segunda-feira, 24 de julho de 2017

FARC se transformarão em partido político a partir de 1º de setembro


Depois de deixar 100% das armas, 
guerrilheiros se reúnem para discutir 
propostas que darão origem à plataforma 
política do novo partido

As Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia (FARC) anunciaram nesta segunda-
feira (24) que se transformarão em partido
político a partir de 1º de setembro, anunciou
Carlos Antonio Lozada, um dos membros da
guerrilha, em uma entrevista coletiva.
O novo partido será apresentado em um ato na
Praça Bolívar, em Bogotá, capital da Colômbia.
Em 27 de maio de 2018, a Colômbia terá
eleições presidenciais e legislativas.
Os membros das FARC se reuniram na última
semana para discutir a formação do partido e
discutir quem serão os candidatos a disputar as
eleições.
Segundo Carlos Antonio Lozada, os dirigentes das FARC estão recebendo relatórios de diferentes
departamentos do país, encarregados de elaborar as propostas para compor a plataforma política.
“Temos uma proposta de modelo econômico, a política de gênero que será realizada por nosso
partido, as propostas que faremos ao setor da juventude, bem como a defesa do meio ambiente, a
política do partido frente à questão urbana e, igualmente, para a parte agrária”, disse.
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LULA: O “O Moro estava comprometido com a (Rede) Globo e com o Jornal Nacional, por isso, tinha de me condenar!”



POR FERNANDO BRITO

“O Brasil precisa de um presidente eleito pelo povo e de muita tranquilidade para poder voltar a 
crescer”.
A frase é de um Lula tranquilo, na entrevista que deu à Rede Tiradentes, do Amazonas, na manhã de 
hoje.
Tranquilo até mesmo quando os apresentadores, Ronaldo Tiradentes e Neuton Corrêa, no programa 
Manhã de Notícias, perguntaram sobre o bloqueio de seus bens, determinado por Sérgio Moro.
“Eu estou tranquilo porque tenho a consciência tranquila. Quero que eles provem que entrou um real 
ilícito na minha vida. Eles já procuraram dinheiro na Suíça, na Finlândia, na Noruega, no Japão…Já 
acharam do Serra, já acharam do Aécio, já acharam do Temer, já acharam de todo mundo…Eu quero 
que achem meu. Quando acharem,, me condenem, não tem nenhum problema, eu não estou acima da 
lei”.
Lula disse que se sente “injustiçado” e que a decisão da Justiça “seria diferente se o juiz Sérgio Moro 
respeitasse os autos do processo”.
“O Moro estava comprometido com a (Rede) Globo e com o Jornal Nacional, por isso, tinha de me 
condenar!”
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O TRÁFICO E O FILHO DA DESEMBARGADORA

Breno Fernando Solon Borges é um cidadão de 1ª classe

No início do ano, o Superior Tribunal de Justiça confirmou a condenação a quatro anos e 11 meses 
de prisão de um homem preso em flagrante por entregar a outro um cigarro com 0,02 grama de 
maconha.
Já a Justiça Federal do Espírito Santo ainda não julgou os quatro homens apanhados tentando 
desembarcar 445 quilos de cocaína de alta pureza, há quase quatro anos.
O que havia de diferente nos dois casos, além da brutal diferença de quantidade de droga apreendida?
O homem condenado a quatro anos e onze meses de prisão já se encontrava preso na Cadeia Pública 
de Cataguases, Minas Gerais, quando um policial civil o viu entregar a outro detento um pacotinho 
com a maconha, tão pequeno que era difícil enxergar de longe. Seria um pouco mais grosso que um 
palito de fósforo.
Já os 445 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos por uma força tarefa que uniu policiais 
federais e policiais militares do Espírito Santo e estavam sendo descarregados do helicóptero da 
família do senador Zezé Perrella, também de Minas Gerais.
A quantidade de drogas era tanta que encheu o porta-malas do Volkswagen Polo que aguardava no 
interior de uma fazenda pela chegada da droga, embarcada no Paraguai.
O helicóptero foi devolvido à família do senador, apesar da legislação prever o confisco de bens 
usados no tráfico. Os pilotos foram soltos seis meses depois do flagrante, assim como dois ajudantes. 
Já o presidiário de Cataguases vai passar mais alguns anos trancado na cadeia.
Agora, do Mato Grosso do Sul, vem a notícia de que o filho da presidente do Tribunal Regional 
Eleitoral de Mato Grosso do Sul, a desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, foi solto, apesar 
das provas que existem do envolvimento dele com o tráfico de drogas.
Tânia, desembargadora e agora tutora de um acusado de narcotráfico e ligações com o crime 
organizado.

Breno Fernando Solon Borges, de 37 anos foi preso pela Polícia Rodoviária Federal em abril deste 
ano, com 130 quilos de maconha, 199 projéteis calibre 7.62 e 71 projéteis de pistola 9 milímetros, 
munição para armas de uso restrito das Forças Armadas.
O empresário é dono de metalúrgicas e serralherias em Campo Grande e outros estados, como 
Paraná e Santa Catarina, e foi preso pela Polícia Rodoviária Federal quando viajava com a namorada 
e um funcionário dele, em dois carros.
Interrogado, o filho da desembargadora não revelou a origem do armamento e das drogas e nem dos 
supostos compradores. Já tinha passagem pela polícia, por porte ilegal de arma, e era investigado sob 
a suspeita de participar de um esquema de tráfico de drogas e armas para traficantes do interior de 
São Paulo, utilizando como fachada a participação em corridas de motos.
O nome de Breno também apareceu numa investigação que apurava um plano para resgatar presos.
Nas redes sociais, ostentava uma vida de luxo.
Para ser liberado, seus advogados apresentaram um laudo médico que atribui a ele Síndrome de 
Borderline”, doença “consiste basicamente no desvio dos padrões de comportamento do indivíduo, 
manifestado através de alterações de cognição, de afetividade, de funcionamento interpessoal e 
controle de impulsos.”
O site Campo Grande News cobriu o caso e informou que, em uma das tentativas de libertar Breno, 
com o laudo em mãos, a mãe, presidente do TRE, se ofereceu como tutora para o filho ser internado 
em uma clínica médica. O juiz de primeira instância negou, dada a gravidade da acusação.
Na sexta-feira passada, o desembargador Ruy Celso Barbosa Florence tomou uma decisão diferente: 
liberou Breno da prisão. O compromisso assumido pela defesa é que ele se submeterá a tratamento 
psiquiátrico adequado, sob a tutela e responsabilidade da mãe, que se comprometeu a levá-lo a todas 
as audiências do processo.
Enquanto isso, as cadeias em todo o Brasil enfrentam o problema da superlotação por conta da 
chegada de novas levas de acusados de tráfico. Casos como o do presidiário condenado por conta de 
0,02 gramas de maconha. Muitos dos presos são mulheres e negros, quase todos são pobres.

