quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

BOLSISTA DO PROUNI FAZ TCC SOBRE CONDUÇÃO COERCITIVA DE LULA


Rafaela Amaral, Matheus Alves, Rita Garrido e Émerson da Costa: todos bolsistas do ProUni

Estudante convida Lula para festa de formatura  

Até poucos anos atrás, a universitária de jornalismo Rita Correa Garrido, de 26 anos, sequer pensava em cursar o ensino superior, assim como milhões de brasileiros e brasileiras.
Filha de comerciantes, estudante de escolas públicas durante todo o ensino fundamental e médio, Rita resolveu apostar no ProUni, que lhe propiciou uma bolsa de 50% no curso de Jornalismo, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS). Para garantir o restante da graduação, Rita teve auxílio do FIES e pode financiar os outros 50% do curso.
Após enfrentar jornadas exaustivas de trabalho, estudo, preconceito e até exclusão dos colegas, que faziam piadas de sua condição de bolsista, Rita está a poucos dias de sua maior conquista: a formatura, no próximo dia 20.
Pensando na caçada judicial e midiática contra Lula, principalmente sobre a condução coercitiva sofrida pelo ex-presidente em março do ano passado, Rita resolveu abordar o acontecimento em sua pesquisa de conclusão de curso. Com o tema "A Construção de Sentidos Sobre a Condução Coercitiva do Ex-Presidente Lula: análise das notícias em CUT-RS e Zero Hora", a pesquisa busca reforçar a importância do contraponto dos demais meios jornalísticos (sindical, independente e alternativo).
"A condução coercitiva do ex-presidente Lula ocorreu em meio à pesquisa, no momento em que eu ainda estava procurando um acontecimento que demonstrasse a importância do contraponto no jornalismo. Acredito que o jornalismo sindical tem esse potencial, justamente por se dirigir diretamente à classe trabalhadora como um instrumento de conscientização e formação de senso crítico", afirmou.
Na pesquisa, Rita analisou os sentidos que se construíram nas publicações de Zero Hora e da CUT-RS. "O contraponto apareceu, pois o mesmo acontecimento foi noticiado de maneira distinta pelos dois veículos, a partir das fontes escolhidas, dos trechos de falas selecionados, das informações contextualizadas", explica.
Para comemorar a formatura, Rita enviou uma carta ao ex-presidente Lula e fez o convite para ele participar de sua festa. Como não poderá estar presente, Lula fez questão de ligar para a universitária para agradecer a carta e o convite. Durante a conversa, o ex-presidente falou sobre a importância de programas como ProUni e Fies para garantir o acesso democrático ao ensino superior.
"Eu tenho consciência do significado do ProUni na vida das pessoas. Mas, lamentavelmente, no Brasil ainda tem gente que não quer compreender e não quer que os mais humildes sejam iguais a ele. Esse é o grande problema. As pessoas não estão preocupadas se você está tirando delas, as pessoas não querem que você seja igual a elas. Querem que você esteja no degrau debaixo", disse Lula.
O ex-presidente afirmou que ficou muito emocionado com a carta e com a garra da estudante. "Estou te ligando para te dar os parabéns. Quando for ao Sul, vou te ligar. Teria um imenso prazer de te dar um abraço e um beijo". Para Rita, a conversa teve um significado especial. "Senti a necessidade de agradecer a oportunidade que tive em cursar o ensino superior. Fiz isso por meio de uma carta e um convite para a formatura. Receber este retorno foi gratificante e me certificou ainda mais sobre quem está comprometido com questões de inclusão social e igualdade".
Revolução na educação
Com a expansão e interiorização das universidades federais, a entrada dos jovens pobres no ensino superior e bolsas de estudo para as melhores universidades do mundo, a universidade no Brasil deixou de ser sinônimo de privilégio e passou a representar acesso democrático ao conhecimento.
Prioridade máxima dos governos Lula e Dilma Rousseff, nos últimos 13 anos a educação brasileira deu um salto de qualidade e começou a construir um caminho de oportunidades e de futuro para todos. O orçamento cresceu fortemente: de R$ 18 bilhões em 2002 para R$ 115,7 bilhões em 2014. O aumento real foi de 218%.
Primeiro brasileiro sem diploma universitário a chegar à Presidência, Lula promoveu uma revolução no ensino superior. Construiu 14 novas universidades federais. Espalhou extensões universitárias pelo interior do país. Implantou o Reuni, ampliando a oferta de cursos e vagas nas universidades federais que já existiam. Criou o ProUni, que garante o acesso de estudantes carentes às faculdades privadas. Dilma continuou a obra de Lula, e em dez anos o Brasil dobrou o número de matrículas em instituições de educação superior: de 3,5 milhões em 2002 para mais de 7,1 milhões em 2014. E tudo começou com um presidente que tinha apenas o diploma de torneiro mecânico do Senai.
Para conhecer todos os avanços na educação no Brasil dos últimos 13 anos, acesse o site do Brasil da Mudança.
Veja a íntegra da carta que Rita enviou ao ex-presidente:
Canoas, 28 de dezembro de 2016


Ao ex-presidente e companheiro Luiz Inácio Lula da Silva,


Me chamo Rita Correa Garrido, tenho 26 anos e estou a alguns dias de uma grande conquista. Em 2010, ingressei na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, a Unisinos, em São Leopoldo-RS, para estudar jornalismo. Até poucos anos antes, sequer pensava em cursar o ensino superior, assim como milhares de estudantes Brasil a fora.
Filha de comerciantes, estudante de escolas públicas durante todo o ensino fundamental e médio, resolvi apostar no ProUni, que logo me propiciou uma bolsa de 50%. Peguei!
Durante seis anos, estudei em uma universidade particular tida como referência no Sul do país. Tive mudanças significativas na minha percepção de sociedade, principalmente na maneira como me incluo nela, e com isso, pude construir uma visão mais ampla, crítica e humana em relação ao mundo. Muito além de uma profissão, cresci como ser humano e me fortaleci como cidadã.
Também nestes anos, enfrentei jornadas exaustivas de trabalho, preconceito e exclusão. As jornadas, resolvi mais uma vez com os programas de inclusão. Solicitei o FIES e financiei os 50% pagos do curso, quase já no final da graduação. Ao preconceito e a exclusão, lutei, junto com inúmeros colegas, contra piadas do nível “bolsista também não ganha estojo com lápis, apontador e borracha” e gritos de “CALA BOCA, PROUNI”, durante uma ampla mobilização, em frente ao DCE da Universidade, contra o golpe dado na presidenta eleita Dilma Rousseff.
Mesmo diante dos percalços, nunca omiti minha ideologia e meus posicionamentos políticos, que só se reforçaram com minha entrada no setor de comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, em maio de 2014. Aqui, mais uma vez, tive a oportunidade de ampliar visões e me aproximar de algo que julgo essencial no jornalismo: a comunicação popular voltada à classe trabalhadora.
Frente à condução coercitiva, tentei levantar um grão de areia de clareza ao abordar o acontecimento em minha pesquisa de conclusão de curso, intitulada: A Construção de Sentidos Sobre a Condução Coercitiva do Ex-Presidente Lula: análise das notícias em CUT-RS e Zero Hora. Contrariando minhas expectativas, o trabalho foi muito bem recebido e avaliado pela banca de professores, rendendo-me o grau de Distinção (equivalente a notas entre 9 e 10) com direito a publicação na biblioteca da Universidade.
A pesquisa segue, para que vejas o esforço feito dentro da academia para esclarecer fatos e lutar contra o monopólio da informação e a falta de democratização dos meios de comunicação.
Também, e sendo este o principal motivo do meu contato, encaminho formalmente o convite da Cerimônia de Formatura, a ser realizada no dia 20 de janeiro de 2017, no auditório Pe. Werner da Unisinos São Leopoldo, a partir das 21h. Junto com os demais colegas do jornalismo, em grande parte bolsistas do ProUni e do Fies, comemorarei a conquista citada no início desta carta. A tua presença será uma honra para todos!
No sábado, dia 21 de janeiro, comemorarei de forma simples e informal com alguns poucos familiares, amigos e companheiros do Sindicato a formatura. O encontro será na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, a partir das 21h. Igualmente será uma honra tua presença nesta celebração.
Por fim, ainda incerta da presença, mas confiante no convite, agradeço-te desde já à oportunidade dada a milhões de estudantes em todo o país. O término de uma graduação não significa meramente a conquista de um canudo, mas também a conquista de dignidade, igualdade e oportunidades. Ainda que longe de atingir uma sociedade justa e igual para todos e todas, se faz necessário agradecer e reconhecer àqueles que, de alguma forma, acreditaram e investiram em um país melhor a partir da educação! Seguimos, mais do que nunca, nesta luta! Muito obrigada!

