terça-feira, 23 de maio de 2017

GRAMPO COM ANDREA NEVES DERRUBA O "ROLA BOSTA"


Em conversa interceptada pela Polícia Federal, o jornalista Reinaldo Azevedo dialoga com 
Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves, e classifica uma reportagem da revista 
Veja, onde trabalha, como "nojenta"; ele se referia à edição que trouxe Aécio na capa; no 
mesmo diálogo, ele também critica o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; assim que 
a conversa foi divulgada, Reinaldo pediu demissão de Veja e disse que o grampo violou um dos 
pilares da democracia, que é o sigilo entre jornalistas e suas fontes: "Há uma agressão a uma 
das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da 
conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo", escreveu, em 
resposta ao portal BuzzFeed.

247 - O jornalista Reinaldo Azevedo teve uma conversa com Andrea Neves, irmã do senador 
afastado Aécio Neves, interceptada pela Polícia Federal, informa o portal BuzzFeed. O assunto 
tratado são as acusações contra Aécio contidas na delação da Odebrecht.
No diálogo, ele classificou uma reportagem da revista Veja, onde trabalha, como "nojenta". Ele se 
referia à edição que trouxe Aécio na capa, com o título "A vez de Aécio", que traz a acusação do 
empresário Alexandre Accioly, dono da academia Bodytech, de que emprestou uma conta em 
Cingapura para Aécio receber propina da Odebrecht.
"Aí aparece uma história maluca, que já tinha aparecido um mês atrás mais ou menos naquele site 
BuzzFeed, dessa conta do Accioly em Cingapura. Que era, em tese, o mesmo dinheiro da minha em 
Nova York, que é o tal dinheiro da [usina] Santo Antônio. É essa coisa mágica, que ninguém 
consegue explicar, porque que o Aécio poderia ganhar uma bolada desse tamanho numa obra que é 
do governo federal. [...]", comenta Andrea na conversa.
Reinaldo criticou também o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele dizia que o Janot 
atacava Aécio por supostas pretensões de se candidatar ao governo de Minas Gerais ou ao Senado.
Assim que a conversa foi divulgada, o colunista pediu demissão de Veja e disse que o grampo violou 
um dos pilares da democracia, que é o sigilo entre jornalistas e suas fontes. 
"Há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo 
cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo", 
escreveu.
"A PF não considerou indícios de crimes na conversa realizada entre o jornalista e sua fonte, Andrea 
Neves. Mesmo assim, as gravações foram anexadas pela Procuradoria-Geral da República ao 
conjunto de áudios anexados ao inquérito que provocou o afastamento de Aécio e a prisão da irmã", 
diz a reportagem do BuzzFeed.
Leia aqui o diálogo gravado e confira a íntegra da resposta de Reinaldo:

"Pela ordem:
Comecemos pelas consequências.
Pedi demissão da VEJA. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a 
direção da revista concordou.
1: não sou investigado;
2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da 
investigação;
3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;
4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; 
depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;
5: mas me ocorreu em seguida: "se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não 
fariam isso com um jornalista que é critico ao trabalho da patota.
6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria 
considerado um escândalo. Por aqui, não.
7: tratem, senhores jornalistas, de só falar bem da Lava Jato, de incensar seus comandantes.
8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;
9: Bem, o blog está fora da VEJA. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão 
sabendo.
10: O que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está 
sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;
11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime 
esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do 
jornalismo".
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PIB MANDA DEMOLIR PRÉDIO ERRADO NA CRACOLÂNDIA E FERE TRÊS PESSOAS


"Não somos lixo, somos gente", afirmaram pessoas que moravam no imóvel que veio abaixo 
após ação desastrada da prefeitura, que demoliu prédio ao lado; ao menos três pessoas ficaram 
feridas na operação que não se preocupou em evacuar todos os imóveis das imediações; medida 
faz parte da "limpeza" da Cracolândia que vem sendo promovida pelo prefeito João Doria 
(PSDB) .

