segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

ALÔ, ALÔ OTÁRIOS !!! O REVISOR DO PROCESSO DO LULA LEU 250 MIL PAGINAS EM 6 DIAS. ISTO É’, ELE LEU 2 MIL PÁGINAS POR HORA, SEM DORMIR DURANTE 6 DIAS!!


Tweet do sociólogo e colunista do 247 Emir Sader viralizou nas redes sociais ao questionar a 
parcialidade do TRF-4 sobre o julgamento do recurso contra a condenação do ex-presidente 
Lula; "O revisor do processo do Lula leu 250 mil páginas em 6 dias. Isto e', ele leu 2 mil 
páginas por hora, sem dormir, durante 6 dias", disse Emir; até o momento, a 8ª Turma do 
TRF4 julgou 23 apelações da Lava-Jato e nenhuma delas foi julgada tão rápido.

Revista Fórum - O sociólogo e colunista do 247 Emir Sader bombou nas redes neste domingo (17)
ao questionar a parcialidade do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) sobre o julgamento
do recurso contra a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pelo Twitter, Emir desafia a lógica do desembargador Leandro Paulsen. "O revisor do processo do
Lula leu 250 mil páginas em 6 dias. Isto e', ele leu 2 mil páginas por hora, sem dormir, durante 6
dias", disse ele.
Com milhares de compartilhamentos em apenas 24 horas, o tuíte de Emir correu ainda mais rápido 
nas redes do que o processo de Lula. O ex-presidente Lula será julgado 196 dias após a sentença de 
primeira instância. Até o momento, a 8ª Turma do TRF4 julgou 23 apelações da Lava-Jato e 
nenhuma delas foi julgada tão rápido.

O revisor do processo do Lula leu 250 mil páginas em 6 dias. Isto e’, ele leu 2 mil páginas por hora, sem dormir, durante 6 dias.

DIREITA VENCE NO CHILE E DEU EXEMPLO DE CIVILIDADE E DE DEMOCRACIA AO BRASIL


Numa campanha limpa, sem troca de acusações, com debates em que se discutiram propostas 
para o país, e nenhuma interferência do Poder Judiciário, o Chile deu um exemplo ao Brasil e 
toda a América Latina de como é possível travar uma disputa política com civilidade e 
respeito ao eleitorado.

Balaio do Kotscho


Assim que se confirmou a sua vitória na noite de domingo, o presidente eleito do Chile, Sebastián 
Piñera, fez questão de se dirigir em primeiro lugar ao seu adversário, Alejandro Guillier, que já tinha 
reconhecido a derrota :
“Li seu programa de governo, e há ali muitas boas ideias, que vamos incorporar. Onde houver 
diferenças vamos conversar. Vou propor a todas as forças políticas que nos ajudem a resolver nossos 
problemas. Viva a diferença e a convergência de ideias”.
Na mesma hora (22h em Brasília), Guillier, se mostrou pronto a colaborar:
“Com o espírito republicano que marca nosso país, vim cumprimentar o presidente Piñera e dizer 
que estamos prontos para colaborar”.
Espírito republicano?
Por aqui, certamente nossos políticos devem estar se perguntando do que se trata, nem sabem o que é 
isso.
Numa campanha limpa, sem troca de acusações, com debates em que se discutiram propostas para o 
país, e nenhuma interferência do Poder Judiciário, o Chile deu um exemplo ao Brasil e a toda a 
América Latina de como é possível travar uma disputa política com civilidade e respeito ao 
eleitorado.
Tudo bem diferente do que vimos nas última eleição presidencial no Brasil, em 2014. No dia 
seguinte à vitória de Dilma Rousseff, Aécio Neves foi à Justiça para impedir a sua posse.
Primeiro, pediu recontagem de votos e, em seguida, denunciou abuso de poder econômico da 
adversária na campanha eleitoral. E começou a guerra política que até hoje não terminou.
Nem sempre foi assim por aqui, mas a transição democrática e civilizada de FHC para Lula, em 
2002, da qual eu participei, parece coisa do passado.
Ao se despedir do presidente que saia, na porta do elevador no Palácio do Planalto, Lula deu um 
abraço em FHC e lhe disse:
“Fernando, pode ter certeza de que você deixa aqui um amigo no teu lugar”.
Os últimos presidentes eleitos que entregaram o cargo ao sucessor eleito eram adversários políticos, 
não inimigos.
Alguém pode imaginar uma cena dessas se repetindo em janeiro de 2019 quando assumir o sucessor 
de Michel Temer?
Com Lula ou sem Lula, ganhe quem ganhar, continuaremos um país dividido e dilacerado após as 
eleições de 2018.
Na ausência até agora de um candidato competitivo do establishment para defender as reformas de 
Temer, tenta-se eliminar a concorrência para evitar que Lula, o líder absoluto em todas as pequisas, 
possa ser candidato.
Nos últimos dias, analistas políticos andaram fazendo comparações entre a eleição chilena e a 
brasileira, mas não tem nada a ver, a não ser o fato de que mais uma vez a disputa se dará entre 
esquerda e direita. A grande diferença entre nós é cultural, está mais no eleitorado do que na lista de 
candidatos.
Depois da judicialização da política triturada pela Lava Jato, com o apoio do Supremo Tribunal 
Federal, eleição por aqui virou Fla-Flu, e não uma oportunidade de discutir os problemas e encontrar 
saídas para a crise brasileira. Como ninguém tem propostas, entramos no vale tudo.
O problema é que a direita brasileira não tem votos, depois de perder as últimas quatro eleições 
presidenciais, e viu a extrema direita crescer no embalo de Bolsonaro, o explosivo ex-capitão do 
Exército que agora se apresenta como liberal para cativar os mercados em busca de um candidato 
anti-Lula.
Como Doria e Huck deram chabu, ficaram só com os anódinos Geraldo Alckmin e Henrique 
Meirelles, ambos empacados nas pesquisas, que não conseguem empolgar nem seus próprios 
partidos.
É por isso que, a cada nova pesquisa, querem acelerar a condenação de Lula e torná-lo inelegível por 
conta de um triplex no Guarujá que eu não queria ter nem de graça.
Enquanto isso, em Santiago, na mesma hora em que escrevo, a presidente Michelle Bachelet, que 
apoiou Guillier, está na casa de Piñera para um café da manhã, na primeira reunião da transição 
chilena.
Democracia é simples assim. Quem tem mais votos, leva. Viva Chile!

Militante de Bolsonaro, fã de Moro. Quem é a Sargento que ameaça os militantes que forem a Porto Alegre

Com Bolsonaro: versão diminuta do ex-capitão

Por Joaquim de Carvalho 

A policial que gravou e divulgou nas redes sociais vídeo para ameaçar os manifestantes que forem a 
Porto Alegre no ato em defesa de Lula já foi submetida a exame psiquiátrico. O laudo apontou um 
tipo de transtorno que não a incapacita para a vida civil nem a torna inimputável, mas revela uma 
tendência à agressividade e a imaginar que está sendo perseguida.
Flávia Cristina Abreu, militante de Jair Bolsonaro, foi submetida a exame em um inquérito policial 
militar realizado pelo Comando de Policiamento Militar de Porto Alegre, quando ela acusou o 
comandante do batalhão onde trabalhava, o 18o., em Viamão, de persegui-la.
O tenente-coronel Pedro Joel Silva da Silva, comandante na época, determinou a abertura do 
inquérito quando recebeu citação da Justiça em uma ação por danos morais que a subordinada 
movia. 
Flávia pedia indenização por, segundo ela, ser alvo de perseguição do comandante.
Ao se defender, o tenente-coronel disse que não tinha contato direto com ela, achou tudo muito 
estranho porque foi na mesma época em que combatia o crime organizado em torno do jogo ilegal e 
fazia mudanças no quartel.
O tenente-coronel, hoje na reserva, ganhou o processo civil na Justiça em primeira instância, aguarda 
o julgamento de recursos na segunda e foi isentado de qualquer culpa no inquérito policial militar. Já 
Flávia acabou respondendo por falsas acusações — no final, também foi absolvida. E não ganhou o 
processo por danos morais.
Flávia, que em suas postagens repete o slogan Força e Honra, tem uma razoável repercussão nas 
redes sociais. Sua página no Facebook tem mais de 14 mil seguidores, e ela se dedica a promover 
Bolsonaro e atacar políticos de esquerda.
No Halloween, em 31 de outubro, gravou um vídeo para dar os parabéns às deputadas Maria do 
Rosário, Manuela D’Ávila, Luiza Erundina e às senadoras Gleisi Hoffmann e Fátima Bezerra, entre 
outros.
No dia 7 de dezembro, postou uma foto com Bolsonaro em uma mesa de restaurante. Escreveu: Três 
coisas que eu admiro muito em pessoas iguais a mim: Honestidade, Sinceridade e Humildade.
Publicou foto dela própria em frente a um banner “Somos Todos Moro” e com camiseta da 
campanha em defesa da liberação das armas. Também publicou material de campanha de Donald 
Trump e fotos ridicularizando a filósofa Judith Butler. Ajuda a promover Olavo de Carvalho e esteve 
na porta do Santander Cultural em Porto Alegre para protestar contra a exposição Queermuseu.
No vídeo em que ameaça os manifestantes que forem a Porto Alegre no dia 24 de janeiro, Flávia diz: 
“Venham aqui, vocês vão ver o que é o verdadeiro sangue farroupilha. Venham, mortadelas. Venham 
muitos porque não vai ter mimimi. Não vai ter choro. É linha, pau, gás e bomba”.
A valente Flávia não faz serviço externo, o negócio dela é mexer em papéis, em serviços internos. de 
seu ídolo, o ex-capitão Jair Bolsonaro, que o general Ernesto Geisel definia como “completamente 
fora do normal, inclusive um mau militar”.
Na linguagem da caserna, um “bunda suja”, como são chamados pelos militares de alta patente os 
oficiais que não conseguiram postos mais elevados na carreira. Mas, no Brasil de hoje, ambos 
conseguem ter alguma repercussão.