Munição apreendida com o filho da desembargadora: suspeita de que ele ajudaria no resgate 
de presos.

“Em Curitiba existe um acordo para condenar Lula”


Aragão, Moro e Kakay

Por Pedro Zambarda de Araujo 

“Todas as questões relativas ao apartamento triplex foram objeto de longa análise da sentença. Mais de uma vez consignou-se que, na apreciação de crimes de corrupção e lavagem, o Juízo não pode se prender unicamente à titularidade formal. Assim não fosse, caberia, ilustrativamente, ter absolvido Eduardo Cosentino da Cunha na ação penal 5051606-23.2016.4.04.7000, pois ele também afirmava como álibi que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido depósitos de vantagem indevida, mas somente ‘usufrutuário em vida”.
Assim o juiz Sérgio Moro rechaçou os embargos de declaração da defesa de Lula no dia 18 de julho, após os advogados afirmarem que haviam omissões na condenação de nove anos e seis meses dada no dia 12.
A sentença gerou revolta em alguns círculos jurídicos.
Um grupo de juristas renomados realizará um Tribunal Popular sobre a Lava Jato em Curitiba no dia 11 de agosto, uma sexta-feira. Beatriz Vargas Ramos, Marcello Lavenère, Antônio Maues, Juliana Teixeira, Gerson Silva, José Carlos Portella Júnior, Michelle Cabrera, Claudia Maria Barbos e Vera Karam Chueiri estão no corpo de jurados.
O juiz de direito em Alagoas Marcelo Tadeu Lemos será o presidente da sessão, enquanto o ex-ministro da Justiça e procurador Eugênio Aragão será responsável pela acusação contra a operação neste evento.
O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay, ficará com a defesa crítica e irônica da Lava Jato. Ele atendeu já Demóstenes Torres, José Sarney, José Dirceu e Aécio Neves.
O DCM entrou em contato com a organização do evento, o Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD), para saber detalhes de como vai funcionar.
O evento deveria ter ocorrido numa data anterior. No dia 2 maio, antes do depoimento de Lula diante de Sérgio Moro, uma aula sobre questões jurídicas da Lava Jato foi realizada no Sindicato dos Jornalistas (SINDIJOR).
Em 9 de maio, ocorreu outra reunião pública na Praça Tiradentes de Curitiba. Depois da mobilização, os encontros ocorreram em 13 de junho no Moradias 23 de Agosto, associação que fica na periferia da capital do Paraná.
Se o Tribunal Popular for bem-sucedido, a ideia dos organizadores é levá-lo ao STF em Brasília, seguindo o mesmo modelo de trabalho voluntário com investimento dos próprios advogados.
Segundo os organizadores, considerando o trabalho de Marcello Lavenère com Kakay no Tribunal Popular que julgou o massacre de Carajás dentro do Senado, a ideia dos magistrados é julgar a Operação Lava Jato — sem “fulanizar” para aumentar a compreensão e o alcance sobre o que realmente se passou.
O grupo teme ser associado com o PT ou com simpatizantes de Lula? “A associação indevida já acontece, queiramos ou não. Na página do Tribunal Popular no Facebook já existem insinuações, mas não há o que temer. Associações do Eugênio Aragão que foi ministério da Justiça de Dilma, assim como de outros membros do coletivo, é a primeira apelação que os veículos golpistas costumam fazer. O CAAD abriga juristas progressistas. Se alguma associação direta tivesse que ser feita, deveria ser consideradas as as centrais sindicais e os movimentos sociais populares de mulheres e feministas, negros, LGBTs e outras legendas, como PCdoB, o PDT, o PCO e PSOL”, responde a advogada Tânia Mandarino, uma das organizadoras diretas do evento.
O local ainda será definido nos próximos dias e será divulgado na fanpage do evento no Facebook. A previsão de início será às 14 horas do dia 11 de agosto para acabar às 22 horas em Curitiba.
Kakay falou ao DCM sobre o julgamento de Lula. “Eu concordo em linhas gerais com a defesa do ex-presidente. A acusação é que tem que fazer a prova, que não foi feita. Durante as audiências de instrução que pude acompanhar na imprensa e nos vídeos, o juiz Sérgio Moro se comportou mais como um juiz da Inquisição do que como deveria ser. As perguntas feitas de maneira agressiva e completamente fora do contexto seriam indeferidas se partissem de um dos advogados”, diz.
“Deveríamos, há muito tempo, saber que o juiz que faz a instrução [que ouve as partes] não deve ser o que vai julgar a causa. O doutor Sérgio Moro fez durante todo o primeiro procedimento uma série de medidas que já inviabilizaria a condução técnica e imparcial do processo. O que ocorre no julgamento dentro da 13ª Vara de Curitiba é um acordo entre a acusação, o juiz, o Ministério Público e a Polícia Federal. Sérgio Moro não tem a imparcialidade para julgar o ex-presidente Lula num processo deste porte”.
O ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff, Eugênio Aragão, resume os principais problemas da Lava Jato: “Moro é um ‘Rechtsbeuger’, uma burocrata que distorce conscientemente a norma jurídica em detrimento dos direitos de investigados e acusados. O que ele produz deixou há muito tempo de merecer o nome de ‘Direito’ para ingressar na seara da política rasteira, persecutória de inimigos ideológicos. O discurso barato e simplório esconde o estrago que sua cruzada moralista tem causado às instituições e à democracia. É da natureza do fascismo servir-se de falsos truísmos para mobilizar massas no reforço de interesses latentes”.
Aragão colocará que a operação chefiada por Sérgio Moro quis impulsionar o Ministério Público e do Judiciário dentro de um projeto político corporativo.
“Defender a democracia no Brasil passa necessariamente pelo enquadramento da operação dentro dos limites do regramento do Estado Democrático de Direito”, finaliza o ex-ministro.
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O FRANGOTE PARIU UM RATO

 