Atenciosamente, Rita Garrido
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TEMER PAGA MAIS UM MICO: GOVERNADORES REAGEM E TEMER TEM QUE CANCELAR PLANO DE SEGURANÇA


Buraco negro: Moraes com os secretários de Segurança (Reprodução: Agência Brasil) Governo 
fraco fortalece o PCC 

É óbvio que os governadores não ficaram satisfeitos com o decreto de Temer de que, se quisessem, mandaria o Exército revistar os presídios.
Foi essa a razão do centésimo “mico” pago pelo Palácio do Planalto ao cancelar o ato solene em que isso seria, por pressões dos governadores que, mesmo à míngua de recursos, não quiseram meter a mão nesta cumbuca.
Nem o Exército ficou satisfeito, aliás, mandando avisar que sua troparia – decisão prudente – se não tivesse contato direto com os presidiários.
Os nossos militares, com toda a razão, não querem se expor a um massacre num pátio de presídio. Nem os nossos, nem os americanos, nem os franceses ou alemães gostariam.
Governadores e militares, ninguém parece muito interessado em fazer “escada” para Temer.
Os governadores, porque não querem servir de bucha para um sistema judiciário e carcerário falido, no qual logo teremos o mega-delírio de um milhão de seres humanos presos dob sua responsabilidade, sem os recursos que não têm sequer para pagar seus funcionários.
Os militares, porque a última coisa que desejam pé meterem-se num “Carandiru verde-oliva”, porque entre tiros, facadas e bombas, manter o controle de uma tropa é virtualmente impossível.
Do lado de fora (ou de dentro, se preferirem) as facções criminosas observam as vacilações do Governo se sentem o momento propício para crescerem diante do país.
A elas não importa “perderem” 300 ou 500 soldados.
A histeria encarceradora do sistema judiciário os repõe em uma semana.

EXCLUSIVO: “TEMER É O CHEFE DA QUADRILHA; GEDDEL E DERZIÊ NÃO FORAM SEQUER LEVADOS COERCITIVAMENTE PARA DEPOR PORQUE SE FALAREM, TEMER CAI”


Da esquerda para direita: Paulo Pimenta, Michel Temer e Padilha, Moreira Franco e Eduardo 
Cunha, Roberto Derziê, Lúcio Funaro, Geddel Vieira de Lima e Fábio Cleto
por Conceição Lemes
10 de dezembro de 2015. Fábio Cleto, recém-exonerado da vice-presidência da Caixa Econômica Federal pela presidenta Dilma Rousseff, é preso na Operação Catilinárias, uma das etapas da Lava Jato.
Cleto faz acordo de delação premiada e afirma que o doleiro Lúcio Bolonha Funaro e o então deputado federal e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comandavam o esquema de cobrança de propinas de empresas interessadas em obter empréstimos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS).
Diz também que, embora tivesse o poder de indicar os projetos nos quais a Caixa deveria investir, suas decisões, na verdade, se pautavam pela conveniência de Cunha.
Em dezembro de 2015, a Catilinárias cumpre também mandado de busca e apreensão na residência oficial e no gabinete de Eduardo Cunha.
Em 1º de julho de 2016, Funaro é preso. Em 19 de outubro, Cunha também.
13 de janeiro de 2017, sexta-feira passada. Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) é alvo da Operação Cui Bono?, deflagrada pela Polícia Federal, que faz busca e apreensão em imóveis do ex-ministro na Bahia.
Geddel deixou a Secretaria de Governo de Michel Temer em 25 de novembro de 2016, acusado pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de fazer pressão para a liberação de um empreendimento imobiliário em Salvador, no qual tinha apartamento.
A Operação Cui Bono? (“a quem beneficia?”, em latim) é um desdobramento da Catilinárias, realizada em dezembro de 2015. Na época, a PF apreendeu um celular em desuso na casa de Cunha que, após ser periciado, acabou por revelar o esquema de fraudes na Caixa.
O aparelho continha intensa troca de mensagens eletrônicas entre Cunha e Geddel, que era vice-presidente da Caixa Econômica Federal de Pessoa Jurídica entre 2011 e 2013.
Relatório da Polícia Federal aponta que Geddel atuava “em prévio e harmônico ajuste” com Cunha, para facilitar a liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal a empresas e, em troca, receber propina.
Relatório da Polícia Federal da Operação Cui Bono? cita outro aliado de Michel Temer: o atual vice-presidente de governo da Caixa, Roberto Derziê de Sant´Anna.
Ele é apontado como participante do esquema de concessão de financiamentos do banco que funcionava mediante pagamento de propinas.
Derziê aparece na parte do relatório que detalha a operação para a liberação de um crédito de R$ 50 milhões para a empresa Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, vinculada ao grupo Comporte Participações. O Comporte pertence à família Constantino, controladora da Gol Linhas Aéreas.
Detalhe: embora Geddel e Derziê sejam muito próximos de Michel Temer, a mídia se comporta como se o presidente não tivesse nada a ver com eles.
Conversei com o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) a respeito. Confira a entrevista exclusiva:
Viomundo – Por que essa blindagem?
Paulo Pimenta — Essa operação [Cui Bono?, que fez busca e apreensão nos imóveis de Geddel] chega direto no Temer, ele é o chefe da quadrilha.
Viomundo – Em que o senhor se baseia para fazer essa afirmação?
Paulo Pimenta – Dois episódios demonstram isso. No celular apreendido na casa do Eduardo Cunha em dezembro de 2015, tem uma conversa entre o Funaro (codinome Lucky), que era o operador de Cunha, e Fábio Cleto (codinome Gordon Gekko) sobre o Geddel.
O Funaro reclama que não aguentava mais o Geddel, pedindo dinheiro. Lá pelas tantas, o Funaro fala: se o Geddel não parasse, “vou foder ele com o Michel”.
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É tal quando você pega uma criança fazendo algo errado e ameaça: “vou contar para o teu pai”.
Ou, quando se quer pressionar uma pessoa, você se refere sempre a alguém superior a ela.
Então a maneira que eles tinham de pressionar o Geddel para pedir menos dinheiro, era ameaçá-lo de contar tudo ao Temer.
Na apreensão da última sexta-feira, surge outra situação envolvendo uma polêmica com o Geddel. E de novo a inferência é a mesma. Se ele não parar, nós vamos ao Temer. No primeiro caso, era sobre o FGTS. Agora, é sobre empréstimos na Caixa Econômica, da qual Geddel foi vice-presidente de pessoa jurídica de 2011 a 2013.
Então, são duas operações, onde há referências expressas do Funaro que demonstram que o Temer é o chefe. Do meu ponto de vista, a simples análise das transcrições da Polícia Federal já demonstra isso.
Viomundo – É suficiente para dizer que o Temer é o chefe?
Paulo Pimenta – Se isso não é suficiente, vamos ao seguinte. No relatório da Polícia Federal sobre a Operação Cui Bono? aparece o nome do Roberto Derziê de San´Anna, atual vice-presidente de governo da Caixa.
O Derziê surgiu trabalhando com o Moreira Franco (PMDB-RJ). Depois, foi alçado a uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal.
Quando Dilma convidou Temer [em 2015, era vice-presidente] para ir para a SRI [Secretaria de Relações Institucionais], ele levou o Roberto Derziê, para ser o secretário-executivo.
Como o Temer acumulava a vice-presidência com a SRI, na prática, era o Derziê quem fazia toda a relação com os deputados, senadores, liberação de emendas.
Quando Temer sai da SRI, o Geddel é exonerado da Caixa, quem é colocado de volta?
É o Derziê, no lugar do Geddel.
Então, o Derziê trabalhou com o Moreira Franco, com o Geddel e com o Eliseu Padilha (PMDB-RS) na SRI.
Quando o Temer assumiu, por que o Derziê não foi nomeado logo vice-presidente da Caixa?
Porque ele ficou até o final, foi demitido pela Dilma e ficou em quarentena. Por isso, ele só pode ser nomeado no final do 2016.
Ele volta para a Caixa para ocupar a vice-presidência de pessoa jurídica, que é justamente a que vai lidar com as empresas.
Viomundo – O que demonstra isso?
Paulo Pimenta — Seletividade. Com todas as informações que constam no relatório da PF, por que o Derziê não foi preso ou levado coercitivamente? Por que também o Geddel não foi preso nem levado coercitivamente para depor?
Afinal, eles não têm foro privilegiado e pessoas com muito menos envolvimento estão presas em Curitiba e Brasília.
Viomundo – Por quê?
Paulo Pimenta — É uma proteção da própria Justiça.
Se pegarem o Geddel ou o Derziê, automaticamente eles vão pegar o Temer.
Por que a mídia não pediu a cabeça do Geddel ou do Derziê?
Por que ninguém – inclusive a mídia — achou estranho o Geddel, a quem Funaro se refere sempre como “boca de jacaré”, não ter sido levado coercitivamente?
Qualquer um dos dois que for preso, vai abrir a boca, vai entregar.
E se falarem, o Temer cai.
Veja bem. Se eu, um deputado, tenho condições com as informações disponíveis de apresentar para ti esse caminho, imagina a Polícia Federal, a Lava Jato.
Viomundo – Tudo isso seria do conhecimento tanto da Polícia Federal quanto da Lava Jato?
Paulo Pimenta – Claro! Se eu, sem os instrumentos que eles têm, simplesmente me baseando nos relatórios, estou fazendo as conexões, é evidente que eles sabem. Tudo o que estou te dizendo aqui eles sabem: o Derzié é o elo da quadrilha, e o Temer o chefe.
Viomundo — Eles têm o potencial para serem um novo Cunha?
Paulo Pimenta — Não. O Cunha é outro esquema. O Geddel e o Derziê faziam a ponte do Temer com o Cunha.
Tem três grupos. Um grupo é o do Senado. Quem comandava a relação do Senado com o Temer era o Jucá [Romero Jucá, PMDB-RR] e o Eunício [Eunício Oliveira, PMDB-CE], mas principalmente o Jucá. O Renan [Renan Calheiros, PMSD-AL] corre em faixa própria.
O núcleo da Câmara era comandado pelo Eduardo Cunha.
O Geddel, o Moreira Franco e o Padilha se articulavam com os interesses desses dois grupos dentro do executivo. Eles já eram instrumentos do PMDB quando o Temer era vice-presidente. Vieram do PMDB com Temer para dentro do palácio.
Viomundo — O Temer comanda os três grupos?
Paulo Pimenta — Quem administrava esses três grupos dentro do PMDB era o Temer, que presidia o partido. O Padilha era presidente da Fundação Ulisses Guimarães. Jucá, o vice-presidente. O Renan era presidente do Senado e o Eduardo Cunha, o presidente da Câmara.
E o Temer administrava isso tudo. Garantia o Geddel num cargo importante. O Moreira Franco, noutro.
Quando ele vem para o núcleo do golpe, ele monta um núcleo com os três caras mais próximos dele: Moreira Franco, secretário especial, Padilha, chefe da Casa Civil e o Geddel, secretário-geral. Foi para esse núcleo que ele trouxe os grandes projetos de privatização.
Viomundo –O silêncio da mídia é mesmo para blindar o Temer?
Paulo Pimenta — Exatamente. Como se o Temer não tivesse nada a ver com esses caras. Se a PF tivesse um mínimo de coerência com a conduta que tem tido com situações muito menos graves, ela teria pelo menos levado coercitivamente para depor o Geddel e o Derziê.
Para mim é mais uma prova robusta da seletividade, da falta de critério e da utilização política do poder judiciário no projeto do golpe.
Da mesma forma que o STF sabia que se afastasse o Renan do Senado, desarranjaria o golpe. Eles sabem que se pegarem o Geddel ou o Derziê, eles avançam o sinal muito próximo ao temer.
Viomundo – Isso vale para a PF, Lava Jato, STF, MPF?
Paulo Pimenta — Claro, para o comando de todos os setores do Judiciário capturados pelo projeto do golpe.