Fotos retiradas de sua página no Facebook

DESPUDORADOS: MORO E GEBRAN SE JULGAM DESDE 1990!


"Um amigo, um homem culto e perspicaz", diria o Gilmar do Temer

O excelente repórter Luiz Maklouf Carvalho, que trabalha no Estadão (em estado terminal de 
desintegação dos órgãos financeiros) revela detalhes da desinibida relação de profunda amizade entre 
o desembargador Gebran, que julga o Judge Murrow (e o Lula), e o Judge Murrow.
O afeto e a admiração sao recíprocos e datam de 1990: lá se vão 30 anos!
Portanto, Gebran e Murrow se julgarem é uma forma de escárnio ou despudor comparável a o 
Ministro Gilmar julgar um compadre, o MT e o Mineirinho, ambos na lista de alcunhas da Odebrecht.
(Não há notícia de o Joesley Batista ter aplicado ao ministro Gilmar alguma alcunha, apesar das 
próximas relações - como as do Gebran e o Moro - entre os dois, como revelou o detrito sólido de 
maré baixa.)


Bons amigos desde o final da década de 1990, os juízes Sérgio Moro e João Pedro Gebran Neto têm 
a uni-los, além das questões pessoais e familiares, a autoria de livros jurídicos. Dedicaram-se a 
escrevê-los, cada qual por si, desde os respectivos mestrados, na Universidade Federal do Paraná, 
transformando as dissertações em livros algum tempo depois da aprovação.
O primeiro foi Moro, com Legislação suspeita? Afastamento da presunção de constitucionalidade, 
publicado em 1998, pela Juruá Editora. O de Gebran Neto viria em 2002 – A aplicação imediata dos 
direitos e garantias individuais – A busca de uma exegese emancipatória, publicado pela Editora 
Revista dos Tribunais.
Quem revelou a ligação entre os dois autores e/ou as duas publicações foi Gebran Neto – o hoje 
desembargador da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), a que julga os 
recursos às decisões tomadas na primeira instância da Operação Lava Jato pelo juiz Moro. “Desde 
minhas primeiras aulas no curso de mestrado encontrei no colega Sérgio Fernando Moro, também 
juiz federal, um amigo”, escreveu Gebran no segundo parágrafo dos agradecimentos do livro. 
“Homem culto e perspicaz, emprestou sua inteligência aos mais importantes debates travados em 
sala de aula, até instigando-me ao estudo da aplicação imediata dos direitos individuais e coletivos”, 
acrescentou. “Nossa afinidade e amizade só fizeram crescer nesse período, sendo certo que 
colaborou decisivamente com sugestões e críticas para o resultado desse trabalho.”
O último elogio não foi retórico. A obra de Moro é citada positivamente nas páginas 183, 184, 187, 
191 e 192 do livro de Gebran. Uma delas é a nota de pé de página número 56: “Em excelente 
monografia, Sérgio Fernando Moro expressa que o mito da separação de poderes não merece a força 
que lhe emprestam comumente”, registra Gebran, com uma longa citação de Desenvolvimento e 
efetivação judicial das normas constitucionais, o segundo livro de Moro, publicado em 2001 pela 
editora Max Limonad. O tom reverente ao amigo é constante em todas as citações.
Moro foi de igual reconhecimento em sua tese de doutorado Jurisdição constitucional como 
democracia, de 2002. “Menção especial merece o amigo João Pedro Gebran Neto, que desenvolveu, 
em paralelo, trabalho de cunho semelhante e que culminou na publicação da instigante obra 
Aplicação imediata dos direitos e garantias individuais”, escreveu nos agradecimentos. (...)
________________________________________________

A ENTREVISTA DE BEÓCIO NÃO È PIADA. PIADA É A "JUSTISSA" BRASILEIRA



Nada traduz melhor a entrevista de Aécio Neves do que a foto de Dida Sampaio, estampada na capa 
Mais bem retratado o santarrão não poderia ser.
As malas de dinheiro, eram “apenas uma ajuda” e foram flagradas “numa armadilha”. O primo “que 
a gente mata ele antes de fazer delação” estava só fazendo um favorzinho. Nada disso, porém, é 
novidade, já foi ouvido na voz do “ex-bom-moço”.
O novo é que ele anuncia sua candidatura ao Senado ou ao governo mineiro e destila sua “piedade” 
para com Lula: “não torço pela prisão do Lula, não torço pelo que ele representou para o País”.
A cara de pau é antológica.
O sujeito é gravado pedindo dinheiro para fins pessoais, anunciando que vai mandar o primo 
“descartável” buscar, grava-se o degasapanhando o “paco” de R$ 500 mil, está livre, leve e solto no 
seu mandato senatorial, com direito a dizer ainda que “torce” para quem não fez nada disso não ser 
preso.
A vida segue e, quem sabe, Aécio Neves logo não estará de volta aos convescotes com a presença de 
Sérgio Moro, trocando sussurros e risadas?
Afinal, Aécio foi e é tratado com todas as deferências.
Mais incrível ainda é que o caso de Aécio e dos demais tucanos (Serra, Alckmin e outros) arraste-se 
no silêncio, enquanto eles próprios louvam a celeridade da Justiça em proclamar uma decisão que 
pode retirar Lula da disputa, com alegações vagas de que teria ganho um apartamento que não tem 
nem foto, nem vídeo, nem mala, nem escritura, condomínio ou qualquer papel que o vincule ao 
imóvel e, ainda mais, que nada além de um powerpoint há a ligá-lo aos contratos da Petrobras.
Aécio é o símbolo maior da seletividade com que age a Justiça brasileira.
Uma piada tragicômica, que já não se envergonha de ver que a população, por maioria, passou a 
devotar ao Judiciário pouca ou nenhuma credibilidade.
Depois de números como os publicados hoje, demonstrando que sete em dez juízes brasileiros não 
hesitam em violar a própria Constituição para receberem mais do que ela determina, dá para entender 
porque, por privilégios de classe, gente como Aécio merece leniência e Lula, ódio.
_______________________________________

SEM ESPETÁCULO, PROMOTORES AMERICANOS MOSTRAM COMO FAZER À LAVA JATO: DELAÇÕES, GRAVAÇÕES, FOTOS E O CAMINHO DO DINHEIRO QUE ABASTECEU OS CARTOLAS


As provas contra Marin from Luiz Carlos Azenha on Vimeo.