Luis Nassif


Peça 1 – o enredo da Lava Jato

Apesar do comando difuso, entre mídia, troupe de Eduardo Cunha, PSDB e Departamento de Estado norte-americano (através da cooperação internacional), a trama da Lava Jato era de roteiro relativamente simples.
Haveria uma ação intermediária, o impeachment de Dilma. Depois, a ação definitiva, a condenação de Lula com o esfacelamento automático do PT como força política.
Houve intercorrências inevitáveis – como as denúncias contra próceres tucanos, rapidamente abafadas -, importantes para se tentar conferir legitimidade política  ao jogo, e um desastre imprevisível: as delações da JBS que atingiram Aécio Neves no peito. Aí o elefante ficou muito grande para ser escondido debaixo do tapete.
Tudo caminhava nos conformes. Inclusive chantagear o grupo que assumiu interinamente o poder, obrigando-o a caminhar com o desmonte do Estado social para conseguir alguma sobrevida política. Depois engaiolá-los como grande gesto final.
Mas cometeram um erro central: apostaram tudo em um cavalo manco, o grupo de bacharéis de Curitiba, procuradores e delegados, e em um juiz sem noção que tocou os inquéritos da Lava Jato.
Aí o plano começou a degringolar.

Peça 2 – os cabeças de planilha e o os cabeças de vade mecum

Na economia, cansei de descrever o tipo intitulado cabeça-de-planilha.
Como se faz ciência aplicada:
1.     O sujeito se forma, muitas vezes frequenta universidades estrangeiras e volta armado de um instrumental teórico.
2.     Depois, precisa mergulhar na analise de caso, a economia ou, no caso de procuradores, o processo que está sendo tocado. Essa é a etapa principal, a capacidade de captar todos os detalhes, estabelecer correlações e desenvolver uma narrativa factível que identifique claramente o criminoso. Não se confunda preparo com competência ou inteligência. No Ministério Público mesmo, há inúmeras evidências de procuradores com menor aparato teórico produzindo mais resultados do que outros com PhDs, porque muito mais capacitados.
3.     Só depois de levantados todos os dados, as provas e evidências, recorre-se ao aparato teórico para definir a narrativa, os crimes identificados e a punição requerida. Evidentemente, quando se casa aparato teórica com inteligência analítica, se tem o super-economista e o super-procurador.
Anos atrás aprendi uma regra de ouro com um grande físico brasileiro: quem pensa claro, escreve claro. Quando o sujeito recorrer a muitas firulas em defesa de sua tese, de duas, uma: ou é um gênio ou embusteiro. Gênio, só conheci Einstein, me dizia ele.
O economista medíocre salta a etapa principal, da analise de caso. Vai direto na teoria que aprendeu e faz como os cabeções do Banco Central: derrubam a inflação abaixo do piso da meta, prognosticando a entrada do país na depressão.
O mesmo ocorre com procuradores (e advogados) com baixa capacidade analítica e bom estofo teórico. Tratam de fugir da análise de caso e rechear as peças com firulas sem fim, como creme de leite para disfarçar a falta de consistência do bolo.
No caso da Lava Jato, sua  estratégia consistiu em criar uma narrativa prévia, obrigar os delatores a preencher as lacunas com meras declarações, tipo “Lula sabia de tudo”, colocar os técnicos para pesquisar os bancos de dados da Receita, COAF, Bacen, juntar pitadas da cooperação internacional, tudo devidamente vazado para a imprensa, para passar a ideia de uma avalanche incontornável.
Se não for suficiente, dentro do Código Penal em vigor, eles dão um by-pass: se valem de um suponhamos que o Código Penal fosse outro.
Me lembram muito um professor de química do científico que foi até Ouro Preto e, na Faculdade de Engenharia, foi confrontado com uma enigma lógico que ninguém conseguia resolver. Quando chegou no ponto nevrálgico, pulou para a resposta conhecida. Aí perguntaram em qual lei da química ele tinha se baseado. E ele: acabei de criar.
Para suprir a falta de elementos, o criativo procurador Deltan Dallagnol apelou para sua erudição-de-pegar-incautos e citou teorias contemporâneas, sobre analises probabilísticas.
Confrontado com a opinião de pesos-pesados do direito, que mostraram que as teorias se aplicavam às técnicas de investigação, jamais como prova jurídica, as piruetas retóricas de Dallagnol  lembraram cenas do filme Indiana Jones. Mais especificamente aquela em que o beduíno puxa a cimitarra, piruleteia  para cá e para lá, um malabarismo aqui, um volteio acolá e Indiana Jones olhando. Até que acaba com a brincadeira simplesmente sacando o revólver e dando-lhe um tiro.

Peça 3 - as teorias probabilísticas de Dallagnol

Na peça de acusação do caso triplex, Dallagnol supre a carência de provas com teorias probabilísticas, que são utilizadas apenas para dar mais foco às investigações.
Vejamos como ele aplicou a teoria na prática, em uma análise de caso simples.
Veja a charada:
1.     Você tem três balas parra atingir Lula, antes que ele se candidate a presidente novamente: o triplex, o terreno para o Instituto Lula e o sítio de Atibaia.
2.     Pelos prazos em curso, só há tempo para um tiro. Qual você escolhe.
Vamos a um pequeno exercício de probabilidade:
Caso      
Provas
Evidências de posse
Triplex
Nenhuma
Uma ou duas visitas. Sem usufruto.
Terreno
Nenhuma
Nenhuma
Sítio de Atibaia
Nenhuma
Usufruto, com dona Marisa participando diretamente das reformas e a família frequentando o sítio.

Os três casos são fracos.
Não há dúvida de que houve mimos de empreiteiras para Lula. Afinal, o modelo de desenvolvimento adotado no seu governo transformou-as em players internacionais, até serem destruídas pela Lava Jato. Além disso, Lula representava um imenso capital diplomático, por sua popularidade especialmente em novos mercados prospectados por elas.
Mas não se levantou prova alguma de que houve contrapartida em contratos, o que caracterizaria a propina. Ou mesmo de que houvesse aumento patrimonial de Lula. Sem as provas, ficam-se nos mimos, sem acréscimo patrimonial, sem enriquecimento ilícito.
Mesmo assim, dentre os três processos, o único que poderia melhorar um pouco a probabilidade dos bacharéis seria o sítio de Atibaia, devido ao usufruto.
Mas decidiram apostar tudo no triplex, confiando no depoimento (alterado) de Léo Pinheiro, o cappo da OAS.
A peça é curiosa porque desenvolve toda uma teoria para uma nova qualificação de organização criminosa: a organização política, que prescindiria da apresentação de provas objetivas. Usa uma retórica inflamada, repetindo exaustivamente que Lula comandava uma organização criminosa, que os crimes eram difusos, que haveria dificuldade para identificar as provas. E, na mesma peça, diz que as propinas são provenientes de três contratos específicos. Especificou, tem que provar. Ou seja, uma baita volta para justificar a impossibilidade de levantar provas e, no meio, a afirmação taxativa de que as propinas foram originárias de três obras, o que exigiria a comprovação com provas.
Aí houve o caso curiosíssimo do juiz que copidescou o procurador.
Logo que começou a Lava Jato, defensores da cumplicidade entre juiz, procuradores e delegados alegavam que, havendo essa combinação, o juiz poderia corrigir erros dos procuradores e delegados no decorrer dos inquéritos e processos.
A afirmação já parecia estranha mas, enfim, estava-se nem pleno reinado do direito penal do inimigo, brilhantemente defendido pelo Ministro Luís Roberto Barroso.
O que não se esperava é que o juiz corrigisse a própria peça final de acusação. Para salvar o caso, Moro teve que reescrever a acusação afirmando que as propinas foram originárias de vários contratos, não especificamente da Petrobras.