RÁPIDO NO GATILHO DR. NÉLIO RESOLVEU O CASO DA DRA. ILMARA E A REBAIXA DE VOLTA PARA O SAMU


A cardiologista Ilmara Sousa voltará ocupar a direção do Samu; Joziel Colores foi transferido para UPA

No Blog do Jeso

A médica Ilmara Sousa [foto] não é mais diretora do HMS (Hospital Municipal de Santarém). Ela estava há apenas 13 dias no cargo.
Carla Sonocélia, administradora hospitalar, substitui a cardiologista na direção do HMS.
Em nota oficial, a Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) afirmou que a mudança ocorreu “por conta das adequações administrativas pelas quais o órgão está passando”.
“Foi necessária mudança no quadro técnico, para melhor atender os pacientes do município de Santarém e região”.
No Ler Mais, abaixo, a íntegra da nota.
Alcançada pelo blog há pouco, Ilmara Sousa se disse surpresa com a nota da Semsa, e que não fora comunicada de sua demissão.
Ela deve continuar no HMS, só que comando do Samu – cargo que ocupava antes.
A saída da médica se deve a uma polêmica nas redes sociais, ontem, 16,  entre ela e o enfermeiro Joziel Colares, chefe do Pronto Socorro Municipal.
Ilmara teria pedido a saída do enfermeiro do HMS. Ela nega.
Joziel, que fez a denúncia, também foi afastado do cargo. Ele vai trabalhar agora na UPA 24h, da avenida Curuá-Una.
– Decidimos e comunicamos aos dois a decisão hoje de manhã. Eles vão continuar na secretaria, mas desempenhando outros cargos – disse ao blog o secretário municipal de Saúde, Edson Ferreira Filho.
– Tomamos essa medida para preservá-los profissionalmente – completou.
Nota da Semsa
Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) comunica que, por conta das adequações administrativas pelas quais o órgão está passando, foi necessária mudança no quadro técnico, para melhor atender os pacientes do município de Santarém e região.
A prefeitura informa que a partir desta terça-feira (17), a direção do Hospital Municipal de Santarém passa a ser de responsabilidade da administradora hospitalar e de serviços de saúde, Carla Sonocélia, e o setor de emergência, ficará sob a coordenação da enfermeira Jaqueline Santos.

IRMÂOS METRALHAS MARINHO DONOS DA GLOBO TÊM 23% DA RENDA DOS BRASILEIROS


E devem achar pouco... (Reprodução: RobertoMarinho.com.br) E não estão na cadeia... 