Da Redação

Não houve vazamentos antecipados, para condenar os réus na mídia.
Não houve vazamentos para o New York Times, que poderiam facilitar a defesa dos ainda não
investigados ou dos que estão em investigação.
Os promotores do caso Fifagate, em Nova York, que dependem de um júri para condenar — ou não
–, acabaram dando uma aula involuntária à turma da Lava Jato, que condena na imprensa.
Os brasileiros, incluindo aí o juiz Moro, da boca para fora dizem ter como modelo… os Estados
Unidos.
O fato é que a promotoria apresentou PRIMEIRO aos jurados delações, fotos, gravações e o caminho
do dinheiro que abasteceu os cartolas acusados, dentre os quais o ex-presidente da CBF, José Maria
Marin, que — sempre segundo a acusação — recebeu parte da propina através da empresa Firelli,
baseada em Miami. Ele nega.
O resultado do julgamento é incerto — e deveria ser assim.
Tudo vai depender da decisão de um júri, que deve deliberar nos próximos dias.
Enquanto isso, no Brasil, Ricardo Teixeira dá entrevista à Folha, Marco Polo del Nero dirigia até
recentemente a CBF sem ser incomodado, Marcelo Campos Pinto continua por aí e a Globo… ora, a
Globo…

O Ministério Público Federal? Sumiu!
PS do Viomundo: E cadê o 
Deltan Dallagnol deles? Cadê
as postagens dos promotores
norte-americanos fazendo
política no Facebook? Cadê o
agente do FBI propondo
publicamente a condenação
antecipada dos réus? Você sabe
sequer o nome de um dos
promotores do caso? Só no
Brasil…
________________________________

TODOS SÂO IGUAIS PERANTE A LEI..... KKKKKKKKKKK.........



Algo que os advogados conhecem muito bem, não é raro que decisões judiciais comecem 
reconhecendo o que é evidente mas, lá pela segunda ou terceira página surja o “porém” que torce o 
óbvio e o adéqua à “convicção” do julgador. A ministra Rosa Weber, há tempos, criou a joia desta 
coroa com aquele “não há provas cabais, mas a literatura jurídica me permite condenar”.
A reação da Ministra Cármem Lúcia aos números – solicitados por ela própria – da remuneração dos 
juízes brasileiros, que mostraram que mais de 71,4% estão fora da lei, recebendo mais do que o teto 
constitucional, faz parte desta categoria de “sentença” que varia de acordo com o “freguês” a que se 
destina.
Durante longos 22 minutos, na Globonews, ela tergiversa, dizendo que não se sabe do que se passa 
com os vencimentos de outros poderes (onde mais 70% ganham além do teto?) e que “nem tudo o 
que está acima do teto é ilegal”, com desculpas de que pode ser “remuneração de férias ou 
gratificação natalina”.
Com o devido respeito, a desculpa é risível. Mais ainda misturar isso com a reforma da previdência, 
quando é sabido que uma das travas que ela enfrenta é a recusa dos juízes em se aposentarem pelas 
mesmas regras dos demais seres humanos.
Melhor ela faria se lesse nas “defesas” apresentadas por estes tribunais, a longa lista de 
penduricalhos pagos a suas excelências. É uma penca sem fim e que, como mostra o “listão” dos 
supersalários, são generalizados.
Ou se explicasse porque se pode driblar o que diz o Art.17 das Disposições Transitórias da 
Constituição:
Os vencimentos, a remuneração, as vantagens e os adicionais, bem como os proventos de 
aposentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com a Constituição serão imediatamente 
reduzidos aos limites dela decorrentes, não se admitindo, neste caso, invocação de direito adquirido 
ou percepção de excesso a qualquer título. 
Por que não usar o que está expresso na lei há quase 30 anos – “serão imediatamente reduzidos” – e 
fazer que os que se considerarem lesados fundamentarem, como tentou fazer a D. Luislinda Valois, 
porque têm direito a uma “bolada” extra?
Por uma razão muito simples, que também se lê nas razões invocadas pelos tribunais: a maioria dos 
balangandãs remuneratórios da turma da D. Cármem está sustentada por decisões do próprio STF e a 
mentalidade de boa parte dos juízes as legitimam pela natureza divina que se autoatribuem.
Todos são iguais perante a lei, porém…
PS: Socorre-me um amigo com a lembrança que, ao menos nas remunerações do Poder Executivo, a 
D. Cármem não sabe porque não quer ou finge não saber. Afinal, há vários anos as remunerações 
totais estão na internet, por lei, ao alcance de um click. Será que a “candidatite” pegou na ministra?

Tacla Duran e Moro. Você só não vê na Globo. Mas vê aqui. Assista


Jornalista americano desmascara Sergio Moro. Em entrevista ao canal Real News, o jornalista 
Brian Mier desconstruiu o mito Sergio Moro, a partir das recentes revelações de Tacla Duran 
que apontam para a existência de uma indústria das delações premiadas, sob o comando do 
juiz paranaense. Uma história envolvendo subornos, negociações para redução de penas, 
perseguição ao PT e total impunidade ao PSDB. Ao final da entrevista, o jornalista apresenta 
um cenário sombrio para 2018.

POR FERNANDO BRITO 

O canal de TV na internet Real News, de Baltimore (EUA) publicou há dia e a pagina de Facebook 
Televisão no Mundo reproduziu, em versão legendada em português , os comentários do jornalista 
Brian Mier que fala da existência de uma indústria das delações premiadas, sob o comando do juiz
paranaense. Uma história envolvendo subornos, negociações para redução de penas, perseguição ao 
PT e total impunidade ao PSDB.

sábado, 16 de dezembro de 2017

RELAXE E GOZE !!!

REQUIÃO É O PLANO B DE LULA


A história de Mino Carta, publisher de CartaCapital, se confunde com a história da luta democrática no Brasil e com o surgimento do líder de massas Luiz Inácio Lula da Silva. O petista e o jornalista nutrem reciprocamente admiração, amizade e cumplicidade em mais de 40 anos de perspectiva comum de construção de um país mais justo e humanitário.
Dito isto, a revista CartaCapital afirma esta semana que o senador Roberto Requião (PMDB-PR) é o plano B de Lula, caso não possa concorrer em 2018. “Mais do que opção de vice, senador do Paraná é nome que hoje o petista cogita apoiar na eleição presidencial”, diz a reportagem assinada por André Barrocal.
CartaCapital ressalta que Lula quer ir até o fim com o plano de concorrer a presidente, e desde agosto corre no PT um parecer do advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, do Paraná, a descrever o passo a passo de uma candidatura sub judice.
“Tornou também ainda mais necessário para Lula e seus aliados íntimos pensarem concretamente em uma alternativa eleitoral, na hipótese de o ex-presidente ser alijado da disputa. Essa alternativa já despontava em conversas reservadas antes ainda da marcação do julgamento. Uma candidatura do senador nacionalista Roberto Requião”, registra a revista de Mino Carta.
O próprio Lula na noite desta sexta-feira (15) em Piracicaba, interior de São Paulo, começou a adotar a marcação “nacionalista” em seu discurso. “É preciso colocar a soberania nacional na pauta. Esse país não pode ter mais complexo de vira-latas”, exortou.
O plano B de Lula deverá ser submetido a uma “filiação democrática” no PT com o fim de disputar ou a vice ou a cabeça de chapa, caso o ex-presidente seja impedido pelos golpistas.
O senador do Paraná passou os últimos meses percorrendo todas as capitais do país vendendo seu peixe nacionalista, contra o capital vadio, o abuso de autoridade, a regulação da mídia e o referendo revogatório das “patifarias” neoliberais de Michel Temer.
Concomitantemente, Requião a tarefa de liderar a convocação de um “levante popular” no julgamento pelo TRF-4 da apelação de Lula. Esta semana, por exemplo, o peemedebista fez uma chamada geral para uma espécie de “Fórum Social Mundial Extraordinário” no dia 24 de janeiro em Porto Alegre.
“Bernie Sanders, Corbyn, Cristina Kirchner, Mujica, Rafael Correa, López Obrador, Jimmy Carter, Melechon, Beppe Grillo, Evo Morales, Podemos, a esquerda Grega, Boaventura e nossos irmãos portugueses, Lugo, Beatriz Sánchez, Bachelet, Guillier, Salvador Nasralla, Zelaya, bolivarianos e todos nossos irmãos latinoamericanos estão todos convidados para assistirem ao vivo em Porto Alegre o julgamento de nosso ex-presidente Lula e assim poderem dizer ao mundo se está sendo um julgamento justo, imparcial e equilibrado!”, convocou o senadora paranaense pelas redes sociais.
“Democratas do Mundo uni-vos em Porto Alegre!”, conclama Requião.
_______________________________________

GLOBO É DONA DA MAIOR EMPRESA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA !!! ENTENDEU AGORA OTÁRIO??


Será por isso que ela e a Cegonhóloga defendem a Reforma da Previdência?