Peça 4 – o partidarismo é mau negócio

Toda a argumentação de Dallagnol estaria adequada em uma ação civil contra Lula. Através dela, teria mais possibilidade de condenar Lula, cassar sua aposentadoria, impor multas elevadas, simplesmente porque na ação civil não há a necessidade da prova final.
Veja o seguinte exemplo:
1.     Um fazendeiro contrata um ajudante para vigiar a fazenda.
2.     O ajudante mata um invasor.
Uma ação criminal só conseguiria condenar o fazendeiro se comprovasse cabalmente que ele deu a ordem, que autorizou o ajudante a atirar em quem entrasse. Não bastaria mostrar i contrato de trabalho. Já em uma ação civil certamente o fazendeiro seria condenado a indenizar a família da vítima. A ação civil não exigiria o detalhamento do crime e sujeitaria o réu a um conjunto de sanções.
O domínio do fato – pretendido por Dallagnol para imputar a Lula o comando dos esquemas criminosos – não tem o condão de fazer com que uma responsabilidade subjetiva se torne objetiva. Numa ação civil, haveria mais possibilidade de condenar a falta de providências de Lula.
Com seu palavrório, Dallagnol pretendeu uma nova teoria do direito para crimes de poder. Quis reescrever a teoria da prova sem dispor de fôlego intelectual para tanto, razão de ter sido fuzilado por juristas mais preparados.
O Código Penal brasileiro é da legalidade estrita. Só existe crime se tiver lei penal descrevendo o crime e se for provado em todos os fatos e ainda provado o dolo do agente.
Não se pode importar princípios de fora. O próprio Ministério Público tentou introduzir a imprescritibilidade dos crimes contra a humanidade no Brasil e não conseguiu. Os criminosos podem ser punidos, mas foi mantido o prazo de prescrição.
E foi assim, por presunção, onipotência, pelo embevecimento com as repercussões no Twitter e no Facebook, pela ambição de ser o homem que levou Lula de volta para a prisão  que a montanha de citações de Dallagnol pariu um rato.

sábado, 22 de julho de 2017

Países da Alba rechaçam, em comunicado, ameaça de sanções dos EUA contra Venezuela


Membros da Alba, em foto de 2017: rechaço às ameaças dos EUA contra Venezuela. “O 
anúncio de impor sanções econômicas contra o povo venezuelano constitui uma clara violação 
do direito internacional e uma inaceitável aplicação intervencionista das leis estadunidenses", 
diz texto

Em comunicado divulgado na noite desta sexta-feira (22/07), os países da Alba (Aliança Bolivariana 
para os Países da Nossa América) – grupo composto por Venezuela, Antígua e Barbuda, Bolívia, 
Cuba, Dominca, Equador, Granada, Nicarágua, São Cristóvão e Neves, Santa Lúcia, São Vicente e 
Granadinas e Suriname – rechaçou a ameaça feita pelo governo de Donald Trump de impor sanções 
à Venezuela caso a votação para a Assembleia Constituinte, prevista para o próximo dia 30, ocorra.
“O anúncio de impor sanções econômicas contra o povo venezuelano constitui uma clara violação do 
direito internacional e uma inaceitável aplicação intervencionista das leis estadunidenses, que em 
nada contribui à resolução da situação que atravessa o país e que, além disso, impediriam seu 
desenvolvimento”, afirma a nota.
“Os países da Alba-TCP rechaçam àqueles países que não só ignoram o ordenamento jurídico 
venezuelano e o governo constitucional e legítimo do presidente Nicolás Maduro Moros, mas que 
também põem em risco o status da América Latina e do Caribe como zona de paz alcançada no 
encontro da Celac no ano de 2014”, prossegue.
Na terça-feira (18/05), Caracas anunciou o início de um processo de revisão "profunda" das suas 
relações com os Estados Unidos, depois de a Casa Branca ameaçar o país com "fortes e rápidas" 
sanções.
"Aviso, desde já, por instrução do presidente da República, que nós faremos uma revisão profunda 
com o governo dos EUA, porque nós não aceitamos humilhações de ninguém", disse o ministro de 
Relações Exteriores, Samuel Moncada, em uma declaração pela televisão.
"Ao nosso povo, aos nossos chefes militares, nacionalistas, revolucionários, e patriotas, aos nossos 
embaixadores no mundo todo, a todos os meios de comunicação, aos nossos amigos no mundo, este 
é um momento de definição", afirmou Moncada.
Dias antes do anúncio dos EUA, Maduro já havia dito que a Venezuela "é um país livre e soberano e 
não se deixa ameaçar nem intimidar por nenhum império deste mundo".
Relações entre os países
As relações diplomáticas entre a Venezuela e os Estados Unidos se mantêm em ponto morto desde o 
final de 2008, quando o então presidente Hugo Chávez expulsou o embaixador norte-americano 
Patrick Duddy. Ele foi acusado de supostamente estar envolvido em planos para matar o mandatário.
Desde então, e apesar de tentativas de ambos os governos para retomar seus laços diplomáticos, a 
relação de ambos países se mantém em níveis mínimos.
A oposição venezuelana anunciou nesta segunda que buscará um “governo de transição” e convocou 
uma greve geral para quinta (20/07) para tentar elevar a pressão contra a Constituinte promovida 
pelo Executivo.
A Venezuela é palco há mais de três meses de uma onda de protestos, principalmente contra o 
governo, que deixou, até o momento, mais de 90 mortos.
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OS BANDIDOS DE ESTIMAÇÃO: Eis Ricardo Teixeira, eis a Globo, eis o Brasil. Não há a menor possibilidade de dar certo.