Revista Fórum - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), na operação de guerra que reprimiu 
moradores de rua e dependentes químicos da região da Cracolândia no último final de semana, havia 
afirmado que acabaria com o programa de redução de danos "De Braços Abertos" e que demoliria os 
hotéis e pensões que abrigavam os beneficiários do programa.
Conforme prometido, o prefeito iniciou a operação de demolição na tarde desta terça-feira com a 
destruição de um prédio na rua Dino Bueno. A prefeitura só se esqueceu de evacuar, como em 
qualquer operação do tipo, todos os imóveis da região.
A demolição do prédio acabou afetando um imóvel ao lado, onde parte da estrutura veio abaixo. De 
acordo com testemunhas, no local havia algumas pessoas que não haviam sido avisadas da 
demolição e estavam dormindo. Ao menos três ficaram feridas e o corpo de bombeiros segue 
procurando por mais vítimas entre os escombros.
"Não somos lixo, somos gente", diziam os moradores do prédio que foi abalado. Uma das 
moradoras, gŕavida, disse ao portal G1 que queria ser ressarcida pelas perdas, já que pagava todos os 
impostos do local onde morava.
Antes do desabamento, o secretário municipal de Justiça havia afirmado que a demolição só seria 
realizada após o mapeamento da área e a devida remoção de todos os moradores. Algo que, pelo 
visto, não aconteceu.
O prefeito João Doria chegou a ir ao local hoje antes da demolição, mas foi embora antes que a 
tragédia acontecesse.
Procurada pela reportagem, a prefeitura de São Paulo afirmou que só se pronunciaria sobre o caso 
em uma coletiva de imprensa marcada para começar às 16h.
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GOLPE CONTRA A PREVIDÊNCIA: NA PORRADA A SESSÃO NO SENADO É SUSPENSA



No Blog do Esmael

Um intenso bate-boca na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, presidida pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), terminou em muito bate-boca, xingos de golpistas e palavras de ordem como Fora Temer.
A reunião que votaria o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) foi suspensa por causa das hostilidades entre os parlamentares.
Em vários momentos houve tensão, como aquele protagonizados entre os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Otto Alencar (PSD-BA). O peemedebista ameaçou resolver críticas do colega baiano na “porrada”.
Na sequência, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez um apelo para que a reforma da previdência fosse retirada da pauta porque estava sendo votada de forma unilateral.
A confusão ampliou-se depois que a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) fez uma questão de ordem e a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) propôs que não fosse lido o relatório na CAE.
Por fim, a oposição impediu a reabertura de reunião da CAE para a leitura de relatório da PEC 38/2017, do senador Ricardo Ferraço, deve ficar para esta quarta-feira (24).
Assista e veja por si mesmo a confusão na CAE:

OTÁRIO NESS DE CURITIBA



No último domingo, os dois Vira latas da Globo Jato exibiram-se para os gringos, numa edição do 
programa “60 minutes”, da rede CBS.
O cidadão da república das bananas de Curitiba, Deltan Dallagnol pavoneou sua megalomania 
dizendo que a Globo Jato é “muito, muito maior do que o escândalo do Watergate” que derrubou o 
presidente norte-americano Richard Nixon. Mas tudo bem, sabemos que o frangote do MP não bate bem na cabeça.
Mas Sérgio Moro superou Deltan.
Comparou-se a Eliot Ness, o agente do Tesouro dos EUA (que não se perca pela função) que 
prendeu Al Capone.
Normalmente não faria isso, mas como juiz que se mete á estrela, sucumbe à vaidade e “se acha” 
intocável, acaba por merecer.
É que o Dr. Moro talvez não conheça o que aconteceu com Eliot Ness, o de verdade, não o Kevin 
Costner do filme.
O caso de Ness com Capone não foi o que levou o mafioso à cadeia.
Cheio de fama, foi ser o homem-forte da segurança na cidade de Cleveland, onde se revelou um 
ineficiente e um cruel, chegando a atear fogo a favelas na cidade. Tentou se prefeito, não se elegeu e 
acabou, dizem, de metendo num acidente de automóvel, onde suspeitou-se que ele – o homem da Lei 
Seca – dirigia embriagado.
Foi trabalhar na segurança da Diebold, esta que fabrica nossas urnas eletrônicas, mas foi mandado 
embora e morreu na miséria, no ostracismo e na depressão.
A vida, Dr. Moro, não é um filme de Hollywood. E, quando parece ser, em geral termina com o 
cenário desmoronando.
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CADÊ VOCÊ JOÃO PLENÁRIO ?