De amigo navegante que não perde uma manifestação da Cegonhóloga a favor da Reforma da 
Previdência que cura até dor de corno:
A maior empresa de previdência privada no Brasil pertence ao grupo Mapfre. E o grupo Mapfre 
pertence à Globo. Entendeu agora por que a Globo é a favor da reforma da previdência?





Em tempo: Lula, estatizar o jornalismo da Globo, já! - PHA

JUIZECO ADMITE QUE RECEBEU DIÁRIA DA PETROBRÁS, FERINDO CÓDIGO DE ÉTICA DA MAGISTRATURA



Por Kiko Nogueira No Diário do Centro do Mundo

Junto com o colega Marcelo Bretas, da Lava Jato no Rio de Janeiro, Sergio Moro foi um dos palestrantes do “4º Evento Anual Petrobras em Compliance” na sede da companhia.
O evento foi realizado no dia 8 de dezembro.
A defesa de Lula contestou a presença de Moro, dizendo que ele teria se tornado suspeito para julgar processos contra o ex-presidente por ter dado orientações à Petrobras, parte interessada em três ações que correm em Curitiba.
Moro rebateu afirmando no despacho que a sua atuação “não gira exclusivamente em torno” de Lula e que não houve aconselhamento jurídico.
“As sugestões apresentadas pelo julgador, além de terem presente somente os casos já julgados, visam o presente e o futuro e não o passado“, afirmou.
Moro também afirmou não ter recebido nenhuma recompensa, questionamento que também foi feito.
Mas admitiu que a empresa custeou parte de sua estadia no Rio.
“A participação do ora julgador no evento não foi remunerada, sendo apenas pagas diretamente pela Petrobras as despesas de deslocamento e de uma diária de hotel em quarto comum, como é de praxe para convidados de outras localidades. Assim, não houve cobrança de qualquer valor pelo julgador”, falou.
Ora, julgador.
O Código de Ética Magistratura diz o seguinte: “É dever do magistrado recusar benefícios ou vantagens de ente público, de empresa privada ou de pessoa física que possam comprometer sua independência funcional”.
Em se tratando de Moro, porém, tudo é permitido. Certo?
_____________________________________

TODOS EM PORTO ALEGRE: MST ADERE AO APELO DE REQUIÃO E DECIDE ACAMPAR EM PARA ACOMPANHAR O JULGAMENTO DE LULA


Delegados presentes no encontro: sim, pela democracia.

Do site do MST

Durante o 18º Encontro Estadual do MST do Rio Grande do Sul, realizado de 13 a 15 de dezembro na antiga fazenda Annoni, em Pontão, na região norte do estado, o movimento definiu que montará um acampamento na cidade de Porto Alegre no mês de janeiro de 2018.
A decisão integra as principais ações que foram projetadas pelo MST durante os três dias de encontro, para serem executadas nos próximos dois anos. Ela foi tomada por cerca de 800 Sem Terra, que representaram cerca de 15 mil famílias assentadas e acampadas no território gaúcho.
Conforme Cedenir de Oliveira, dirigente estadual do movimento, o acampamento será montado devido ao julgamento em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex do Guarujá. A audiência ocorrerá no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) no dia 24 de janeiro de 2018. “A nossa militância, tendo consciência da gravidade da luta política do próximo período, decidiu que ocupará Porto Alegre para defender que eleição sem Lula é uma fraude”, argumenta.
Além da decisão política de ocupar a capital gaúcha, o MST definiu que vai massificar seus acampamentos e intensificar as mobilizações pela desapropriação de áreas emblemáticas que estão ligadas, principalmente, a políticos envolvidos em esquemas de corrupção. Para além de fazer denúncias, como ocorreu em julho deste ano no país, os trabalhadores exigirão que estas áreas sejam destinadas à Reforma Agrária.
“Temos a informação de que existem quase 300 deputados envolvidos em corrupção. Então a nossa obrigação é revelar à sociedade quem são verdadeiramente os políticos que ocupam o Congresso Nacional. Precisamos tirar a terra improdutiva do latifundiário e colocá-la nas mãos de quem tem compromisso com o cumprimento da sua função social”, afirma Ildo Pereira, dirigente nacional do MST pelo estado gaúcho.
A construção da Reforma Agrária Popular, que é um projeto do MST para melhorar as condições de vida de toda a sociedade e a produção de alimentos saudáveis continuam sendo prioridade para os Sem Terra nos próximos anos. O movimento, de acordo com a assentada Silvia Reis Marques, já carrega em seu legado a produção de alimentos livres de agrotóxicos, mas o intuito é disseminar este tipo de cultivo e transformar a agroecologia no modo de vida que contemple todos os Sem Terra.
“Estamos comprometidos com a Reforma Agrária Popular, a produção de alimentos sadios, o cuidado com a natureza e com a vida. Estes temas dialogam com o conjunto da classe trabalhadora, porque se trata de saúde, e ela quer ter acesso a uma produção de alimentos diversificada. Isto nós temos condições de oferecer”, acrescenta.
Encontro Estadual
O Encontro Estadual acontece a cada dois anos e reúne militantes Sem Terra de todas as regiões para definir linhas de atuação e planejar a organização dos acampamentos e assentamentos. Durante os três dias de evento, os camponeses participaram de análises das conjunturas política e agrária e debateram os desafios a serem enfrentados junto à sociedade no próximo período. Numa iniciativa inédita em um encontro estadual do MST gaúcho, também foi realizada uma Assembleia dos Homens para discutir o tema da violência contras as mulheres. Ao final do encontro, foi realizada a posse da nova direção estadual.
_______________________________

A QUINTA VERSÃO DE UM DELATOR....KKKKKKK.......



Sergio Moro ouviu, nesta 6a feira (15/12/17), o dono do apartamento alugado a Lula, Glaucos da 
Costamarques, e o contador do ex-presidente e do seu senhorio, João Leite.
O engenheiro, que acusa Lula, mudou sua versão pela 5a (QUINTA) vez e caiu repetidas vezes em 
contradição durante o depoimento.
Moro não tem como condenar Lula com base nas acusações desse sujeito. Não usando o direito. Terá 
que usar uma farsa igual à do delator. Moro terá que fingir que acredita nele.
Assista a reportagem em vídeo e, em seguida, logo abaixo do vídeo, leia importante mensagem do 
Blog aos leitores

TACLA DURÁN DESMENTE MORO: “LAVA JATO TEM MEU ENDEREÇO NA ESPANHA”; VEJA VÍDEO”


Tacla Durán diz que justificativa de Moro para impedi-lo de prestar depoimento é falsa: “Lava 
Jato tem meu endereço na Espanha”, afirma.

por Paulo Pimenta, via gabinete do deputado

O ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran rebateu os argumentos utilizados pelo juiz Sérgio Moro, que negou, por três vezes, seu depoimento como testemunha na Lava Jato. Segundo Tacla Durán, para rejeitar os pedidos feitos pela defesa de Lula, o juiz de Curitiba utilizou argumentos falsos.
No despacho, do dia 28 de novembro, Moro alegou que a oitiva seria inviabilizada em razão de não haver a indicação do endereço da residência de Tacla Duran, na Espanha, e que ouvir testemunha no exterior é “sempre custosa e demorada”.
Entretanto, em depoimento prestado aos advogados de Lula, no dia 12 de dezembro, na presença de um escrivão, Tacla Durán afirmou que o endereço em que vive em Madrid consta nos documentos dos processos em que Sérgio Moro e os procuradores têm a disposição.
Como prova, o ex-advogado da Odebrecht conta que a Lava Jato, em cooperação com a justiça da Espanha, chegou a marcar um depoimento para ouvi-lo em Madrid.
“Isso [os argumentos de Moro] chega a ser estarrecedor. No dia 4 de dezembro, a Procuradoria do Paraná encaminhou um pedido para a justiça espanhola para que eu fosse ouvido, no qual os procuradores do Brasil se comprometiam a vir a Madrid para tomar meu depoimento. Eu fui à audiência, mas os procuradores não apareceram”, relata Tacla Durán.
Líder do PT na Câmara, o deputado federal Paulo Pimenta (RS) diz não ser compreensível o temor de Sérgio Moro em ouvir Tacla Durán.
De acordo com o parlamentar, o Poder Judiciário não pode servir para o acobertamento de crimes, nem ser utilizado como um instrumento privado para oferecer proteção a parentes ou a quem quer que seja.
“É um caso inédito no Brasil. É a primeira vez que um juiz tem medo de ouvir o que uma testemunha tem a dizer para esclarecer e colaborar com o processo. Crescem as evidências de que Sérgio Moro está usando sua autoridade para proteger alguém”, desconfia Pimenta.
Pimenta diz que é “evidente” que os procuradores de Curitiba pediram a Sérgio Moro para ouvir Tacla Duran antes de saber o que o ex-advogado da Odebrecht tinha a dizer.
“Quando vieram à tona as denúncias sobre o pedido de propina feito por um compadre de Sérgio Moro a Tacla Durán, eles mudaram de estratégia”, observa o deputado.
A partir daí, prossegue Pimenta, Sérgio Moro e a Lava Jato passaram a rejeitar qualquer pedido que envolva o nome do ex-advogado da Odebrecht como testemunha.
“Agora, Moro e os procuradores não têm mais interesse no depoimento de Tacla Durán. Mas isso não pode ser assim. Os procuradores não podem escolher o que querem ouvir. Quando eles deixam de investigar algo, quando se omitem, podem até cometer um crime, o de prevaricação”, aponta Pimenta.
Em agosto desse ano, Tacla Durán acusou o compadre do juiz Sérgio Moro de oferecer “facilidades” aos delatores da Lava Jato junto ao MPF e ao Poder Judiciário, por meio do pagamento de propina de R$ 5 milhões. Recentemente, em depoimento à CPI da JBS, Tacla Duran reafirmou todas as acusações que podem colocar o juiz Sérgio Moro no centro de um dos maiores escândalos do Poder Judiciário brasileiro.
Nesta sexta-feira (15), os advogados de defesa de Lula fizeram um novo pedido ao juiz Sérgio Moro para que Rodrigo Tacla Duran seja ouvido como testemunha na Lava Jato.