Com pedido de prisão nos EUA e Espanha, Ricardo Teixeira já contou ser bandido de 
estimação da Globo

Por Kiko Nogueira

O ex-presidente da CBF entre 1989 e 2012, Ricardo Teixeira, está sendo procurado pela polícia de 
dois países.
Na Espanha, é acusado de lavar dinheiro de comissões ilícitas recebidas na venda de amistosos da 
seleção brasileira.
Ele teria formado uma “organização criminosa” com o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, 
preso há quase dois meses.
Nos EUA, responde por fraude, lavagem de dinheiro e por embolsar propinas para beneficiar 
empresas de marketing esportivo. Sua prisão é pedida desde 2015.
Vivendo no Rio de Janeiro, Teixeira está de boa na lagoa, já que não pode ser extraditado. “Tudo que 
me acusam no exterior não é crime no Brasil. Não estou dizendo se fiz ou não”, disse à Folha 
recentemente.
Teixeira não começou ontem. Pôde barbarizar em seu reinado futebolístico com a blindagem total da 
Globo, sua sócia.
A emissora levou as Copas de 2010 e 2014 por 220 milhões de dólares, pagos à Fifa, 100 milhões 
pela primeira e 120 pela segunda. A Record foi preterida com uma oferta de 360 milhões de dólares.
Houve algumas tentativas de CPI na Câmara Federal. Em 2016, Teixeira faltou a seu depoimento 
apresentando um atestado médico. Teria se submetido a uma cirurgia no hospital Albert Einstein.
Em 2011, a revista Piauí publicou uma longa e reveladora matéria sobre esse casamento. Ricardo 
Teixeira e a repórter Daniela Pinheiro se encontraram em Zurique dez vezes.
O entrevistado falou muito e de quase tudo, mas o assunto principal foi seu vínculo de confiança e 
cumplicidade com a TV Globo (em contraposição a seu ódio mortal do jornalista inglês Andrew 
Jennings, autor das reportagens mais devastadoras sobre a corrupção no esporte).
“Só jornalista fala mal de mim”, diz. Não os da Globo. Teixeira se orgulhava de sua parceira não 
repercutir denúncias contra ele. “Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal 
Nacional”, afirma.
Daniela conta de um empresário que lhe confidenciou, num certo momento, o receio de ser 
entrevistado pela Rede Globo sobre pacotes de viagem para a Copa de 2014 com “preços 
estratosféricos”.
“Não vai ter isso, não: está tudo sob controle”, declarou o cartola.
Daniela faz referência a um Globo Repórter sobre a CPI da Nike em que se deixava claro que o 
estilo de vida do empresário era incompatível com sua suposta renda.
Ele deu o troco alterando o horário de uma partida entre Brasil e Argentina. Foi a última ocasião em 
que saiu uma matéria negativa sobre a CBF.
“Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito na Globo”, afirmou. “Em 2014 posso fazer 
a maldade que for. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai 
acontecer? Nada”.
A promiscuidade era absoluta. “Antes de pagar a conta no restaurante, Teixeira falou pelo telefone 
com Evandro Guimarães, lobista da Globo em Brasília. Trocou ideias sobre inseminação de bovinos, 
uma de suas mais novas atividades”, relata a reportagem.
São os bandidos de estimação. Eis Ricardo Teixeira, eis a Globo, eis o Brasil. Não há a menor 
possibilidade de dar certo.
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SENSACIONAL !! O PERFEITO (PREFEITO) IDIOTA BRASILEIRO MANIPULA VÍDEO PARA PARECER QUE FOI "BEM RECEBIDO" POR MORADORES DE RUA



Prefeito João Doria é expulso por moradores de Rua


PAULO COELHO: POVO PAGA COMPRA DOS DEPUTADOS CANALHAS COM IMPOSTO NA GASOLINA


"Semana passada, Temer gastou uma fortuna em acordos com deputados que votariam contra 
sua cassação. Quem paga é o povo, claro", postou o escritor Paulo Coelho em seu Twitter, 
numa dura crítica à liberação de R$ 16 bilhões em emendas de Michel Temer para comprar 
votos na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara contra sua denúncia por corrupção; o 
varejo praticado pelo Planalto reverteu a votação e fez com que o relatório do deputado Sergio 
Zveiter (PMDB-RJ), que recomendava dar prosseguimento à denúncia, fosse rejeitado; nesta 
quinta, Temer assinou o decreto que aumenta imposto dos combustíveis


247 - O escritor Paulo Coelho, brasileiro mais
lido no mundo, disparou uma dura crítica ao
varejo praticado por Michel Temer no
Congresso, onde comprou, literalmente, o apoio
de deputados, ao mesmo tempo em que
aumentou o imposto de combustíveis para a
população. 
"Semana passada, Temer gastou uma fortuna em
acordos com deputados que votariam contra sua

cassação. Quem paga é o povo, claro", postou Paulo Coelho em seu Twitter.
Na Câmara, a fim de fazer com que fosse barrada sua denúncia por corrupção, Temer liberou R$ 15
bilhões em emendas parlamentares para que os deputados da Comissão de Constituição e Justiça da
Câmara (CCJ) votassem ao seu favor.
Com o gesto, o Planalto reverteu o resultado da votação no colegiado e fez com que o relatório do
deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que recomendava dar prosseguimento à denúncia da
Procuradoria Geral da República, fosse rejeitado.
Nesta quinta-feira 20, Temer mais que dobrou os impostos incidentes sobre os combustíveis e ainda
disse que a população compreenderia sua decisão: "este é um governo que não mente, que não dá
dados falsos".
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A PIADA DO DIA

"Há exatos 11 anos, ninguém dormia 
na reunião da Cúpula do Mercosul"

O ex-presidente Lula fez graça nas redes sociais da notícia 
sobre o cochilo do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, 
durante a 50ª Cúpula do Mercosul, em Mendoza, na 
Argentina, nesta sexta-feira 21.