O “rendimento real habitual” dos brasileiros, em setembro, outubro e novembro de 2016 foi de R$ 
2.032,00. (Fonte: IBGE)
O rendimento de todos os brasileiros assalariados, segundo o IBGE, foi de R$ 180 bilhões, nesse 
período de 2016.
A organização Oxfam revelou na reunião de Davos, na Suíça, que oito pessoas têm a mesma riqueza 
dos 50% mais pobres do mundo. (Fonte: UOL)
A mesma Oxfam revelou que 6 brasileiros têm a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros.
(Fonte: UOL)
A mesma Oxfam revelou que 0,5% dos brasileiros detêm quase 45% do PIB.
(Fonte: Oxfam Brasil)
A mesma Oxfam revelou que os três filhos do Roberto Marinho - os que não têm nome próprio -, 
cada um, tem uma riqueza de R$ 13,92 bilhões, CADA UM!
O filho do meio, João Roberto Marinho, que desempenha o papel de “cérebro” das negociações 
políticas e dá as instruções para o Gilberto Freire com “i”, João Roberto ultrapassou o irmão mais 
velho, Roberto Irineu, e, segundo a Oxfam, se inclui na lista dos oito brasileiros biliardários.
Assim sendo, os filhos do Roberto Marinho detêm 23% do rendimento de TODOS os brasileiros.
Veja a matéria do UOL:
Os seis homens mais ricos do Brasil concentram a mesma riqueza que toda a metade mais pobre da população do país (mais de 100 milhões de brasileiros), segundo o relatório da ONG Oxfam divulgado nesta semana.
A ONG britânica de assistência social e combate à pobreza usa como base levantamentos sobre bilionários da revista “Forbes” e dados sobre a riqueza no mundo de um relatório do banco Credit Suisse.
De acordo com a “Forbes”, as seis pessoas mais ricas do Brasil são:
Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev (dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica) e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz

Joseph Safra, dono do banco Safra

Marcel Herrmann Telles, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz

Carlos Alberto Sicupira, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz

Eduardo Saverin, cofundador do Facebook

João Roberto Marinho, herdeiro do grupo Globo
A fortuna somada desses seis empresários era de US$ 79,8 bilhões (cerca de R$ 258 bilhões) em 2016, de acordo com a “Forbes”. Na sexta posição entre os mais ricos do país, João Roberto Marinho aparece empatado com seus dois irmãos, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho, com patrimônio estimado em R$ 13,92 bilhões cada um. Se fosse considerado o patrimônio dos três irmãos juntos, a desigualdade seria ainda maior, segundo a Oxfam.
E tem, cada um, um rendimento R$ 7 milhões superior ao do brasileiro assalariado.
Assalariado, segundo os critérios do IBGE.Não se incluem aí os que não procuram mais emprego, os chamados “desalentados”.
Precisa desenhar, amigo navegante?

PHA
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Guilherme Boulos é liberado



Do Sul21:

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi liberado no início da tarde desta terça-feira (17) após prestar depoimento no 49º Distrito Policial de São Paulo. Ele tinha sido detido pela manhã sob a acusação de desobediência civil durante uma ação reintegração conduzida pela Polícia Militar na ocupação Colonial, na zona leste de São Paulo. As informações são da Mídia Ninja, que acompanhou a operação desde o início.
A detenção de Boulos gerou uma forte reação negativa nas redes sociais entre os movimentos sociais e políticos de esquerda. No 49º DP, Boulos recebeu ativistas, defensores dos direitos humanos e políticos, como o vereador paulistano Eduardo Suplicy (PT).
De acordo com o MTST, Boulos negociava com a PM para que as cerca de 700 famílias que estão sendo despejadas nesta terça tivessem um desfecho favorável, mas acabou detido pela acusação de desobediência civil – informação também confirmada pela Folha de S.Paulo, jornal do qual Boulos é colunista. Segundo a Mídia Ninja, policiais que o prenderam teriam citado sua participação em protestos como o governo Temer para justificar a prisão. Também teriam afirmado que possuem horas de gravações de Boulos em outras manifestações.
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Entregar redes às multinacionais é entregar controle de nosso espaço aéreo


Se é para entregar o espaço aéreo aos gringos... 

Por Fernando Britto

Incrível a notícia de hoje, no Estadão, de que a Aeronáutica pretende privatizar o controle da gestão da rede de telecomunicações usada pela Aeronáutica para a defesa, vigilância e controle do tráfego aéreo.

Privatizar é pouco: pretende entregar âs multinacionais:
“Dezessete empresas participaram da audiência pública, duas com maior interesse: o grupo mexicano Claro/Embratel e a americana Harris. As companhias apresentaram uma proposta que pode servir de base para o edital da licitação, que será lançado no fim deste semestre”
Embora vá continuar exercendo a tarefa de operar, a partir desta rede, o controle do tráfego aéreo e da defesa do espaço aeronáutico nacional, é obvio que quem controla a rede sabe tudo o que trafega por ela.
Dispensam-se, portanto, a NSA e os satélites espiões, todos os registros de navegação aérea – e isso inclui a militar – já vão direto para mãos estrangeiras, da fonte. Isso, claro, compreende todas as simulações, com táticas e alcances de seus vetores (aviões e mísseis) , da defesa aérea brasileira.
A reportagem, parcialmente publicada na internet, registra o cinismo de que “haverá salvaguardas” no caso de o Brasil entrar em guerra com o país da empresa que controle a rede de telecomunicação de nossa Força Aérea. Que guerra? De posse destas informações, toda a nossa capacidade de reação aeronáutica, que se funda na capacidade de reação imediata e pontual e não num confronto prolongado contra forças imensamente maiores , estará destruída e minutos ou horas antes que sequer se redija o ato de intervenção na rede de comunicações.
Se é só uma questão de economia, seria melhor pensar em fechar a Força Aérea, porque uma Força sobre a qual se sabe como age, com todos os detalhes de posição, rotas, altitudes, formações e táticas não serve nem para videogame.
A Harris, por exemplo, é contratada por valores imensos pelas forças armadas norte-americanas para montar sistemas de comunicação. E ela mesmo diz em sua página promocional:
 Se você está defendendo seu país, os mares, ou os céus – você precisa de uma comunicação segura na  qual você possa  confiar. Os poucos momentos  necessários receber uma mensagem ou responder a uma ameaça podem afetar dramaticamente o resultado de uma situação.
Podem, não é? Dramaticamente, para nós.
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A propósito do post do Fernando Brito "entregar às redes multinacionais o nosso espaço aéreo é entregar o nosso controle" e, agora, com a notícia de que o Traíra resolveu devolver ao Exército o papel que, na Escravidão, a ele se confiava - o de capitão do mato -, amigo navegante escreveu furioso comentário:
Ao invés de defenderem a soberania nacional, ficam caçando comunista (ou petista bolivariano) embaixo da cama.
São incompetentes para a segurança externa: os americanos com 2 ou 3 bases fariam melhor e mais barato.
Para a segurança interna, não servem mais: as polícias militares resolvem o problema, sabem reprimir, torturar e matar melhor que eles.
E extinguir as Forças Armadas, essas que vendem o espaço aéreo e deixam o Pedro Malan Parente entregar o pré-sal, com sua sumária extinção teríamos várias vantagens, como a economia com pensões para gente como a Maitê Proença, além de não precisarmos mais gastar dinheiro com brinquedinhos como tanques, caças, submarinos etc, que, no passado, seriam para defender o interesse (nacional brasileiro).
Assim economizaríamos um bom dinheiro e nossos amigos americanos cuidariam de tudo, como bons e leais aliados que sempre foram...
Quem disse que o Golbery morreu?
Pergunte ao Gasbery, que fala com ele todas as noites...

Assinado, janguista furioso
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PAU MANDADO DOS METRALHAS MARINHO ENGAVETA GLOBO E FHC!


O Dr Moro nao foi à farofada... E o "bandido" é o Lula! 