É DESSE LULA QUE ELES SE CAGAM DE MEDO: ASSISTA



Há 36 anos, uma querida amiga, a escritora, deputada e líder feminista Heloneida Studart, ainda no 
PMDB “autêntico”, inconformada com o fato de eu estar apoiando a candidatura de Leonel Brizola 
ao Governo do Estado, disse-me:
-Fernando, eu estive no Morro da Formiga e uma senhora me disse que não ia poder votar em mim 
porque votaria no Brizola para Governador (o voto era vinculado, então). E que ia votar porque 
Brizola ia tirar dos ricos para dar aos pobres. Fernando, você sabe que ele não pode fazer isso, não 
tem como…
E eu respondi que sabia que isso só poderia acontecer timidamente, com políticas públicas, mas que 
achava muito mais importante e transformador que um mulher pobre, de uma favela carioca, fosse 
capaz de sentir, pensar, falar e agir para que a renda não fosse tão escandalosamente concentrada no 
Brasil.
Lula, de certa maneira, sempre teve este significado: por ser quem é, por ter vindo de onde veio e por 
ter, nos limites da governabilidade, orientado muitas – e não todas – políticas públicas neste sentido. 
Embora estivesse longe de “tirar dos ricos para dar aos pobres”, deu ao povão uma fatia maior do 
crescimento econômico, maior que as migalhas que sempre lhe couberam.
O seu discurso, na noite de ontem, em Piracicaba (SP) mostra que o Lula de 2018 – e Lula, com 
sentença ou não, é o principal personagem da eleição de 2018 – é o Lula capaz de falar, com todas as 
letras, o que aquela senhora disse a Heloneida.
Acompanhe o seu discurso de ontem à noite, do qual não destaco um trecho porque, mais que 
qualquer argumento, é o sentimento o que tem, nele, a força irresistível. É um vulcão, que expõe as 
entranhas de um país coberto por uma crosta que a sufoca. A fria racionalidade dos tecnocratas, dos 
homens “práticos” sempre diz que é preciso mante-la assim. Mas, sob a capa endurecida das elites, 
ela teima em rugir.
Veja porque é tão importante não apenas evitar que Lula seja candidato e, mais ainda, que ele seja 
presidente.
_____________________________________________---------

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Requião convoca ‘Fórum Social Mundial Extraordinário’ para 24 de janeiro em Porto Alegre



O senador Roberto Requião (PMDB-PR) publicou um vídeo nesta sexta-feira (15) convocando para 
24 de janeiro um ‘Fórum Social Mundial Extraordinário’, em Porto Alegre, para defender a 
democracia e a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2018.
Nesse dia, o TRF-4 vai julgar a apelação do ex-presidente acerca do caso do tríplex no Guarujá (SP). 
Se for condenado, o petista ficará inelegível nas eleições do ano que vem e poderá ir para a cadeia.
Requião disse que o objetivo será levar à capital gaúcha, no mês que vem, expoentes mundiais da 
democracia, quais sejam, Bernie Sanders (EUA); dirigentes do Syriza (Grécia) e do Podemos 
(Espanha); Bono Vox, vocalista do U2; juristas e governantes democratas de todas as partes do 
planeta.
Para o parlamentar, as caravanas do Brasil e do mundo, rumo a Porto Alegre, serão fundamentais 
para a volta da democracia.
Dentre as bandeiras do ‘Fórum Social Mundial Extraordinário’ estariam “eleições completas e 
limpas com participação de Luiz Inácio Lula da Silva” porque, segundo Requião, “não é possível 
tirar um candidato que pode interromper o projeto entreguista” em curso no país.
“Vamos fazer cultos ecumênicos, shows nas praças. Eleição direta para a presidente da República. 
Eleição sem Lula é fraude. Portanto, todos a Porto Alegre”, convocou Roberto Requião.

ARGENTINA NA RUA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA DE MACRI


Dia de fúria: os argentinos enfrentam os Rentistas, Macri e o Judiciário
Repressão violenta na Argentina aos protestos contra a 
reforma da previdência ultraneoliberal de Macri, mas votação 
na Câmara - que seguia em ritmo de urgência - foi suspensa.

Bala de borracha, gás e jato d'água contra os manifestantes. Buenos Aires não é muito 
diferente de São Paulo... (Créditos: Joaquín Salguero/Página 12).
Dois anos e dois meses após seu triunfo eleitoral, a coalizão Cambiemos experimentou sua primeira 
grande crise de governo, ao autorizar uma brutal repressão que acabou por contribuir com o fracasso 
da sessão do Congresso convocada para aprovar a reforma da previdência.
A decisão de avançar com a votação terminou com dezenas de feridos por balas de borracha, ao 
menos 30 pessoas detidas e o presidente Macri a considerar aprovar a reforma via "Decreto de 
Necesidad y Urgencia" - uma medida provisória.
Desde a manhã de quinta-feira, os arredores do Congresso estavam ocupados por soldados - a maior 
presença de forças de segurança desde a crise de 2001. Pouco a pouco, começaram a chegar aos 
deputados as primeiras notícias da forte repressão com balas de borracha, gás de pimenta e as 
imagens dos feridos - entre eles, alguns deputados.
A sessão especial do Congresso estava marcada para as 14 horas, mas os manifestantes já se 
concetravam em certos pontos da cidade desde as 11. O grande objetivo do governo era garantir que 
129 deputados comparecessem à sessão. O número seria o suficiente para garantir o início da sessão.
Não conseguiram alcançar o quórum.
O governo considera convocar uma nova sessão para a segunda-feira. Será uma possibilidade de 
reverter, ao menos em parte, a pior crise do governo Macri desde sua chegada ao poder.
Em tempo: o Página 12 é o principal jornal de oposição ao governo argentino e, justamente por isso, 
sofre pesada perseguição de Macri. Saiba mais em "Macri quer fechar jornal de oposição" e "Macri 
degola outro jornalista".














(Assista aos vídeos aqui e aqui

PESQUISA: PICOLÉ DE CHUCHU E O CHIMPANZÉ TEM DESEMPENHO IGUAL E PERDEM PARA LULA NO 2 TURNO


Lula lidera as pesquisas, com margem similar sobre Bolsonaro e Alckmin no 2º turnoSérgio 
Lima-Poder360/Reprodução-Governo de São Paulo.

PODER360 

Se as eleições para presidente fossem hoje, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria o vencedor no 1º e 
no 2º turnos, revela pesquisa do DataPoder360 realizada de 8 a 11 de dezembro.
Chama a atenção o desempenho quase idêntico no 2º turno de Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair
Bolsonaro (PSC). O tucano perderia para Lula por 41% a 28%. Já o capitão do Exército na reserva 
seria derrotado pelo petista por 41% a 30%.





