segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O POVO QUE SE DANE: BRASIL É CADA VEZ MAIS O PARAÍSO DOS BILIONÁRIOS



Para quem vive de salário ou para os 12 milhões de desempregados sem salário nenhum, a vida está 
cada vez mais difícil.
Mas para 43 cidadãos brasileiros (12 a mais do que em 2017) aqui é o paraíso na terra: são os 
bilionários que ficam cada vez mais ricos, como revelou nesta segunda-feira o relatório global da 
ONG inglesa Oxfam que pesquisa a desigualdade em 93 países.
Cinco deles detém uma riqueza do mesmo tamanho de metade da população brasileira. É um dos 
maiores índices de desigualdade do mundo, que só tende a crescer com a atual política econômica do 
“governo das reformas”.
É isso mesmo: apenas cinco indivíduos conseguiram juntar patrimônio igual ao de mais de 100 
milhões de brasileiros.
Quem são eles?
  • Jorge Paulo Lemann (AB Inbev) _ US$ 29,2 bilhões
  • Joseph Safra (Banco Safra) _ US$ 20,5 bilhões
  • Marcel Hermann Telles (AB Inbev) _ US$ 14,8 bilhões
  • Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev) _ US$ 12,5 bilhões
  • Eduardo Saverin (Facebook) _ US$ 7,9 bilhões
Não é muito difícil explicar esta concentração de riqueza no Brasil, um país que taxa mais os mais 
pobres do que os que estão no topo da piramide, que são isentos de pagar impostos sobre lucros e 
dividendos desde o governo FHC. As grandes fortunas estão a salvo do leão.
Enquanto em outros países, o imposto sobre heranças pode chegar a 40%, aqui é de apenas 8%; com 
o sistema tributário regressivo, os 10% mais pobres pagam 32% do que ganham em impostos, 
enquanto os 10% mais ricos pagam 21%.
Some-se a isso o fato de que os servidores públicos ganham salários muito acima dos simples 
mortais, aumentando a desigualdade entre os trabalhadores.
Com o aumento dos multimilionários no mundo, 80% de toda a riqueza gerada no ano passado foi 
parar nas mãos de apenas 2.043 pessoas graças a um sistema econômico que recompensa mais a 
riqueza do que o trabalho.
São estes ultrarricos que mandam no chamado “mercado”, os donos do poder no mundo que elegem 
e derrubam governos, mas até agora não acharam um candidato para chamar de seu nas próximas 
eleições. .
E nada indica que isto vá mudar tão cedo.

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