​A propósito daquele triplex de Paraty que não tem dono e no qual o cachalote não ousará pisar, vale a pena recordar que o Conversa Afiada a permanência do Dr Janot à frente da PGR por mais quatro, seis, oito anos​, os deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous tomaram a liberdade de importunar o Dr Janot:
“Escândalo Panamá Papers, que envolve Globo e FHC, 'dorme' nas mãos de Janot há quase um ano” denuncia Pimenta
Há quase um ano, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) busca junto ao Ministério Público Federal que seja aberta uma investigação para apurar as conexões entre a Rede Globo, a FIFA, o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e offshores do Panamá que teriam sido utilizadas para cometer crimes contra o sistema financeiro, a ordem tributária e a administração pública. O escândalo, conhecido como Panamá Papers, utiliza empresas de fachada para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
Em março de 2016, Paulo Pimenta e o deputado Wadih Damous (PT-RJ) entregaram farta documentação à Procuradoria-Geral da República e protocolaram uma representação, subscrita por mais de 30 parlamentares, solicitando abertura de investigação. No dia 8 de março de 2016, diante do surgimento de novos fatos, os parlamentares fizeram novo pedido ao MPF.
Sem qualquer resposta, Pimenta protocolou mais uma representação no dia 10 de maio de 2016. Segundo o deputado, em todas oportunidades, os parlamentares ouviram como resposta que o MPF “estaria adotando todos os procedimentos necessários e que seriam informados sobre a adoção dessas medidas”.
Ontem (16), Pimenta fez nova tentativa, e mais uma vez cobrou informações acerca das providências adotadas pelo MPF até o momento sobre o escândalo Panamá Papers. “Ao que tudo indica, a documentação está parada há quase um ano nas mãos da Procuradoria”, lamentou Pimenta.
Panamá Papers
De acordo com as investigações jornalísticas, empresas de papel criadas pela Mossack Fonseca auxiliaram na ocultação de fortuna pelo mundo. Essa empresa panamenha ganhou – e logo perdeu – os holofotes da grande mídia brasileira por conta das operações policiais Lava Jato.
Representantes da Mossack Fonseca no Brasil, Carolina Auada e Ademir Auada foram interceptados pelos investigadores da PF destruindo provas. Por esse crime eles foram presos, mas, pouco depois, o juiz Sérgio Moro mandou soltá-los, sob justificativa de que “apesar do contexto de falsificação, ocultação e destruição de provas, (...) na qual um dos investigados foi surpreendido, em cognição sumária, destruindo quantidade significativa de provas, a aparente mudança de comportamento dos investigados não autoriza juízo de que a investigação e a instrução remanescem em risco".
O que se soube depois é que a Globo possui ligações com a Mossack Fonseca. A mansão da família Marinho, em Paraty (RJ), e um heliponto usado pelos filhos de Roberto Marinho estão registrados no nome de uma empresa de fachada ligada à Mossack Fonseca, a Vaincre LCC.
Nesse emaranhado de empresas de papel, surge também Brasif, outra empresa vinculada à Mossack Fonseca. A Brasif, por sua vez, está ligada à Globo pelo pagamento de Miriam Dutra, jornalista e ex-namorada de FHC.
A Brasif era proprietária da Eurotrade Ltd, com sede nas Ilhas Cayman. A Eurotrade Ltd. firmou, em 2002, contrato com a jornalista Miriam Dutra, segundo a qual FHC – com quem ela teria um filho – usou essa empresa para bancá-la no exterior. A Brasif era concessionária das lojas ‘dudy free’ nos aeroportos.
A Brasif, segundo a Folha de São Paulo, conseguiu “derrubar medida criada no governo FHC para limitar a US$ 300 por pessoa (eram US$ 500) o gasto nos free shops, além de ter dominado praticamente sozinha a concessão desse tipo de loja em aeroportos.
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JANETE MATOU A ACUSAÇÃO CONTRA LULA


Você é um jênio, Janot. Bem que o Mineirinho dizia... 

A propósito do post "Lula é bandido, como disse Janot ao Aragão, logo, Janot tem que ficar", amigo navegante muito sabido enviou o seguinte breve e mortífero comentário:
Janot m​atou a acusação do MPF contra o Lula...
O caso acabou.
O problema é como encerrá-lo.
​O PiG​ topa para não pegar o pessoal del​e​ (PSDB e aproximados).
O problema é que sem apagar o que foi feito contra o Lula o outro lado não topa e vai ficar escandaloso demais.
Até pra eles, Golpistas da Lava Jato, MPF e PF aecista.
É possível que uma certa alternativa radical pra estancar essa porra ​esteja realmente sendo pensada.
Muito complicado​ ainda...
​Janot, voce é um jênio!
Bem que o Mineirinho, da lista de alcunhas da Odebrecht​ sempre disse!
E a gente duvidava.
Não é mais o caso!
Assinado, navegante infatigável

MILICIA DE ALCKMIN USA VIOLÊNCIA E PRENDE BOULOS EM REINTEGRAÇÃO DE POSSE EM SÃO PAULO


Líder do MTST preso pela PM de São Paulo durante reintegração de posse de um terreno 
particular, sob a acusação de "desobediência civil", disse que a sua prisão foi "evidentemente 
política"; "Não há nenhum motivo razoável. Eu fui lá negociar para evitar que houvesse a 
reintegração. Foi uma prisão evidentemente política", afirmou; "Alegaram incitação à 
violência e descumprimento de ordem judicial, que é descabido. Fui negociar com o oficial de 
Justiça. Ele estava presente para oficiar que o Ministério Público havia pedido a suspensão da 
reintegração ontem (segunda-feira [16]) e o juiz ainda não tinha julgado. Fui falar que seria 
razoável eles esperarem o resultado antes de reintegrar as pessoas. Foi o que eu disse pra eles. 
Se isso é incitação à violência, então eu incuti a violência", declarou.



Da Rede Brasil Atual - Com bombas, balas de borracha, gás lacrimogênio e muita violência, a tropa de choque da Polícia Militar executou na manhã de hoje (17) ação de reintegração de posse da Ocupação Colonial, na região de São Mateus, zona leste de São Paulo. No local, cerca de 700 famílias ocupavam uma área composta por dois terrenos particulares e um terreno da prefeitura e que agora não tem para onde ir.
Dezenas de policiais do batalhão de choque, além de caminhões blindados, estavam concentrados desde o início da manhã. A Justiça de São Paulo decidiu pela reintegração há cinco dias. Os moradores da ocupação tentaram negociar o adiamento da desocupação para que, ao menos, as famílias fossem devidamente cadastradas em programas de habitação da prefeitura.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) também chegou a entrar com ação pedindo a suspensão da reintegração. Ainda assim, a reintegração foi executada, antes mesmo que a Justiça pudesse julgar o pedido do MP.
Lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) pediam que os policiais aguardassem algumas horas até o horário de abertura do Fórum, quando o recurso poderia ser julgado. "Se o juiz acata esse pedido de adiamento, olha a situação que vai se criar", apelava Guilherme Boulos, líder do movimento.
"Um terreno abandonado há mais de quarenta anos. Ninguém nunca fez nada. Agora que a gente fez alguma coisa para sair do aluguel, eles vêm tomar", reclamou outro morador.
Os moradores chegaram a esboçar resistência, com uma barricada na rua de acesso à ocupação. Há relatos de moradores feridos, repórteres que sofreram asfixia devido ao uso de gás lacrimogênio pelos policiais, e até animais de estimação machucados pela ação policial. A repórter da Rádio Brasil Atual, Anelize Moreira, também passou mal, por efeitos das bombas de gás.
É a primeira reintegração de posse executada na gestão do prefeito João Dória (PSDB), que afirmou diversas vezes que não iria tolerar ocupações.
Até às 9h30, os moradores ainda acompanhavam a desocupação e tentavam retirar seus pertences. Eles deverão rumar para um novo acampamento, ainda sem local definido. "Não tenho lugar. Não sei o que vou fazer. Vou por as minhas coisas na garagem de uma amiga, e não tenho para onde ir. Sou sozinha, tenho 70 anos. Não sei o que fazer da minha vida", relatou uma moradora da ocupação. Os moradores da Ocupação Colonial encontravam-se dispersos pela região, abrigados da chuva por vizinhos. As crianças foram abrigadas em uma igreja também nas proximidades.
Em sua página no Facebook, o MTST comunicou que Guilherme Boulos, havia sido preso pela PM de São Paulo. Em nota, o movimento classifica a prisão como "absurda" e ressalta que Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito. Boulous foi preso por desobediência, e conduzido ao 49º DP, onde presta depoimento.

Leia a nota na íntegra:

"Prisão absurda de Guilherme Boulos

O companheiro Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, que estava acompanhando a reintegração de posse da ocupação Colonial, visando garantir uma desfecho favorável para as mais de 3000 pessoas da ocupação, acaba de ser preso pela PM de São Paulo sob a acusação de desobediência civil.
Um verdadeiro absurdo, uma vez que Guilherme Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito.
Neste momento, o companheiro Guilherme está detido no 49ª DP de São Mateus.
Não aceitaremos calados que além de massacrem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajuda-los.