Ele tem que se dar por impedido! 

Liga o Vasco, navegante de longo curso, "posicionado", como diria a Fel-lha, no Lago Sul, à espera 
da remoção do Mineirinho para a Papuda:
- Por onde anda o Opinador Geral da República?
- Quem, Vasco?
- Esse que você agora chama de Gilmar 45.
- Ah, sei, aquele que cumpre religiosamente as ordens do Mineirinho...
- Isso, esse presidente do PSDB que você e o Brasil chamam de gângster.
- Sim, Vasco, mas, e daí?
- Você viu que o Janot recorreu da decisão do Ministro Fachin e mandou prender o Mineirinho de 
novo.
- Vi! Esse Janot está danado, Vasco!
- É mas, não explica quem está por trás daqueles procuradores.
- Nem quem são os dois juízes do Joesley.
- Mas, e daí, Vasco?
- Isso significa que o Janot ferrou o Gilmar...
- 45...
- Isso, ferrou o Gilmar 45 de novo.
- Por que, Vasco?
- Porque com o pedido de prisão, o 45 não pode votar no processo da chapa no TSE, porque foi o 
Mineirinho quem entrou no TSE só para encher o saco do PT, lembra?
- Sim, claro. O gângster é parte e manda no 45. Logo, o 45 tem que se dar por impedido.
- E mais! O Gilmar não pode mais ser relator do processo contra o Mineirinho no STF...
- O processo sobre Furnas.
- O Janot entubou o Gilmar duas vezes com um tubo só!
- Quem manda ter disenteria verbal.
- Está impedido!
- É, mas você sabe como é o Gilmar... ele não vai se dar por impedido.
- Vai se dar... o quê?
- Por inconclusivo!
Fecha o pano, rápido!

PHA
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TICIANA MULHER DO JOESLEY SEGUE A MESMA TRILHA DE MARCELA E CLAUDIA CRUZ


Ticiana e Joesley

Por Nathali Macedo 

Descobriram a esposa de Joesley Batista, o empresário da JBS que, nas últimas semanas, jogou uma 
bomba no já caótico cenário político brasileiro.
Ticiana Vilas Boas, ex-âncora do SBT e apresentadora do programa “Duelo de mães”, na mesma 
emissora, tinha programas patrocinados pelo grupo empresarial do marido.
Na primeira temporada de “Bake off”, por exemplo, um comercial de 30 segundos custava R$ 268 
mil. Três marcas do grupo detiam estas cotas.
A apresentadora, que sempre fez questão de priorizar a carreira apesar do
conservadorismo do marido – que, segundo consta, “não gosta que a esposa
se exponha” (pffff) – manteve-se em silêncio acerca do escândalo no qual ele
se envolvera e tomou providências quanto às críticas em suas páginas nas
redes sociais: diz-se até que contratou alguém só para apagar os comentários
negativos.
Sábia. 
Ninguém merece queimação de filme pelas cagadas do marido. A gente fica
só com a parte boa: o apartamento em Nova York, na Baía de Guanabara e os
investimentos nos programas culinários de gosto duvidoso.
Segue ela o bom exemplo de Marcelinha – bela, recatada e do lar – que gasta
doze milhões no cartão coorporativo com o maridão – sim, cada centavo saiu
do seu bolso, nobre “contribuinte” – e depois, num vestido branco singelo, fala em salvar nossas
criancinhas.
Ou de Claudia Cruz – Bela, recatada e dólar – que gastou tubos de dinheiro imundo na Suíça e até
hoje não prestou contas a Sérgio Moro.

Certamente já está com os olhos menos arregalados a esta altura.
E que não me venham falar em sororidade. Recorte de raça e classe é bom e
eu gosto. Eu, mulher nordestina, não tenho obrigação de ter sororidade com
mulheres que não têm sororidade com nenhuma mulher brasileira além delas
próprias.
Agora, Ticiana “descansa das redes sociais” e espera a poeira baixar, junto
com o marido, em seu apartamento luxuoso em Nova York.
É assim que os ricos sofrem.
Enquanto isso, no Brasil, prossegue o caos aberto por Joesley, o ricaço que
encara a corrupção com uma naturalidade assustadora.

