm em sigilo, portanto, não temos acesso às informações", informou a assessoria de imprensa ao GGN, após um dia de prazo da publicação e o fechamento da reportagem. 
Globo, FBI e Departamento de Estado
Conversei agora à noite com pessoa que acompanhou de perto os primeiros movimentos da Lava Jato. Ainda em 2015, o patriarca da Odebrecht, Emilio Odebrecht, dizia que a posição da Globo – investindo no impeachment de Dilma e na Ponte Para o Futuro – era devido ao fato de ter sido alcançada pelo FBI. A Globo ficou nas mãos do Departamento de Estado.
Segundo ele, o Departamento de Estado estaria se valendo disso para conseguir a adesão de Dilma para o projeto de derrubada da lei do pré-sal e das multinacionais brasileiras.
Na época, ele julgou que fosse excesso de visão conspiratória da parte de Emílio.
Agora, está reconsiderando a avaliação.