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto"







segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

VÓ ADAMS "LVA AS MÂOS" NO CASO DA DOAÇÂO ÁS TELES



POR FERNANDO BRITO 

A Ministra Carmem Lúcia “lavou às mãos” no caso da maracutaia que doa, segundo os cálculos do 
Tribunal de Contas da União, cerca de R$ 100 bilhões em patrimônio público entregue às empresas 
de telecomunicações quando de sua privatização, no Governo Fernando Henrique Cardoso.
Disse que “não há urgência” no pedido para que a nova Lei das Teles seja apreciada no plenário do 
Senado e não apenas nas comissões onde foi aprovada.
O caso, agora, vai, depois do recesso, voltar ao relator, ministro Teori Zavascki, sem prazo para 
decidir.
E, portanto, a lei volta a ter condições de ser sancionada por Michel Temer.
Até agora, com a suspensão do processo decretada na antevéspera do natal, não poderia.
É inacreditável que “não haja urgência” em algo desta grandeza.
Mesmo que fosse correto o “desconto” que a Anatel estima no valor, para R$ 20 bilhões de reais, é 
uma bolada.
100 ou 20 bilhões, uma vergonha.
Que, claro, não é urgente deter.
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PREÇO DA ALIANÇA COM O SINDICATO DE LADRÔES FOI O ASSALTO AO ESTADO


A cada dia que passa, fica claro o preço que a presidente deposta Dilma Rousseff teve que 
pagar para garantir a governabilidade, antes do golpe parlamentar que a derrubou; para 
conseguir os votos do PMDB no Congresso, Dilma teve que engolir Geddel Vieira Lima numa 
vice-presidência da Caixa Econômica Federal e aliados de Eduardo Cunha em postos chave da 
administração federal – todos, é claro, indicados pelo então vice-presidente Michel Temer; 
agora que se sabe a finalidade dessas indicações, quem foi às ruas contra a corrupção se dá 
conta de que a presidente honesta foi derrubada para que o PMDB, que vendia seu apoio no 
Congresso, pudesse governar sem intermediários.

247 – A Operação Cui Bono, deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal, foi pedagógica. Revelou 
que Geddel Vieira Lima, indicado por Michel Temer para uma vice-presidência da Caixa Econômica 
Federal, estava lá com uma finalidade específica: garantir recursos para o PMDB e políticos aliados 
por meio de propinas cobradas de grandes empresários. Tudo isso em parceria com Eduardo Cunha, 
outro grande parceiro de Temer.
No modelo político brasileiro, do chamado presidencialismo de coalizão, Dilma se elegeu duas vezes 
presidente da República, mas sempre em minoria no Congresso. A aliança com o PMDB, em tese, 
deveria dar equilíbrio aos governos do PT.
No entanto, mesmo tendo Michel Temer como vice, a relação PT-PMDB sempre foi tensa. Políticos 
como Geddel e Cunha, além de Eliseu Padilha e Moreira Franco, outros expoentes do quarteto ligado 
a Temer, sempre cobravam mais espaços no governo.
Como Dilma conhecia as intenções desse quarteto, ela fazia o máximo possível para conter o 
estrago. Por isso mesmo, frequentemente, era acusada de inabilidade política. No glossário 
peemedebista, ser inábil politicamente significa não entregar a mercadoria.
Dilma engoliu essa turma enquanto pôde. No entanto, quando Cunha se elegeu presidente da 
Câmara, provavelmente financiando uma penca de deputados, como revelam as mensagens trocadas 
com o Pastor Everaldo (leia aqui), o preço se tornou alto demais. Se antes era necessário entregar 
apenas os anéis, agora era hora de dar os dedos, as mãos, os braços e os colares.
Como Dilma não cedeu, perdeu o pescoço. Curiosamente, no entanto, os brasileiros que foram às 
ruas contra a corrupção contribuíram para a deposição de Dilma e para instalar no poder justamente 
os maiores especialistas em mercantilização da política. A presidente honesta foi derrubada para que 
o PMDB, que vendia seu apoio no Congresso, pudesse governar sem intermediários.
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A destruição de Lula é a destruição de uma reserva de combate



POR ALDO FORNAZIERI, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Na peça Galileu Galilei, Bertolt Brecht estabelece uma polêmica acerca do sentido e do significado do herói. Em conversa com seu secretário Andreas o sábio italiano enfrenta a angústia de defender a verdade de que a Terra não é centro do sistema planetário sabendo que a Santa Inquisição lhe ceifaria a vida ou de negar a verdade e continuar mantendo a dádiva da vida. Andreas, jovem idealista, incita o mestre a defender a verdade da evidência científica argumentando que a possível morte o tornará herói. Entre as ponderações dos argumentos, Andreas declara: “Pobre do povo que não tem herói!”. Ao que Galileu responde: ” Não Andreas. Pobre do povo que precisa de herói!”.
Brecht adota o partido de Galileu, mas penso que se enganou. A tese interpretativa da negação do herói sustenta que um povo que precisa de herói não é um povo liberto. É um povo escravo de fato ou escravo da ignorância e do medo. Sustenta-se que a liberdade é uma atitude coletiva que se isenta da necessidade do herói. Muitos marxistas esposaram a tese de Brecht, mas não Gramsci, por exemplo, que compreendeu perfeitamente não só a importância do herói, mas também a força simbólica do mito que deveria ser encarnada na ideia de partido como moderno príncipe sem, contudo, suprimir o papel do líder, do herói no sentido da sua individuação.
Não há uma oposição entre o papel do herói e a construção de uma vontade coletiva. Aliás, não há registro na história dos povos que indique o surgimento de uma potente vontade coletiva transformadora sem a existência de um líder-guia, de um herói. A preponderância de um e de outro – herói ou vontade coletiva – depende muito das circunstâncias, da cultura de cada povo e das virtudes presentes em um ou na outra. Os gregos antigos, por exemplo, enfatizaram sobremaneira a importância do herói. Já, na República romana, os líderes destacaram a vontade coletiva do povo e suas virtudes como a força de construção de um sentido grandioso de Roma, criando uma das primeiras teorias do destino manifesto.
De qualquer forma os heróis desempenharam um papel fundamental para referenciar as atitudes humanas, as atitudes de um povo. E, mesmo neste mundo liquefeito de hoje, neste mundo da impermanência, eles continuam a desempenhar um papel positivo. É verdade que existe mais de um modelo de herói e, na tipologia grega clássica, temos praticamente uma antípoda entre Aquiles que faz grandes feitos, pela sua ousadia, e morre jovem para projetar-se na memória eterna dos humanos e Ulisses que, com sua prudência, enfrenta todo tipo de adversidade, mas chega a uma velhice triunfante.
O herói é um portador de virtudes – coragem, ousadia, prudência, etc. – mas, acima de tudo, como referencia moral da conduta do povo e dos cidadãos e como referência ética que orienta do sentido de futuro da cidade ou da nação, ele se define também pela exemplaridade de seus atos e de sua conduta. Atos e condutas exemplares são o amalgama que unificará e agregará o povo e será o fundamento da lei justa que, em grande medida, substituirá a própria função do herói, já que o povo encontrou o seu fundamento moral e ético.
O herói expressa também um recurso simbólico extraordinário, capaz de mobilizar energias e princípios nos momentos de crise ou nos momentos de realização de elevados empreendimentos coletivos. Quase todos os povos têm seus heróis e seus líderes significativos, mal ou os bem, lançam mãos a esses recursos simbólicos. Não por acaso, em seu discurso de despedida, Obama, em face a este momento angustiante em que vivem os Estados Unidos, recorreu duas ou três vezes aos Pais Fundadores.
As elites brasileiras e a destruição ética do país
Costuma-se dizer que o povo brasileiro não tem heróis no sentido nacional, popular e político do termo. Há uma boa dose de verdade nisso. A singularidade da nossa desditosa história, a indigência da nossa formação política e cultural, a carência de movimentos nacionais e populares na nossa formação, fraqueza das nossas virtudes coletivas e as dos nossos líderes e, principalmente, a violência recorrente das elites e do Estado contra os movimentos e líderes que lutaram por direitos e bem estar coletivo constituem causas dessa carência de heróis.
Em que pese tudo isto, existem, contudo, em nossa história, dois líderes que se aproximam da ideia de herói no sentido nacional, popular e político do termo. Trata-se de Getúlio Vargas e de Lula. Claro que quando se fala de Lula há algo de problemático na medida em que nunca é possível dizer algo definitivo de quem está vivo. Mas, com essa ressalva, cabe reconhecer que Vargas e Lula são os dois líderes nacionais que mais imprimiram um sentido ético à nação, no sentido de tentar unificá-la em torno do propósito de uma sociedade justa e do bem estar coletivo. O termo “ética” aqui é empregado no seu senso aristotélico, vinculado aos fins públicos comuns do bem estar e da justiça.
Dito isto cabe observar que tanto Vargas, quando vivo e mesmo que morto, e Lula em vida, sofrem uma perseguição tenaz por parte de setores das elites. Ao querer se destruir sua representação simbólica quer-se destruir a sua expressão enquanto referencial do sentido ético do Brasil e de seu povo. Quer-se destruir aquela energia simbólica que pode ser fonte de emanação de lutas e mobilizações, no presente e no futuro, por mais direitos e justiça. Quer-se destruir o sentido orientador da ideia de igualdade na construção de uma sociedade mais justa e digna. A destruição de Vargas e de Lula é a destruição de uma reserva de combate, por mais contradições e paradoxos que ambos representem. O fato é que as elites brasileiras sequer suportam a presença e a simbologia de figuras como Vargas e Lula mesmo que em seus governos partes das elites tenham sido beneficiadas.
É também nesta chave compreensiva que se deve entender a perseguição impiedosa que o juiz Moro, o procurador geral da República Rodrigo Janot, os procuradores representados na figura de Deltan Dallagnol e setores da Polícia Federal e do Judiciário movem contra Lula. De todos os processos e indiciamentos contra o ex-presidente, até agora, não há razoabilidade em nenhum deles. A perseguição, as denúncias vazias, os vazamentos seletivos, contudo, estimularam o golpe-impeachment e promoverem danos irreparáveis a Lula.
Como explicar a conduta desses agentes da persecução? Claro que existem interesses pessoais e políticos na perseguição, vaidades, ódios, rancores e frustrações. Mas esses agentes não deixam de ser a representação da violência atávica das elites brasileiras contra todo o sentido da construção ética de uma sociedade justa e igual e de tudo o que significa luta nacional e popular por direitos. Como serviçais das elites, esses agentes não deixam de se sentirem donos do Estado, donos dos instrumentos da violência concentrada, portadores de uma imemorial consciência dos privilégios patrimonialistas.
Direitos, justiça e igualdade e a constituição ética do Brasil e da sociedade, portanto, são ameaças aos interesses, ao poder e ao mando das elites e de seus agentes. De tempos em tempos promovem uma degola das conquistas alcançadas através das lutas. É isto que se está vendo neste momento com o governo Temer. Nestes surtos violentos e destrutivos da agregação social e do sentido ético, agridem também com mais violência as representações simbólicas dessas lutas e dessa construção. Os movimentos sociais e políticos progressistas precisam compreender que quando se trata de democracia, direitos, liberdade, justiça e igualdade nunca há uma garantia definitiva. A manutenção das conquistas e sua ampliação requer lutas e mobilizações permanentes.
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TUCANOS DE SP EXPORTARAM O PCC