Em tempo: há mais algum rico neste país que se chame Joesley?
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5 MOTIVOS PARA DESCONFIAR DA GLOBO EM SUA CAMPANHA PARA DERRUBAR O POSTIÇO


Pois é
O escândalo que fez de Michel Temer e de Aécio Neves mortos vivos da política brasileira não teria 
a mesma repercussão se a Rede Globo não estivesse com seus canhões mirados nos dois.
Mas é preciso separar o joio do trigo – no caso, um tipo de trigo é o trabalho dos procuradores da 
República e dos policiais federais em Brasília que, ao contrário de seus colegas no Paraná, 
trabalharam e trabalham em silêncio.
Eles apuram fatos, reúnem provas e estas falam por si.
Já a Globo, como fez no Fantástico deste domingo, começa a fazer uma campanha pela moralidade 
pública.
Nada contra.
Mas a Globo, liderando uma campanha desse tipo, é como ver a raposa tomando conta do galinheiro.

Por Joaquim de Carvalho 

Cinco motivos para não confiar na emissora da família Marinho — dos mais recentes aos mais 
antigos:

  1. Paula Marinho, neta de Roberto Marinho, filha de João Roberto, um dos três proprietários da Rede Globo, era uma das clientes do escritório da Mossak Fonseca no Brasil. Segundo papelada apreendida pela Polícia Federal – e até agora não investigada –, ela pagava pela manutenção de uma offshore incluída no escândalo internacional de lavagem de dinheiro conhecido como Panamá Papers. A offshore, Vaincre, é a real proprietária da Paraty House.
  2. Eu estive nas Ilhas Virgens Britânicas e mostrei que a emissora abriu uma empresa de fachada, que, segundo a Receita Federal, serviu de veículo para sonegar impostos no Brasil devidos pela compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo em 2002. A fraude foi comprovada, mas o processo que incrimina os donos da Globo foram furtados do escritório da Receita no Rio de Janeiro na véspera de ser encaminhado para o Ministério Público Federal.
  3. A Globo manteve na Europa a jornalista Miriam Dutra, que dizia ter um filho com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Miriam recebeu salário durante muito tempo sem trabalhar e, segundo ela, a Globo foi beneficiada por mantê-la numa espécie de exílio. Entre os favores, segundo ela, estavam financiamentos do BNDES.
  4. A Globo apoiou a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral com a condição de nomear o então ministro das Comunicações, que, mais tarde, ajudou a sufocar o dono de uma empresa que a Globo acabou comprando a preço vil. O caso está bem descrito no livro A História Secreta da Rede Globo, de Daniel Herz, e também no documentário Muito Além do Cidadão Kane.
  5. A Globo foi criada na década de 60 com dinheiro do grupo Time Life, americano, no auge da guerra fria. Essa injeção de dinheiro estrangeiro era proibida na época, e uma CPI no Congresso Nacional concluiu que a Globo não poderia ser concessionária de radiodifusão, em razão de fraudes – o dinheiro do grupo estrangeiro seguiu caminho subterrâneo, para disfarçar a sociedade com Roberto Marinho. Na época, desapareceu de um cartório no Rio de Janeiro a página do livro que descrevia um arrendamento de fachada. Na véspera do AI 5, a Globo ganhou a concessão em caráter definitivo.
Poderia citar muito mais aqui, como o empréstimo a juro subsidiado no governo Collor para 
construir o Projac, o lobby da Globo que transformou o horário eleitoral gratuito em crédito 
tributário ou a pressão sobre o governo estadual do Rio de Janeiro para alterar legislação de proteção 
ambiental e permitir a construção de edifícios no Jardim Botânico – especificamente o Parque Lage.
Por causa disso, o ex-governador Carlos Lacerda, que denunciou a pressão da Globo, chamou 
Roberto Marinho de Al Capone brasileiro.
A história dirá o que a Globo ganha com a queda de Michel Temer – de graça, pelo histórico da 
emissora, não é. Mas, neste tempo, sem os canhões dela, Michel se fortalece.
A Globo ergueu seu império graças aos “favores especiais” que prestou aos governos.
O livro Dossiê Geisel, baseado em documentos do general Ernesto Geisel em seus dias na 
presidência, cita essa expressão, como tendo sido criada por Roberto Marinho
O fundador da Globo a usou para cobrar novas concessões de rádio e tv, como retribuição pelo que 
fazia em defesa da ditadura. Uma troca de favores especiais.
O ministro das Comunicações, Quandt de Oliveira, era contra, porque via nas novas concessões o 
risco da família Marinho atingir o monopólio do setor.
Como se vê hoje, Quandt perdeu na disputa.
E a Globo, na troca de favores com os militares, alcançou índices de audiência só comparáveis a 
estatais de TV em governos autoritários, como a Coreia do Norte, onde não existe concorrência.
O ex-governador Leonal Brizola, o único do primeiro escalão da política brasileira que não teve 
medo de enfrentar a família Marinho, dizia que é fácil saber o que é melhor para o Brasil.
Basta ir na direção contrária ao que defende a Globo.
A situação no País hoje é mais complexa e seguir na direção contrária à da Rede Globo significa, 
neste momento, apoiar Michel Temer.
Simplesmente, não dá.
A história do joio e do trigo é uma metáfora cristã, que diz que é preciso esperar que o joio e o trigo 
cresçam para que se identifique o que é joio e o que é trigo. E aí, sim, arrancar o que não presta, sem 
o risco de, ao retirar o joio, acabar também com a plantação de trigo.
A Globo é joio e cabe atenção para que, com a queda dos seus antigos aliados golpistas, ela não 
apresente a fatura.
Pode não parecer, mas é a Globo que é uma concessão do Brasil. E não o contrário.