INDICIAMENTO DE TEIXEIRA PELA PF PODE AUMENTAR PRESSÃO DE TEMER SOBRE A GLOBO; GÂNGSTERS DO FUTEBOL TENTAM EVITAR QUE FBI RECEBA DOCUMENTOS DO BRASIL


Campos Pinto (da Globo) entre os gângsters Ricardo Teixeira e J. Hawilla, dono de afiliadas da 
Globo, na Argentina; Campos Pinto em elogio público a Marin e Del Nero, sucessores de 
Ricardo Teixeira, quando ambos poderiam ameaçar os negócios da Globo com a CBF; Campos 
Pinto perdeu o emprego, Del Nero foi indiciado nos EUA, Marin e Hawilla se tornaram 
delatores do Fifagate. Tutto buona gente.

“2015 vai entrar na história do futebol brasileiro como um grande ano. O ano em que há poucas 
semanas o presidente José Maria Marin passou o bastão para o presidente Marco Polo. Presidente 
Marin, em nome do grupo Globo, em meu nome, eu gostaria de agradecer todo o carinho, toda a 
atenção com a qual o senhor sempre nos brindou, sempre aberto a discutir os temas que interessam 
ao futebol brasileiro, dos quais me permito destacar, o novo formato da Copa do Brasil, que deu mais 
charme a essa competição promovida pela CBF, que é a verdadeira competição do futebol 
brasileiro”. Marcelo Campos Pinto, ex-todo poderoso do futebol da Globo, em elogio público a 
Marin e Marco Polo, depois que eles demonstraram ser tão capachos dos interesses da Globo no 
futebol quanto Teixeira.

Ricardo Teixeira será indiciado pela Polícia Federal

De acordo com informações do repórter Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan, as autoridades 
brasileiras receberam documentos de Espanha, Estados Unidos e Suíça nos quais constam “provas de 
falsidade ideológica, apropriação indébita e evasão de divisas” envolvendo o ex-dirigente.
Os papéis revelam que Teixeira fazia parte de uma “organização criminosa transnacional” e usava a 
Seleção Brasileira para lavar dinheiro.
A suspeita é de que, ao lado do ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell, o ex-mandatário da CBF 
tenha lucrado 15 milhões de dólares (cerca de R$ 49 milhões) com a venda de direitos de imagem de 
jogos do Brasil a uma empresa do Catar.
O indiciamento não significa, necessariamente, que Ricardo Teixeira será preso pelos agentes 
brasileiros.
No entanto, pode servir para que os advogados do ex-dirigente recomendem a ele que enfrente o FBI 
e assine um acordo de delação premiada nos Estados Unidos.
Segundo Wanderley, Teixeira decidiu, também, não atender a telefonemas de pessoas que estão 
sendo monitoradas pelas autoridades.
Nesse momento, afinal, qualquer cuidado é pouco…

PS do Viomundo: Se a PF de fato indiciar Ricardo Teixeira, aumenta a pressão sobre a emissora, o 
que beneficia Michel Temer. Como se sabe, a Globo quer substituir Temer por Rodrigo Maia, o 
presidente da Câmara.
O futebol é o fio desencapado da Globo. Quando Teixeira caiu, denunciado por desviar R$ 30 
milhões da FIFA, mereceu uma reportagem elogiosa no Jornal Nacional.
Com a ascensão de José Maria Marin e Del Nero na CBF, Marcelo Campos Pinto — o homem-forte 
do futebol da Globo, parceiro de churrasco de Teixeira — passou a disparar e-mails elogiosos à nova 
gangue, que elogiou publicamente.
Kléber Leite, da Klefer, empresa de marketing do futebol que sofreu busca e apreensão no Rio de 
Janeiro, é outra bomba relógio do futebol. Ele obteve na Justiça do Rio, da juiza Débora Valle de 
Brito, da nona vara criminal, uma decisão que sustou a colaboração do MPF com o FBI na 
investigação do Fifagate.
O FBI não pode receber os documentos sobre cartolas brasileiros obtidos na busca e apreensão, 
inclusive os que potencialmente podem envolver a Globo.
O MPF entrou com recurso, mas ele dorme há mais de um ano na gaveta do desembargador 
Napoleão Nunes Maia Filho, no STJ. A quem interessa evitar a colaboração? Façam suas apostas.
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LULA: “MARCO AURÉLIO GARCIA FOI MAIS QUE UM CHANCELER”


Em São Paulo, funcionários da limpeza posam com Lula e Dilma ... Jamais você verá um 
tucano nessa foto

Emocionado no velório do ex-assessor de Assuntos Internacionais nos governos do PT, Marco
Aurélio Garcia, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta sexta-feira 21, o ex-
presidente Lula afirmou em seu discurso que "nenhum país teve o privilégio de ter um cara como
ele"; Lula destacou a grandeza de Marco Aurélio, que apesar de não ser diplomata por formação,
atuou sempre de forma sintonizada com o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim;
"O Marco Aurélio era mais do que chanceler. Me representava junto aos partidos de esquerda, aos
movimentos sociais, ao movimento sindical... e ainda disputava com o Celso a primazia de agradar
os governos do mundo inteiro", disse o ex-presidente; "Ele era adorado, era visto como uma figura
especial, de uma competência extraordinária", completou Lula, destacando sempre o bom humor do
fundador do PT


No enterro de Marco Aurelio Garcia, ex-assessor dos Governos Lula e Dilma, funcionários de 
manutenção e limpeza da Assembleia Legislativa de São Paulo (onde a maioria dos deputados 
governa para os tucanos, há 40 anos), formaram fila para tirar fotografias.
Isso jamais aconteceria com um tucano!

Em tempo: se forem terceirizados, esses funcionários serão pejotizados ou retrocederão ao regime 
da Escravidão no sistema de "trabalho servil intermitente" - princesa Isabel
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sexta-feira, 21 de julho de 2017

"LOIDE" COCHILA ENQUANTO "DEBI" DISCURSA NA ARGENTINA


"Debi & Loide" alavancam o humor brasileiro no exterior
Sentado ao lado de "Debi", "Loide" cochilou várias vezes 
enquanto seu parceiro falava.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, dormiu durante parte do discurso do presidente Michel
Temer, nesta sexta-feira (21) na 50ª Cúpula do Mercosul, em Mendoza, na Argentina. Sentado ao 
lado do presidente, Meirelles cochilou várias vezes enquanto Temer falava.
O país vizinho, Temer argumentou a "população vai entender" o aumento da taxação dos 
combustíveis para compensar o rombo decorrente da recessão e da queda de arrecadação. Na 
véspera, Meirelles anunciar o aumento de impostos sobre os combustíveis no Brasil. 
Mesmo com a crise enfrentada pelo governo, o ministro sinalizou a empresários, na última terça-
feira (18), que continuará no comando da equipe econômica caso o presidente deixe o Planalto.
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CHICANEIRO SEQUESTROU ATÉ PAGAMENTOS DA GLOBO A LULA


O jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço, reagiu indignado ao sequestro de R$ 9 
milhões, decorrentes das palestras do ex-presidente Lula, determinado pelo juiz Sergio Moro; 
"Eram receitas corruptas? Neste caso, as corruptoras eram a Globo, que lhe pagou R$ 450 mil, 
Bill Gates, cuja Microsoft pagou R$ 375 mil, a Nestlé, que pingou R$ 356,6 mil; o Bank of 
America, que casou mais R$ 876 mil… E por aí vai: Lojas Americanas, Terra, Tetrapak, TV 
Azteca do México, LG, Dufry (a cadeia de lojas aeroportuárias),Associação dos 
Supermercados, a Telos, que tem como parceiros a Abril, a Folha, o Governo de São Paulo… 
Tudo declarado, registrado e com os impostos pagos", diz ele 

 

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

O escândalo, agora, é com o fato de Lula ter aplicado R$ 7 milhões dos quase R$ 30 milhões que ganhou com palestras não num trustee ou numaoff-shore no Panamá.
Mas numa prosaica conta do Brasilprev, carteira de aposentadoria do Banco do Brasil.
É coisa corriqueira, de gente que nem sabe aplicar bem o dinheiro, porque – comentário de hoje na CBN da Mara Luquet, partir de 2’20” – aplicar no Brasilprev não é bom negócio. Sei disso, porque tenho Brasilprev, meu e de meu filho menor.
Dinheiro parado e, na modalidade VGBL, que não permite dedução no IR (isso, só no PGBL) e que recolhe imposto entre 35% (saque em até 2 anos) e 10% (saque depois de 10 anos).
O dinheiro era segredo?
Veja a edição de 29 de setembro de 2016 do Estadão, onde se registra que a empresa da palestras de Lula – onde ele é o “dono”, não é entidade filantrópica – tinha receitas -, em quatro anos, receitas de R$ 27 milhões .
Eram receitas corruptas?
Neste caso, as corruptoras eram a Globo, que lhe pagou R$ 450 mil, Bill Gates, cuja Microsoft pagou R$ 375 mil, a Nestlé, que pingou R$ 356,6 mil; o Bank of America, que casou mais R$ 876 mil… E por aí vai: Lojas Americanas, Terra, Tetrapak, TV Azteca do México, LG, Dufry (a cadeia de lojas aeroportuárias),Associação dos Supermercados, a Telos, que tem como parceiros a Abril, a Folha, o Governo de São Paulo…
Tudo declarado, registrado e com os impostos pagos.
Mas isso não vem ao caso.
É que uns lhe pagaram por mérito, outros por propina, conforme o Doutor queira.
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quinta-feira, 20 de julho de 2017

CHICANEIRO DE CURITIBA DEPENA LULA E SEQUESTRA TODOS SEUS PLANOS DE PREVIDÊNCIA



LULA: MORO FOI ATÉ BONZINHO E ME DEIXOU COM A PERUA DE 1982

Em entrevista no programa de José Trajano no Youtube, com a participação também dos jornalistas 
Juca Kfouri e Antero Grecco, o ex-presidente Lula comentou nesta quinta-feira 20 a decisão do juiz 
Sergio Moro que confiscou R$ 606 mil de suas contas bancárias, todos os imóveis e dois veículos; 
"O Moro foi condescendente comigo porque ele me deixou a perua de 1982. Inclusive ela até foi 
roubada. Espero que eles achem ela", ironizou; na conversa, Lula disse também que quando chegou à 
presidência "tinha uma obsessão que era provar que poderia governar melhor que a elite que vinha 
sendo governo"; assista à entrevista 


Nova decisão do Juizeco de Curitiba sequestrou nesta quinta-feira, 20, R$ 9 milhões em 
planos de previdência privada do ex-presidente Lula; a BrasilPrev informou que bloqueou o 
saldo de duas aplicações em previdência privada; uma delas está em nome da empresa de 
palestras de Lula, a LILS, com saldo de R$ 7,19 milhões; outra, individual, tem saldo de R$ 1,8 
milhão; a decisão ocorre um dia depois que R$ 606 mil em contas bancárias de Lula, além de 
quatro imóveis e dois carros, haviam sido bloqueados pela Justiça por determinação do juiz 
Chicaneiro.

MARCO AURÉLIO GARCIA: UM HERÓI NACIONAL !!!