O DataPoder360 entrevistou 2.210 pessoas em 177 cidades. A margem de erro é de 2,6 pontos 
percentuais, para mais ou para menos.
Como foi a primeira vez que esta pesquisa investigou possíveis cenários de 2º turno, não há como 
comparar com situações passadas.
No caso das simulações de 1º turno, foram feitos 3 cenários. Em 2 deles foram colocados apenas os 
pré-candidatos do pelotão da frente, os nomes mais competitivos –uma vez com Lula e outra sem o 
petista.
Lula enfrenta julgamento em 2ª Instância em janeiro e corre o risco de ficar impossibilitado de 
concorrer. Essa hipótese é incerta e há também a possibilidade de o ex-presidente chegar à eleição 
No cenário em que aparece contra os adversários mais tradicionais, Lula tem oscilado na faixa de 
26% a 32% desde abril, quando o DataPoder360 foi lançado e começou a fazer pesquisas mensais. 
Agora em dezembro, o petista está com 30% contra 22% de Bolsonaro. Pode parecer uma diferença 
grande (8 pontos), mas isso fica matizado ao considerar a margem de erro da pesquisa.
Na realidade, Lula tem exatos 29,9%. Bolsonaro, 21,7%. Ao levar em conta a margem de erro, o 
petista pode variar 27,3% a 32,5%. Já o pré-candidato militar da reserva teria de 19,1% a 24,3%.
Eis o quadro geral:



Como se observa, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aparece estável (com 7% a 
8%) desde outubro, quando assumiu de maneira mais assertiva sua pré-candidatura ao Planalto.
Chama a atenção a possível postulante da Rede Sustentabilidade, Marina Silva. De maneira 
silenciosa, atingiu 10% das intenções de voto. Ciro Gomes (PDT) tem 6%. Os 3 nomes estão 
tecnicamente empatados na margem de erro.
______________________________

JBS DEPOSITOU DINHEIRO NA CONTA PESSOAL DE GILMAR MENDES

Revista diz que Joesley e ministro do STF trocavam favores

Da Veja:

O ministro Gilmar Mendes, há quinze anos no Supremo Tribunal Federal (STF), é um homem de 
posses muito além de seu salário de 33 700 reais. Uma de suas principais fontes de renda é o Instituto 
Brasiliense de Direito Público (IDP), do qual é sócio junto com seu filho Francisco Schertel Mendes, 
de 34 anos. O IDP, além de uma fonte de receita, passou a ser uma fonte de dor de cabeça para o 
ministro, depois que veio a público o caso da JBS e das traficâncias dos irmãos Joesley e Wesley 
Batista.
Isso porque, nos últimos dois anos, Gilmar e Joesley mantiveram uma parceria comercial e uma 
convivência amigável, a ponto de se visitarem em Brasília e São Paulo, trocarem favores, 
compartilharem certezas e incertezas jurídicas e tocarem projetos comuns. De 2016 a junho deste 
ano, a JBS transferiu 2,1 milhões de reais para o IDP em patrocínios que nem sempre foram 
públicos. 
Os valores de patrocínios de empresas iam parar, por vezes, na conta pessoal de Gilmar Mendes. É o 
que revela uma das mensagens obtidas por VEJA, que na edição desta semana traz mais detalhes 
sobre a relação entre o juiz e o empresário.
(…)

MAS, VAI TER ELEIÇÃO, MINO?


Paulsen, Laus, Gebran, Murrow, Lenz e Mendes são os passarinhos do Golpe-2018

A capa da Carta Capital que saiu nessa sexta-feira 15/XII contém um artigo de fundo de Mino Carta 
de titulo "A eleição ilegítima - sem Lula na liça, será este o destino da eleição de 2018. Mas, haverá 
pleito?"
A TV Afiada pretende responder a essa dúvida: não vão deixar o Lula ser candidato; se for 
candidato, não haverá eleição; se houver eleição não tomará posse; se tomar posse, não governará.
Lula não será candidato por decisão do Judge Murrow e daqueles que o Mino chama de "juízes 
velocistas", os amigões do Murrow na suposta Corte de Justiça, o TRF-4: Paulsen, Laus e Gebran 
Neto.
Sem menosprezar esse herói dos paneleiros, o Juiz Lenz que preside a suposta Corte de Justissae 
considerou a condenação do Lula um trabalho irretocável do Murrow, mesmo sem ter lido a peça 
condenatória.
Como diz o título da entrevista de Cristiano Zanin Martins, advogado do Lula, na mesma edição da 
Carta: "às favas com as aparências"!
(Como se sabe, ao assinar o AI-5, o então ministro coronel Passarinho declarou "às favas com os 
escrúpulos!" Murrow, Lenz, Paulsen, Laus, Gebran e Gilmar Mendes são os passarinho do Golpe 
dentro do Golpe.)
(Segundo Mino, o Ministro Gilmar Mendes é o "Darth Vader que sempre ameaça". Gilmar processa 
Mino inúmeras vezes. E processa o ansioso blogueiro. Por isso, ele e seu protegido Daniel Dantas, o 
ínclito banqueiro, foram homenageados com uma petição encaminhada à Comissão de Direitos 
Humanos da OEA nessa quarta-feira, 13/XII.)
Na mesma edição da Carta, o senador Lindbergh, aquele dos canalhas, canalhas, canalhas, chama o 
povo às ruas.
Agitação permanente! Não deixar o Golpe governar!
É o que sugere, também, o leme das esquerdas, o ministro José Dirceu.

PHA

TRUMP ACABA COM A NEUTRALIDADE DA REDE E EXPULSA POBRE E ESQUERDA DA INTERNET


Trump acaba com a “neutralidade da rede” Protesto em defesa da neutralidade da rede em
Washington DC., neste ano (Reprodução/Standard) .

Jornal GGN -  A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos tomou uma decisão polêmica nesta quinta (14). Por 3 votos a 2, decidiu revogar a regra que estabelecia a chamada "neutralidade da rede". No Brasil, norma similar foi aprovada quando do Marco Civil na Internet e também enfrenta resistência de provedores de banda larga.
O princípio da neutralidade da rede é impedir que o consumidor seja cobrado pelos diferentes tipos de uso que faz da internet. Quem prefere assistir vídeos ou explorar jogos online não pode ter de pagar mais por isso do que o usuário que só acessa e-mail, por exemplo. 
Mais do que isso: derrubando a neutralidade da rede, provedores podem começar a cobrar das empresas que estão online para posicioná-las melhor diante dos internautas, passando a interferir, portanto, no conteúdo consumido.
Segundo reportagem do New York Times, com a revogação da neutralidade, as companhias de banda larga podem "redefinir as experiências dos usuários norte-americanos de serviços on-line."
Além de acabar com o princípio, o governo Trump também abriu mão de "regulamentar a provisão de acesso de alta velocidade à internet como serviço de infraestrutura, a exemplo do que acontece com os serviços de telefonia."
Ajit Pai, presidente da FCC, disse que a mudança ajudará os consumidores porque promoverá uma competição entre as provedoras. "Os provedores de banda larga terão mais incentivo para criar redes, especialmente nas áreas mal atendidas".
Críticos da medida apontam que sem a neutralidade da rede, não haverá garantia de liberdade na internet e o serviço será precarizado.
Esta não é a primeira decisão polêmica tomada pela FCC do governo Trump. "Nos seus primeiros 11 meses como presidente, ele [Pai] removeu limites locais à propriedade de veículos de mídia, eliminou o limite de preço para os serviços de banda larga a empresas, e cortou um programa que promovia o acesso banda larga para pessoas de baixa renda, que seria expandido pelas empresas nacionais de telecomunicações."

Teles brasileiras também querem fim da neutralidade de rede
Jornal GGN - Depois que os Estados Unidos derrubaram a neutralidade de rede, com teles podendo cobrar por pacotes de navegação diferenciada, as teles brasileiras querem que Michel Temer reavalie a situação brasileira. Isso significa pisar em cima do Marco Civil da Internet, que garantiu um só valor pelo tráfego realizado pelo internauta. Se isso acontecer, será preciso pagar por serviços digitais diferenciados.
Nos Estados Unidos, nesta quinta-feira, 14, o Federal Communications Commision (FCC), a agência de telecomunicações local, derrubou as regras que impediam que as teles dessem tratamentos diferenciados na oferta de internet ou "microgestões" do tráfego de dados na internet. O presidente da FCC, Ajit Pai, indicado por Trump, já havia cantado a intenção de ver a agenda de desregulamentação da intenet aprovada. E conseguiu.