 

VOTOU O IMPEACHMENT E TOMOU GRANA NO ESTÁDIO


Rogério Rosso foi um dos deputados canalhas, canalhas, canalhas que votou a favor do Golpe 
contra a presidenta Dilma.

PF diz que há indícios de que Rosso recebeu 
dinheiro da obra do Mané Garrincha

As investigações da Polícia Federal (PF) na
Operação Panatenaico – que prendeu na manhã
desta terça-feira (23) os ex-governadores José
Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) –
apontam que há indícios de que o deputado
federal Rogério Rosso (PSD-DF) recebeu
dinheiro desviado das obras da reconstrução do
estádio Mané Garrincha, em Brasília.
Em 2010, o parlamentar do PSD comandou o governo do Distrito Federal por oito meses em um 
mandato tampão após a renúncia de Arruda por conta dos desdobramentos da Operação Caixa de 
Pandora.
(...) A operação é baseada nas delações premiadas de executivos da construtora Andrade Gutierrez. 
Os delatores revelaram que foi montado um esquema de corrupção para desviar recursos das obras 
do Mané Garrincha, que foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
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PERFEITO (PREFEITO) IDIOTA BRASILEIRO BANCA DE XERIFE NA CRACOLANDOIA PARA ESCONDER A PAUTA PODRE DE SEUS SÓCIOS, MINEIRINHO E MT

Cracolândia paulistana não acabou, somente mudou de lugar, disse o promotor de Justiça 
Arthur Pinto Filho, do Ministério Público (MP) de São Paulo; "Hoje a Cracolândia não 
acabou coisíssima nenhuma, ela muda de lugar", disse o promotor. "Fizeram uma operação 
policial para prender traficantes. Qual foi o reflexo disso? Espalha-se os usuários pela cidade", 
disse; no domingo, o prefeito João Dória disse, após a operação, que a Cracolândia tinha 
acabado enquanto o governador Geraldo Alckmin, afirmou que ação "foi o primeiro passo 
para acabar com a Cracolândia"