"A melhor maneira de acabar com a droga é fechar o Denarc" 

Governo de SP 'exportou' PCC para outros Estados ao transferir presos

Por Rogério Gentile

A organização criminosa PCC surgiu em 1993 num presídio de segurança máxima de Taubaté, no 
interior paulista. Cerca de 23 anos depois, possui ramificações em todos os Estados brasileiros, com 
mais ou menos força.
O crescimento espantoso possui várias explicações, mas não há como ignorar o fato de que ele foi 
facilitado por uma polêmica política de transferência de presos perigosos. São Paulo exportou o PCC 
para outras regiões do país.
Segundo o Ministério Público de SP, em outubro de 2014, a facção tinha cerca de 10 mil criminosos 
afiliados, 26% deles fora do Estado. Hoje, quando trava uma guerra com outras quadrilhas para 
dominar rotas e monopolizar o tráfico de drogas no país, possui cerca de 21,5 mil "batizados", 64% 
deles para além da fronteira original.
Os dados são naturalmente imprecisos, dada a óbvia dificuldade para apurá-los, mas incontáveis 
escutas telefônicas mostram a intenção estratégica da facção de se espalhar pelas cinco regiões do 
Brasil –o PCC já "batizou" cerca de 3,5% da população carcerária, calculada em torno de 607 mil 
pessoas. Parece pouco, mas é quase o número total de funcionários da Volkswagen no Brasil.
MIGRAÇÃO
O início do processo de migração do PCC, no entanto, foi estimulado irrefletidamente pelo governo 
paulista que, na tentativa de desarticular o movimento que ganhava força nos presídios do Estado, 
transferiu em 1998 os seus cabeças para o Paraná, numa operação cercada de discrição. "O efeito foi 
o contrário", diz o promotor Lincoln Gakiya, que atua na região Oeste do Estado.
José Márcio Felício, o Geleião, e César Augusto Roris da Silva, o Cesinha, estavam entre os 
transferidos.
Fundadores do "partido do crime", Geleião e Cesinha incentivaram a criação do Primeiro Comando 
do Paraná, que logo mostrou sua face com três rebeliões. Atualmente, o Estado é um dos mais 
importantes braços da organização.
Marcola, o principal chefe da facção, assim como outros "capos", também passeou bastante pelos 
presídios do país. Esteve no RS, em DF, GO, MG, circulando por várias penitenciárias e 
disseminando a cartilha do PCC. Em Brasília, por exemplo, criou o PLD (Partido Liberdade e 
Direito), nome bonito para uma associação que chegou a carbonizar detentos inimigos durante 
rebeliões.
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O PCC é uma das obras monumentais dos 34 anos de domínio da facção PSDB sobre a Província de 
São Paulo.
Além de exportar o PCC para o resto da América do Sul - onde se materializará o "imperialismo 
brasileiro através da droga", - os jênios tucanos realizaram, com a ajuda providencial da "teoria da 
dependência":
• fizeram um acordo com o Marcola na cadeia, para acabar com o controle do PCC sobre a cidade de 
São Paulo, em 2006, quando morreram 564, entre vítimas inocentes, criminosos e agentes da polícia 
que matavam criminosos e inocentes;
• proibiram os órgãos do PiG de chamar o PCC de PCC e, sim, de "organização criminosa", o que 
deixa o espectador da Globo em dúvida: trata-se do PCC ou do PSDB de São Paulo?;
• construíram na "Polícia" um Departamento de Combate à Droga, Denarc, que se imortalizou com a 
frase do traficante colombiano Abadia: "se quiser acabar com o tráfico, tem que fechar o Denarc".