ENQUANTO A GLOBO DEMITE O DONO....GUARDIAN ENTERRA (AINDA MAIS) OS GLOBALHAS NA MÁFIA DA FIFA


O Conversa Afiada já tinha avisado que Roberto Irineu tinha sido demitido. Ele é um dos 
filhos do Roberto Marinho. No primeiro trimestre do que vem, a operação da Globo - produzir 
novelas e jornalismo e vender publicidade - passa a ser deficitária. A Globo Overseas se tornou 
uma das marcas mais odiadas do Brasil, por sua participação criminosa no Golpe dos 
canalhas, canalhas, canalhas, na acepção do Requião e e do Lindbergh. Com as revelações da 
Máfia da FIFA - veja entrevista com o Azenha -, cedo ou tarde a família Marinho estará atrás 
das grades. Roberto Irineu comprova a tese do Conversa Afiada: o direito de herança arruinou 
o PiG brasileiro. O Otavím Frias, o Johnny Saad, os 1001 herdeiros da família Mesquita e o 
Gianca Civita que o digam !!

Trechos de reportagem de Oliver Laughland e Jon Swaine no Guardian (clique aqui para ler a íntegra):

Executivos da Fox são suspeitos de aceitar acordo para o pagamento de milhões de dólares em 
propinas para dirigentes do futebol sulamericano para garantir direitos de transmissão de torneios, de 
acordo com documentos da Promotoria dos EUA.
Os documentos são parte da investigação contra a corrupção no futebol que, pela primeira vez, 
revela o papel dos dirigentes supostamente envolvidos.
(...) Promotores dos EUA afirmam que o esquema de pagamentos multimilionários ajudou uma 
offshore da qual faz parte a Fox - T&T Sports Marketing Limited - a obter os lucrativos direitos da 
Taça Libertadores, a principal competição interclubes da América do Sul, que é assistida por mais de 
1 bilhão de fãs de futebol ao redor do mundo e impulsionou as carreiras de várias estrelas do futebol, 
como Pelé e Neymar.
(...) No final de 2012, de acordo com as denúncias, Carlos Martinez, executivo da Fox e então diretor 
da T&T, assinou documentos que "reestruturaram" o modo como a T&T pagava propinas.
De acordo com a denúncia, os documentos mostravam o pagamento a uma companhia com nome 
similar na Holanda. Essa companhia, de acordo com a denúncia, era propriedade da Torneos [y 
Competencias, o grupo midiático argentino que fez parceria com a Fox por meio da T&T]. Era 
administrada pela Mossack Fonseca, peça central no escândalo dos Panama Papers. Ela era usada, 
segundo a denúncia, para receber pagamento pelos direitos de transmissão da Libertadores 
comprados pela Rede Globo e para pagar propinas por meio de empresas de fachada.
(...) Alejandro Burzaco, ex-CEO da Torneos, contou à corte [dos EUA] no mês passado que ninguém 
quis alterar a estrutura de pagamentos ilícitos dessa empresa holandesa: "As cinco pessoas com as 
quais estávamos almoçando no restaurante Milos, em Miami Beach, sabiam que os fundos para o 
pagamento de propinas envolvendo a Copa Sulamericana e a Copa Libertadores vinham do dinheiro
que a a Rede Globo mandava para a T&T Holanda, e deles para os executivos de futebol.
(...)
Em tempo: não deixe de assistir à entrevista do Azenha à TV Afiada, em que descreve o papel dos 
quatro fios desencapados que vão implodir a Globo.​ Interessante também é a leitura do post "a Globo 
começa a dar prejuízo já em 2017" - PHA