No Blog do Rovai
O governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, comandados pelos tucanos Geraldo Alckmin e João Doria Jr., realizaram mais uma operação absurda na noite de ontem na região conhecida como Cracolândia, na região da Luz. O discurso para inglês ver é de que o objetivo seria de acabar com o uso de drogas no local.
Esta não é a primeira vez que uma operação dessa natureza em parceria entre Estado e Prefeitura ocorre. Na gestão Kassab aconteceu o mesmo. E não deu em nada, além de fazer com que os usuários se espalhassem pela cidade e criassem novas cracolândias.
Ontem de madrugada, isso já tinha se tornado realidade e um posto de combustível foi ocupado por usuários e se tornou um novo ponto de uso e tráfico de drogas, além de abrigo. O comércio fica na Avenida Rio Branco, a duas quadras do antigo ponto de concentração.
O que Alckmin e Doria querem, na verdade, não é resolver o problema da cracolândia que eles sabem ser muito mais complexo. Eles realizaram esta operação no momento mais delicado da história política do PSDB para tentar esconder que fazem parte deste imenso lodaçal. E poderem usar o dia de hoje para tratar de outra coisa que não seja o escândalo envolvendo o governo Temer e o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves.
Não tem a ver com drogas, tem a ver com marketing.

TEMER DEMITE HOJE ASSESSOR PRESO HOJE


Felipelli entre o angorá e o chefe: em que outro estádio ele assessorava? (Créditos: Cadu 

Tadeu Filippelli, assessor especial do presidente Michel Temer preso nesta terça-feira, foi exonerado 
(...) A operação da Polícia Federal é baseada em delação da Andrade Gutierrez sobre suposto 
esquema de corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha para a Copa.
A exoneração já foi assinada por Michel Temer e está na Casa Civil. A demissão de Filippelli deve 
ser publicada no Diário Oficial a partir desta quarta-feira.
Filippelli, correligionário de Temer é um dos assessores mais próximos do presidente, foi vice-
governador do DF. Segundo um funcionário do Gabinete Pessoal da Presidência, onde Filippelli 
exercia cargo comissionado, ele costumava ir ao Palácio do Planalto todos os dias e trabalhou 
normalmente nesta segunda-feira. (...) A operação é baseada em delação premiada da Andrade 
Gutierrez sobre um esquema de corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha. De acordo com as 
investigações, o superfaturamento na construção chega a quase R$ 900 milhões — com custo 
previsto de R$ 600 milhões, o estádio saiu a R$ 1,575 bilhão ao fim de 2014. Trata-se da arena mais 
cara de toda a competição. (...)
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Por que o PIB João Doria doou 50 mil reais para o homem da mala do Temer?



No Blog do Rovai

O prefeito de São Paulo, o tucano João Dória, que já apoiou entusiasticamente o senador Aécio 
Neves e que agora faz de conta que não o conhece, doou 50 mil reais para a campanha do deputado 
federal Rodrigo Rocha Loures na sua última eleição, em 2014.
Declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a doação foi feita via transferência eletrônica no dia 
29 de agosto de 2014.
Como se sabe Rocha Loures não era apenas um intermediário de Temer para assuntos heterodoxos. o 
que ficou claro na conversa entre o presidente e o empresário Joesley Batista da JBS. Também foi o 
homem da mala de Temer, que, aliás, acaba de ser entregue nesta manhã pelo próprio deputado na 
sede da Polícia Federal em São Paulo.
Por coincidência, quando as denúncias contra Rocha Loures e Temer vieram à tona o deputado 
estava com João Doria num evento do Lide, em Nova Iorque, onde foi produzida a foto que ilustra 
esta nota.
Em 2014, além de ter doado os 50 mil reais a Rocha Loures, Doria também doou 200 mil reais ao 
então candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, adversário do seu padrinho político, 
Geraldo Alckmin. Skaf também está envolvido em denúncias de doações irregulares.
Um amigo que conhece o submundo das campanhas eleitorais informa ao blogueiro que dinheiros de 
malas costumam ser regularizados no caixa 1, quando necessário, por doações de quem têm renda.
Essas pessoas recebem parte da mala e colocam na conta do amigo aquilo que ele precisa para quitar 
alguma conta específica e que só pode ser paga pelo caixa 1.
Evidente que o blogueiro não está dizendo que foi isso que ocorreu neste caso. Mas seria interessante 
que a PF e os promotores dessem uma olhada com mais rigor nas contas de gente como Rocha 
Loures, que agora foi pego com a mão na mala. Afinal, seus doadores não podem ser criminalizados, 
mas podem explicar muito de suas atividades.
E a despeito de qualquer outra suspeita, a pergunta que não quer calar é: por que Doria doou 50 mil 
reais a Rocha Loures? Qual o interesse que tinha com isso? Afinal, como se sabe, ele é um bom 
gestor. E não deve ficar jogando seu dinheiro fora por aí.
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LAVA JATO PODRE: DELEGADOS AECISTAS “NÂO SABIAM NADA DE NADA” SOBRE SEU HEROI