PHA


Policiais contam cabeças que ainda estão em cima do pescoço - Foto de Frankie 
Marcone/Futura Press

ESPECIALISTAS REBATEM DEFESA DE BARROSO DE PRIVATIZAÇÃO DA UERJ


O Movimento "Direito para Quem?" destacou em nota que o ministro utilizou de eufemismo 
para defender a privatização do ensino e que, de forma conveniente, não responsabilizou as 
administrações de Cabral e Pezão, ex e atual governador do Estado, no sucateamento da 
Universidade

Do Justificando – Em artigo publicado no jornal O Globo neste sábado, 15, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu um modelo de financiamento privado para as Universidades Públicas nos moldes norte-americanos. O ministro se baseou na crise financeira na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) para propor a privatização do ensino público superior. “Precisamos conceber uma universidade pública nos seus propósitos, mas autossuficiente no seu financiamento” – afirmou.
O ministro ainda defendeu a reunião das “melhores cabeças do país e, talvez, uma consultoria internacional” para repensar o sistema público de ensino, além dela ter uma gestão profissional e “despolitizada”.
O artigo causou incômodo e foi rebatido por especialistas e movimentos. Nas redes sociais, o Professor da Universidade Federal Fluminense e Doutor pela UERJ, Enzo Bello, destacou que não há como se comparar o contexto estadunidense com o brasileiro – “Nas linhas e entrelinhas, [Barroso] indica o modelo estadunidense, financiado por “doações de ex-alunos” e grandes corporações privadas. Contexto completamente diferente do Brasil, sobretudo em termos de formação histórica, cultural, socioeconômica… e constitucional!”.
Luís Roberto Barroso, o filho ingrato da universidade pública



POR FERNANDO BRITO 

O Dr. Luis Roberto Barroso tem a marca daquilo que de pior o caráter humano pode ter: a ingratidão.
Ele e eu nascemos no mesmo ano – 1958 – e ontem, numa reunião de queridos amigos, eu comemorei os 40 anos passados desde que nos conhecemos, na turma que iniciou seus estudos em 1997 na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Muitos de nós não estaríamos ali se a universidade não fosse pública e gratuita.
É verdade que alguns poderiam pagar, mas mesmo os que vinham de classe média, olhe lá se poderiam desembolsar uma mensalidade cara.
Ainda assim, o fato de todos sermos iguais – podendo ou não – foi o responsável por sermos até hoje, sendo diferente, sermos iguais e, poir isso, à parte às nuances de opinião de cada um, nos entendermos sempre e nos aceitarmos como nunca.
Não sei se a família do Dr. Barroso poderia pagar o prestigiado curso de Direito da UERJ – no qual ele se vangloria de ter sido o 1° colocado nas provas para livre docente e titular.
Coisa tão idiota quanto eu dizer que, já casado e pai de filhos, em que posição passei no vestibular para lá, no curso de Direito que não pude terminar, mesmo grátis, porque a vida é dura.
Mas o Dr. Barroso não se alimentou com os recursos da educação pública: não, entupiu-se deles.
E agora, que é dono de uma rica banca de advocacia, pelos méritos que aquele ensino gratuito lhe permitiu acumular, vomita como inservível.
Minha mãe, filha de um operário e uma costureira, foi aluna da mesma universidade do Dr. Barroso, então ainda Universidade do Distrito Federal, que agora está ameaçada de ser fechada.
Posso, orgulhosamente, dizer ao Dr. Barroso que, na minha família, ninguém cospe no prato onde comeu saber, conhecimento, dignidade.
Não vou me elevar a argumentos teóricos, como os expostos por professores de Direito no site Justificando.
Fico nos morais: aquilo que a sociedade me deu, como base pra o que sou hoje, tem valor social.
Subordinar ao dinheiro privado a minha mãe intelectual, com todos os defeitos que possa ter, é prostituí-la.
O que o Dr. Barroso, filho bem cuidado da universidade pública, faz, para mim, tem este nome.
Tenho dúvidas de que poderíamos querer ser chamados pelo nome que merecem os que querem este destino para nossas mães intelectuais.
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OITO HOMENS TÊM A MESMA RIQUEZA QUE OS 3,6 BILHÕES MAIS POBRES DO MUNDO


Um novo relatório da organização não governamental Oxfam, divulgado nesta segunda (16), 
revela que o fosso material entre o 1% e os 99% da humanidade, respectivamente, o topo e a 
base da pirâmide da riqueza mundial, torna-se cada vez maior, com consequências nefastas 
para a sociedade; documento também capta uma tendência preocupante: o abismo entre ricos 
pobres está aumentando em uma velocidade muito maior do que a prevista; baseado no 
Credit Suisse Wealth Report 2016 e na lista de milionários da Forbes, o relatório alerta que 
apenas oito homens concentram a mesma riqueza do que as 3,6 bilhões de pessoas que fazem 
parte da metade mais pobre da humanidade.

As informações são de reportagem da revista Carta Capital

"Os oito primeiros colocados na lista da Forbes são o criador da Microsoft, Bill Gates (75 bilhões de 
dólares), Amancio Ortega (67 bilhões), da grife espanhola Zara; Warren Buffet (60,8 bilhões), da 
Berkshire Hathaway, Carlos Slim (50 bilhões), das telecomunicações e Jeff Bezos (45,2 bilhões), da 
Amazon. Figuram ainda o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg (44, 6 bilhões), Larry Ellison 
(43,6 bilhões), da Oracle, e, por fim, Michael Bloomberg (Bloomberg LP), com 40 bilhões.
Tal riqueza é, na maioria dos casos, hereditária. Nas próximas duas décadas, 500 indivíduos passarão 
mais de 2,1 trilhões de dólares para seus herdeiros, uma soma maior do que o PIB de um país como a 
Índia, que tem 1,2 bilhão de habitantes.
Intitulado Uma economia humana para os 99%, o relatório analisa de que maneira grandes empresas 
e os "super-ricos" trabalham para acirrar o fosso da desigualdade.
A renda de altos executivos, frequentemente engordada pelas ações de suas empresas, tem 
aumentado vertiginosamente, ao passo que os salários de trabalhadores comuns e a receita de 
fornecedores têm, na melhor das hipóteses, mantido-se inalterado e, na pior, diminuído.
O estudo aponta que, atualmente, o diretor executivo da maior empresa de informática da Índia 
ganha 416 vezes mais que um funcionário médio da mesma empresa.
Além disso, os altos lucros das empresas são maximizados pela estratégia de pagar o mínimo 
possível em impostos, utilizando para este fim paraísos fiscais ou promovendo a concorrência entre 
países na oferta de incentivos e tributos mais baixos."
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SERRA LANÇA CANDIDATURA DE VOVÓ ADAMAS


Melhor seria se fosse o PSDB ..... Esse Bessinha... Os tucanos ainda vão degolar o Bessinha. É 
que ele leu o post em que o historialista Gaspari lança a candidatura da Ministra Cármen 
Lúcia, o que pode ser, apenas, um dos venenos que, de madrugada, ele trocou com o Padim 
Pade Cerra, também imortalizado na charge... - PHA 

O historialista produziu colona para fazer uma descoberta trepidante: há um vazio político.
Como se o Lula já estivesse encarcerado em Curitiba.
Diante do suposto vazio, Gaspari destrata a Ministra Cármen e, ao mesmo tempo, sugere sua eleição
indireta já e direta - se houver - em 2018.
Ele é deselegante com Carmen Lúcia porque ele não pode revelar seu candidato in pectore: o Careca
o Padim Pade Cerra.
Como se sabe, os dois não dormem e trocam receita de veneno de madrugada.
Não é, Cerra?
Ah, então não pode ser o Mineirinho, rival de morte do Cerra.
É absolutamente legítimo que Carmen Lucia seja eleita indiretamente em 2017, para tirar a quadrilha 
que se instalou num Palácio e pretende desconstruir outro.
Melhor seria que o PSDB de Gaspari/Cerra, legitimamente, no Congresso, propusesse o nome dela.
E nos livrasse de um Jovair qualquer.
O que não tem cabimento é Cármen Lucia ser manipulada pelo PSDB e seus artilheiros no PiG:
Havia um vazio em Brasília e ele foi ocupado pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo 
Tribunal Federal. Pudera, está no Planalto o vice de uma governante deposta, cujo futuro depende de 
um julgamento do TSE. Do outro lado da praça, há um Senado presidido por Renan Calheiros e uma 
Câmara até há bem pouco tempo comandada por Eduardo Cunha.
Na teoria, a posição da ministra deriva de um rodízio gregoriano. Na prática, a mineira miúda e 
frugal sentou-se na cadeira com disposição para iniciativas audaciosas, cenografias batidas (depois 
do massacre do Compaj foi a Manaus e criou um grupo de trabalho), retórica bíblica ("Quem tem 
fome de justiça tem pressa") e atitudes angelicais (no Dia da Criança recebeu um grupo de meninos e 
meninas carentes).
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