UM GRANDE BACANAL !!! O BRASIL APÓS O GOLPE DO IMPEATCHMENT


Luis Nassif
Esta semana dei uma palestra no encontro da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior). No encontro, a mesma dúvida: qual o prazo de validade do modelo econômico e social que está sendo implementado com a tomada do poder pela organização criminosa liderada por Eduardo Cunha?
Ouso dizer que é curto.
Acompanhe o raciocínio.
Peça 1 - a legitimação de Collor e FHC
Fernando Collor ganhou a presidência por mérito próprio, por ter entendido, antes dos demais candidatos, os novos ventos que surgiam.
No plano interno, a enorme ojeriza à centralização brasiliense, remanescente do regime militar; e a desconfiança em relação aos quadros políticos que se apossaram do poder, no governo José Sarney.
No plano internacional, estava em pleno vapor a onda liberal inaugurada por Margareth Thatcher e Ronald Reagan.
Em todos os períodos da historia, os movimentos políticos internacionalistas sempre necessitaram do endosso das grandes ondas globais. Foi assim no fim da Monarquia até a Primeira Guerra. E no período pós ditadura, com as eras Collor e FHC.
A onda anti-centralização, anti-mordomia, anti-Brasília, junto com o discurso thatcheriano era tão forte que permitiu a Collor cometer enormes erros, desmanchar políticas públicas bem-sucedidas, montar maracutaias com a privatização, mediante o uso das moedas podres. Mas trazer ganhos na abertura da economia.
Já a legitimação de Fernando Henrique Cardoso decorreu exclusivamente do Plano Real. Qualquer crítica a política implementadas era respondida com a mesma frase padrão: você quer a volta da inflação?
Esse jogo permitiu que os erros de FHC, especialmente com o câmbio, levassem o país à bancarrota logo após as eleições de 1998. Com o apoio decisivo da mídia, saliente-se.
Assim, a legitimação durou um mandato. O segundo foi um governo fantasma.
Ou seja, duas experiências internacionalistas, uma que não durou um mandato sequer, outra que durou apenas um mandato, mesmo tendo o enorme handicap do fim da inflação.
Peça 2 - os fatores de (des)legitimação de Temer
O primeiro  fator de deslegitimação é o mais óbvio: Temer é o segundo homem na hierarquia de uma organização criminosa presidida por Eduardo Cunha. Ponto. Seria o mesmo que pretender modernização com um Fulgêncio Batista na Cuba pré-Fidel, um Rafael Trujillo na República Dominicana, um Noriega, no Panamá.
Pode-se conseguir a modernização com um déspota esclarecido. Com um bandido, nunca.
A razão é simples.
·       Toda organização criminosa quer roubar.
·       Processos de mudança abrem enorme espaço para negócios.
·       Subordinando as mudanças ao roubo, perde-se a perspectiva de qualquer projeto estruturante ou legitimador.
Portanto, cortem essa história de que a disputa é entre dois projetos de país: um suposto projeto petista e um suposto projeto liberal da Ponte para o Futuro. É entre a modernidade e o banditismo, que é inerente ao modelo de implementação das medidas previstas na tal Ponte.
Pretender mudanças no ambiente político atual significa abrir o cofre do banco e dispensar  a segurança. É o que está sendo feito, aliás.
Peça 3 - os templários do liberalismo
O segundo fator é a visão extremamente tecnocrática e amadora dos templários do liberalismo.
Há uma estratégia para a guerra e outra para a vitória. A guerra permite toda sorte de radicalização do pensamento, a criação de utopias, o pretíssimo no branquíssimo, a exploração da figura do inimigo, como acontece com todos os arautos das guerrilhas ideológicas.
Já o exercício do poder exige discernimento e avaliação correta sobre os limites da realidade, conhecimento das engrenagens políticas, sociais  e econômicas de um país complexo, o ritmo de implementação etc.
Por aqui, os liberais lançaram diversos esquadrões armados de slogans e, no poder, não colocaram um maestro com conhecimento da posologia, do ritmo de implementação de mudanças, dos limites, das restrições impostas pela realidade. São os slogans se tornando políticas de Estado.
Desde o Cruzado o país é vítima desses cabeções, que julgam que quanto mais radical, mais virtuosa a política. Só ganham sabedoria depois que são expulsos do poder pelos excessos cometidos.
Em toda essa balbúrdia, nenhum aceno social, nenhuma palavra em direção aos direitos de minorias, nenhuma tentativa de legitimação.
Toda a estratégia é de curtíssimo prazo, de olho exclusivo no mercado e de acordo com a visão dos GPS, 3Gs e o escambau do mercado. Consiste em adquirir um ativo, rentabilizá-lo no curto prazo e passá-lo adiante, ganhando na sua valorização imediata.
Está aí o desastre da Estácio de Sá para comprovar os efeitos do padrão GP de rentabilidade máxima.
Hoje, o ativo é o Brasil.
Peça 4 – a economia em 2018
2018 entrará com o seguinte ritmo:
1. PEC do Teto: não passará do primeiro ano
A menos que se aceite como inócuo o desmantelamento de todos os serviços públicos, a PEC do Teto é inviável. Quando as multidões, abraçadas com prefeitos e governadores, entidades sindicais, associações saírem às ruas exigindo remédios, saúde, educação, segurança, o que o Planalto irá fazer? Colocar na frente do lago o Marcos Lisboa e o Monsueto de Almeida com uma calculadora, para explicar a lógica do plano?  Terá as mesmas explicações que o inacreditável Paulo Hartung no Espírito Santo.
2. Os efeitos da lei trabalhista ficarão claros
Uma legislação que precisaria, de fato, ser modernizada, é empurrada goela abaixo, sem garantia de continuidade. O efeito imediato é esse massacre, do qual o caso Estácio de Sá se tornou o exemplo maior.
3. Vôo de galinha da economia
Não adianta os comentaristas da Globo celebrarem 0,1% de crescimento como se fosse recuperação. É a mesma coisa que comemorar o fato de ter parado de cair a popularidade de Temer, quando chega próxima de zero. Trata-se apenas de um processo cíclico, que sucede às grandes quedas. A economia continuará amarrada aos enormes passivos do período de crise, a uma política fiscal e monetária pró-cíclica (isto é, que acentua o ciclo de recessão) sem nenhuma alavanca capaz de relançá-la.
4. A humilhação do país nas mãos de uma quadrilha
A cada dia que passa, mais vai caindo a ficha geral de que o país está nas mãos de uma quadrilha. E, agora, uma quadrilha avalizada pelo único candidato do continuísmo com alguma possibilidade, Geraldo Alckmin.
Peça 5 - as eleições de 2018
O golpe foi uma aliança dos seguintes setores:
PSDB-mídia + Judiciário + Ministério Público + evangélicos + quadrilha de Temer-Cunha
O amálgama que junta juízes, procuradores e deputados é o moralismo pré-histórico da ultra-direita, seu discurso contra direitos das minorias, contra o casamento homoafetivo e todos os avanços das modernas democracias.
Não é por outro motivo que, na CPI da JBS, celebrou-se o acordo dos governistas, poupando a Lava Jato das denúncias de Tacla Duran.  Foi a constatação óbvia de que a Lava Jato é essencial para a manutenção do continuísmo.
A noite do terror não terá vida longa por várias razões:
A implosão do núcleo do golpe
A construção institucional de um país depende da Constituição e de de um conjunto de leis, de práticas. A institucionalidade impõe limites, não apenas legais, mas de conduta a todos os poderes.
Quando se atravessa o Rubicão, como no caso do impeachment, todo esse edifício rui. Se se pode derrubar uma presidente ao arrepio da Constituição, tudo o mais será permitido. Que o diga o excelso Ministro Luís Roberto Barroso, principal padrinho do estado de exceção e da flexibilidade da Constituição.
E aí vira a suruba portuguesa, com procuradores desmoralizando Ministros do STF pelo Twitter, Ministros do STF sendo desmoralizados sem necessidade de ajuda externa, negociatas à luz do dia, na forma de venda de estatais, venda de projetos de lei, venda de proteção, Judiciário colocando adversários em cana (como no caso do ex-governador Garotinho), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) punindo juízes legalistas. E cada um tentando puxar a brasa para a sua sardinha e vivendo intensamente como se não houvesse amanhã, não houvesse feios a essa orgia de poderes individuais.
Quando o golpe é conduzido por um poder central - um ditador ou uma corporação, como foi o caso de 64 -, ele se impõe sobre a balbúrdia geral. Quando o golpe é a balbúrdia, se esgota em suas próprias contradições.
O núcleo do impeachment virou de tal modo uma casa da mãe Joana que o presidente quer continuar, o Ministro da Fazenda quer o lugar do presidente, o maior aliado, PSDB, quer lançar candidato, mas não sabe se fica ou se sai, os jornais multiplicam-se em seminários de pouca relevância e alto patrocínio de estatais e, ao mesmo tempo, fingem que criticam o governo, para não se desmoralizar de vez perante os leitores.
Esse é um quadro sintético do que está acontecendo com os vitoriosos do golpe. Completa-se o quadro com a incapacidade de gerar sequer um candidato competitivo para 2018.
A impossibilidade do Estado de Exceção
Se não podem manter o poder pelo voto, manteriam pelo estado de exceção.
No curto prazo, a Lava Jato e o TRF4 dão conta. No médio, não.
A Constituinte de 1988 mostrou o avanço das organizações civis, invisibilizados pela mídia. De repente, como que do nada, surgiram grupos organizados indígenas, negros, de camponeses, de direitos humanos, de quilombolas etc.
Hoje em dia, com o advento das redes sociais, e com o próprio desenvolvimento nacional com as grandes conferências, os grupos de interesse multiplicaram-se. Há organizações de defesa dos deficientes, da Amazônia, dos LBTGs, das mulheres, da educação, da saúde, da assistência social, da ética nas empresas. Cada estado tem seu coletivo, suas organizações próprias, sem contar o sistema tradicional dos sindicatos e associações.
Hoje em dia, mesmo em setores empoderados pela direita - como Polícia Federal e Ministérios Públicos - existem os coletivos democráticos. Mais: todos os movimentos sociais apostam na democracia, esvaziando a tese do golpe preventivo.
Esses avanços, por sua vez, desenvolveram um mercado de opinião publicada – por tal, entenda-se o público classe média midiática -, menos estridente que os MBLs da vida, mas que gradativamente vai se tomando de enjoo com o discurso da indignação vazia e com os preconceitos da ultradireita.
Como já previsto em outros artigos, cada vez mais o primeiro time da imprensa brasileira tenta vestir o figurino do conservador inglês, conservador na economia, liberal nos costumes e discreto no linguajar.
É um movimento lento, que tende inicialmente a poupar o principal aríete da ultra-direita – os abusos da PF e do MPF no padrão Lava Jato -, mas que é irreversível no sentido de combater os excessos radicais.
Tudo isso demonstra uma musculatura e uma vitalidade que torna impossível qualquer veleidade de ditadura de médio ou longo prazo.
A inviabilidade Eleitoral da Ponte
Por outro lado, a Ponte para o Futuro não resiste a um teste de urna. É inviável eleitoralmente.
Não foi o petismo que deu a vitória a Dilma Rousseff em 2014, mas divisão do país entre o anacrônico e o moderno. A cada dia que passa, mais a face do golpe se confunde com as práticas mais anacrônicas.
Ontem, foi a vez do Congresso trazer de volta os manicômios. E há razões para isso. Em outros tempos, os manicômios eram fonte de enriquecimento de diversos coronéis políticos, como o ex-deputado Inocêncio de Oliveira. Sempre foram uma fonte inesgotável para sugar recursos do INSS.
Peça 6 – o fruto da árvore proibida
Com o início da era FHC, o PSDB abriu mão definitivamente das teses modernizantes. Tornou-se um partido rancoroso, sem identificação maior com os avanços sociais e morais. E negociando cada vez mais com lobbies externos, das incursões pioneiras de Pedro Malan no Banco Mundial, e de José Serra com a Nordisk, no episódio rumoroso de licitação de insulina, quando era Ministro da Saúde aos jogos atuais com a lei do petróleo.
Com todos seus defeitos, com todos os erros cometidos, com a falta de visão de Nação, com os erros econômicos da era Dilma, com a leniência da era Lula com mercado e mídia, o PT continua sendo o desaguadouro dos movimentos modernizadores apartidários.
Se num passe da mágica, a Lava Jato, com Temer, PSDB, Gilmar, mídia e a rapa conseguissem eliminar o partido, ainda assim toda essa frente social se manteria unida em torno do partido ou candidato que exprimisse esses valores.
Tudo isso porque deixaram o país provar o fruto da árvore proibida.
Durante algum tempo, o Brasil aprendeu que é possível erradicar a pobreza com políticas bem concebidas, que a redução da pobreza aumenta o mercado interno, produzindo um circulo virtuoso. Aprendeu que é possível desenvolver uma indústria da saúde, avançar na educação, participar dos jogos diplomáticos internacionais, criar uma indústria de defesa, remontar a indústria naval.
Podem destruir enquanto tem tempo.
Mas no fundo da memória nacional já foi plantada a palavra de ordem: nós podemos!