 

Marcelo Auler, em seu blog, relembra detalhes do comportamento dos delegados da Operação Lava
Jato – e também do juiz Sérgio Moro – diante de Aécio Neves, agora desmascarado e com um 
pedido de prisão pendente contra ele no STF. O policiais, tão capazes de saber de tudo e mais um 
pouco que pudesse ser atribuído a Lula e Dilma, não sabiam de nada sobre o senador tucano, para 
quem chegaram a montar um grupo de apoio eleitoral na internet.

Aécio, o queridinho dos operadores da Lava Jato 

Outubro de 2014, no Facebook, acima de diversas fotos do candidato à presidência da República 
pelo PSDB, Aécio Neves, rodeado de vistosas mulheres, o delegado de Polícia Federal, Igor 
Romário de Paulo, chefe da Delegacia Regional do Combate ao Crime Organizado (DRCOR) no 
Paraná, apontado pelo agente Dalmey Fernando Werlang como autor da ordem para instalar um 
grampo ilegal na cela que receberia o doleiro Alberto Youssef, postou em um grupo fechado:
“Este é o cara!”.
Dias depois, às vésperas do segundo turno que reelegeu Dilma Rousseff, do PT, o delegado federal 
encarregado das investigações da Operação Lava Jato, Márcio Anselmo Adriano, comentou a notícia 
na qual Luiz Inácio Lula da Silva dizia que Aécio não era “homem sério e de respeito”. Márcio 
Anselmo escreveu:
“O que é ser homem sério e de respeito? Depende da concepção de cada um. Para Lula realmente 
Aécio não deve ser“.
Não demorou muito e o delegado Mauricio Moscardi Grillo, que em sindicância concluiu que o 
grampo na cela de Alberto Youssef era inoperante, apesar de ele ter registrado 263 horas e 41 
minutos de conversas – leia em Armação Federal II: “indisciplinas” do DPF Moscardi -, também 
deixou sua digital na campanha de Aécio. Abaixo do comentário de Márcio Anselmo, postou uma 
propaganda eleitoral do tucano segundo a qual Lula e Dilma sabiam de toda a corrupção do esquema 
da Petrobras, acrescentando:
“Acorda!”.
As postagens vieram a público em 13 de novembro daquele ano, já com a eleição definida. Foram 
reveladas na reportagem de Júlia Duailibi, em O Estado de S. Paulo: Delegados da Lava Jato exaltam 
Aécio e atacam PT na rede.
Continue lendo no blog do Marcelo Auler.

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Lembra da “caravana democrática” a Caracas? Metade está na lista do Fachin.


Ao chegar em Caracas o veículo em que a comitiva estava foi alvejado por mangas podres 
atiradas pelos manifestantes, que gritavam "fora" e "Chávez não morreu, se multiplicou".

No Nocaute  

Em uma abafada tarde de junho, dois anos atrás, desembarcou de um jato da Força Aérea Brasileira 
no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, uma nutrida delegação de oito senadores 
brasileiros. Com despesas cobertas pelo contribuinte, suas excelências lá estavam com o humanitário 
objetivo de visitar presos políticos encarcerados pela ditadura bolivariana.
Mal pisaram em território venezuelano. Minutos depois de deixar a estação de passageiros, a van que 
os transportava foi alvo de uma tempestade de mangas podres, atiradas por membros dos Coletivos 
Chavistas de Maiquetía, cidade onde se situa o aeroporto internacional (a viagem e a hora do 
desembarque estavam em todos os jornais). Os parlamentares brasileiros deram meia-volta e 
retornaram a Brasília sãos e salvos.

Duas semanas atrás, antes que o circo golpista pegasse fogo, esteve no Brasil a senhora Lilian 
Tintori, mulher de Leopoldo López, um dos dois “presos políticos” que a delegação brasileira tentara 
visitar. Foi recebida, entre outros, pelo presidente Postiço Michel Temer, pelo governador paulista 
Geraldo Alkmin e, claro, pelo hoje senador afastado Aécio Neves.