Marco Aurelio Garcia, ex-assessor especial da Presidência da República, Morreu 

O ex-assessor especial da Presidência dos governos Lula e Dilma Marco Aurélio Garcia morreu 
nesta quinta-feira (20/07), aos 76 anos. A assessoria de imprensa do PT disse a Opera Mundi que a 
morte foi em decorrência de um infarto fulminante.
MAG, como era conhecido, foi artífice da construção da política externa brasileira durante o governo 
do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo sido um dos idealizadores das relações Sul-Sul e 
dos Bics. Ele era filiado ao PT e professor aposentado da Unicamp.
Segundo o partido, os líderes da agremiação devem se pronunciar em breve sobre o falecimento do 
ex-assessor especial, que serviu nos governos Lula e Dilma.
Biografia
Garcia começou a carreira como vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) e 
militante do Partido Comunista, “a única opção de esquerda em Porto Alegre” na época, contou, em 
entrevista a Opera Mundi em 2009. Para seu grupo, Luís Carlos Prestes era uma figura respeitada, 
mas já do passado. Os jovens eram mais inspirados pelo que se passava em Cuba, onde um punhado 
de guerrilheiros barbudos conseguira derrubar a ditadura de Batista.
“No início, a gente desconfiava um pouco da Revolução Cubana, parecia um modelo muito 
heterodoxo. As coisas mudaram com o golpe de Estado no Brasil: começamos a olhar para o Partido 
Comunista de maneira muito mais crítica e a acreditar na luta armada”, contou.
Um ano em Paris – onde a mulher e parceira intelectual Elisabeth Souza Lobo queria estudar 
sociologia da literatura – confirmou a sensação de que o mundo inteiro estava prestes a passar por 
uma revolução.
“Eu queria escrever uma tese sobre a sociologia do marxismo no Brasil, que acabei não fazendo. 
Decidimos que não podíamos perder mais tempo na Europa, era urgente participar deste processo”, 
lembrou. Em Paris, não dava para entender o alcance do Ato Institucional número 5, de dezembro de 
1968, decreto mais duro do regime militar.
Quando o casal chegou a Porto Alegre, em janeiro de 1969, a universidade tinha lhe retirado a oferta 
de um posto de professor. O jovem historiador tornou-se, assim, jornalista no diário gaúcho Zero 
Hora. “Foi legal. Aprendi a escrever rapidamente, com mais objetividade, e perdi minhas ilusões: no 
final das contas, o que você escreve hoje é usado para embrulhar o peixe na feira do dia seguinte”, 
contou, rindo.
“Nunca fui trotskista, apesar do que todo mundo acha, inclusive o Lula. Eles veem como prova o 
nome do meu filho, Leon, mas não tem nada a ver com Trotsky, é só um nome bonito”, insiste, sem 
convencer. Marco Aurélio apenas reconheceu ter sido influenciado pelo pensamento trotskista, que o 
ajudava a “escapar dos esquemas tradicionais”, e ter mantido “boas relações com os quadros da LCR 
[Liga Comunista Revolucionária, da França]”.
A pressão dos militares incentivou o casal Garcia a deixar o Brasil mais uma vez. “Naquele 
momento, me senti um desertor, alguém que fugia de uma obrigação moral muito forte. 
Retrospectivamente, fizemos bem”. Marco Aurélio e Elisabeth foram para Montevidéu, de onde 
fogem depois de alguns meses, no dia da queda dos tupamaros. “Eu vivi o filme ‘Estado de Sítio’, do 
Costa-Gavras, ao vivo”.
Destino: Santiago do Chile, sacudida pela recente eleição de Salvador Allende. “O Chile era uma 
democracia e a chegada ao poder da Unidade Popular foi uma experiência única. Para mim, era 
também a possibilidade de dar aula numa universidade, que era meu sonho”.
“Toda minha vida, fiquei dividido entre a militância política e a vontade de fazer carreira 
universitária. Talvez por isso, acabei não sendo nem um bom político, nem um bom intelectual. A 
divisão teve sua riqueza: o trabalho intelectual pode ser útil para o militante, e vice-versa. Acho a 
esfera acadêmica excessivamente dominada por uma perspectiva cética. O ceticismo é importante, 
mas ter algumas certezas pode ajudar a escolher o bom caminho intelectual”, disse.
Chile
Membro do MIR, um dos principais grupos da esquerda chilena da época, ele assistiu, impotente, à 
derrubada do governo socialista e da Unidade Popular, em setembro de 1973. “No dia do golpe, 
estávamos uns 40 reclusos na universidade, com algumas armas ridículas, esperando o levante 
popular que, obviamente, nunca aconteceu”.
Após ficarem presos por algumas horas, os brasileiros conseguiram se refugiar na Embaixada do 
Panamá, antes de se espalhar entre a Argentina, ainda democrática, o México e a Europa. Marco 
Aurélio e Elisabeth escolheram Paris, onde acabaram ficando de 1974 a 1979, dando aulas na 
universidade. Na época, a capital francesa era uma verdadeira encruzilhada de latino-americanos.
O MIR encarregou Marco Aurélio de organizar a militância na Europa. Munido de um passaporte de 
refugiado, podia circular à vontade para organizar reuniões e juntar dinheiro para a resistência. Mas 
as missões podiam ser bem mais complicadas. Certa vez, o comando do partido pediu para ele levar 
para os companheiros clandestinos no Chile 110 mil dólares, uma fortuna para a época.
”Sabia que era muito perigoso. Todos os que tentaram cumprir esta tarefa antes acabaram mortos em 
alguma parte do Chile”, diz. Marco Aurélio não tinha disposição para o heroísmo, mas acabou 
topando. “Uma vez mais, senti o peso daquela obrigação moral e política”.
Em 1979, a distensão do governo militar permitiu ao casal Garcia (Marco Aurélio e Elisabeth) voltar 
para o Brasil, desta vez diretamente para São Paulo. Na chegada, encontram outro país, um 
movimento operário potente e um novo líder: Lula. A criação do Partido dos Trabalhadores, em 
1980, parece um sopro de ar fresco.
“O partido tinha uma diversidade extraordinária, que impedia qualquer ortodoxia. A coisa que nos 
seduzia muito é que o setor hegemônico, constituído pelo núcleo sindical, não tinha nenhuma 
ideologia hegemônica”, lembra. A partir deste momento, a aventura do PT confundiu-se com a luta 
pela redemocratização do país e a conquista da presidência.
Sua querida Elisabeth Souza Lobo, mulher e parceira intelectual, não veria o sonho se realizar. Em 
1991, ela falece brutalmente num acidente de carro. Marco Aurélio era muito discreto em relação a 
este episódio, como explicou em artigo escrito na época: “Não vejo razão, nem interesse, para falar 
dos sentimentos de ausência e perda que me atravessam e, imagino, a todos aqueles que estiveram 
muito próximos de Elisabeth, não apenas no plano intelectual e político” (Teoria & Debate n° 14, em 
30/06/1991).
A eleição de Lula em 2002 e as primeiras batalhas no governo mudaram sua percepção das 
qualidades do PT. “Com o tempo, a falta de ideologia hegemônica virou um problema, que 
começamos a entender de maneira aguda depois da eleição de Lula. Como partido de esquerda, 
tínhamos dado um passo importante com a decisão de disputar o poder. Mas com uma concepção do 
poder errada, como se fosse um lugar, o proverbial palácio de inverno. O poder não é um lugar, é 
uma relação de força”.
Com Lula, o país avançou muito, mas a esquerda não tomou o poder, na concepção dele: “Como 
você pode considerar que tomou o poder com a imprensa que temos no Brasil? Ou com o peso do 
capital financeiro?”. Por este erro, Garcia se sentia responsável, junto com os outros intelectuais do 
partido. “Era nossa tarefa, não a dos dirigentes operários”.
O julgamento de Garcia, na época, sobre a atuação do PT, era duro: “Tudo o que um partido de 
governo tem que fazer não foi feito. O PT tinha que, de um lado, cobrar mais do governo sobre 
questões como a política econômica, e do outro, felicitar o governo quando anunciava por exemplo 
um forte aumento do salário mínimo. Mais que tudo, o partido tinha que apoiar o governo em 
momentos cruciais, como a crise de 2005 [causada pelo chamado mensalão]. Ao contrário, o partido 
ficou silencioso, perplexo”.
Garcia ficou no governo Dilma até o golpe contra a então presidente, em 2016.
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