Imagino que a esta altura do campeonato o presidente Nicolás Maduro deve estar saboreando o 
noticiário recente do Brasil. Dos oito senadores da chuva de mangas, quatro estão a caminho do 
cadafalso, acusados de crimes diversos pelo ministro Celso Fachin, do Supremo Tribunal Federal.
A lista dos acusados de malfeitorias começa pelos líderes da caravana a Caracas, Aécio Neves 
(PSDB-MG) e Aloysio Nunes (PSDB-SP). Aécio, afastado do cargo pelo STF, é alvo de cinco 
inquéritos por delitos de corrupção passiva e corrupção ativa, lavagem de dinheiro e fraude a 
licitações.


Aloysio Nunes, atual chanceler brasileiro, é acusado de receber R$ 500 mil ilegalmente na campanha 
para o Senado em 2010, corrupção passiva e corrupção ativa e é suspeito de crimes de lavagem de 
dinheiro, crime contra a ordem econômica e fraude a licitação.
Os outros dois valentes defensores dos direitos humanos dos venezuelanos, Cássio Cunha Lima 
(PSDB – PB) e Ricardo Ferraço (PSDB – ES), são acusados de crime de caixa dois nas campanhas 
de 2010 e 2014 para o Senado.
E isso sem levar em conta o mega vazamento dos grampos armado por diretores da JBS Friboi. Os 
venezuelanos ainda vão rir muito nas próximas semanas.
Assista aqui cenas da comitiva sendo escorraçada:

ESCÂNDALO: DELCÍDIO DEPÔS AO DEPARTMENT OF JUSTICE!


E ainda vão levar o pré-sal, a base de Alcântara, o programa nuclear... Chega de 
intermediários: bota no lugar do Supremo!  

O advogado Cristiano Zanin contou à TV Afiada como a Lava Jato se entregou de joelhos à 
Justiça americana - de forma totalmente ilegal.
A Lava Jato atropelou o Executivo como a Wehrmacht entrou nos sudetos da 
Tchecoslováquia...Agora, o notório Delcídio revela outros detalhes dessa transformação da 
Justiça brasileira na "justiça" de Puerto Rico.

O ex-senador Delcídio do Amaral prestou depoimento ontem ao juiz federal Sergio Moro, no âmbito 
da ação em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu acusado de receber quase R$ 13 
milhões em propina da Odebrecht por meio da compra de um terreno para o Instituto Lula em São 
Paulo e de um apartamento vizinho ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP).
Além de reafirmar que o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, era o responsável 
por estruturar o Instituto Lula, ele também revelou que participou de uma audiência sobre a Lava-
Jato convocada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. De acordo com Delcídio, as 
autoridades americanas enviaram um ofício ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo que o ex-
senador fosse ouvido em uma oitiva.
A audiência teria ocorrido na sede do Tribunal de Justiça em Campo Grande (MS), com a presença 
de um juiz, de procuradores do Ministério Público Federal e de advogados da Petrobras. O ex-
senador não precisou a data em que a oitiva ocorreu.
Fundos e investidores que processam a Petrobras nos Estados Unidos já haviam conseguido 
autorização na Justiça americana para ouvir diversos envolvidos no escândalo de corrupção na 
estatal, mas não ficou claro pelo depoimento do ex-senador se a audiência fez parte desse processo 
ou não.
Segundo Delcídio, nenhuma autoridade americana compareceu à audiência. Foi o juiz brasileiro que 
leu as perguntas enviadas, que, de acordo com o ex-senador, seriam genéricas, citando trechos da 
delação feita por ele e perguntando se ele confirmava os fatos.
"Fiquei até constrangido. Dizia pro juiz: "mas a resposta está na minha colaboração!", afirmou o ex-
senador. "Todos nós ficamos numa saia justa danada naquela audiência, porque ninguém entendeu 
por que aquilo ocorreu em Campo Grande (MS). O Ministério Público deslocou procuradores, a 
Petrobras enviou advogados, e a parte interessada não estava presente", diz.
Ainda de acordo com Delcídio, o próprio juiz tinha dificuldade em entender as perguntas feitas pelas 
autoridades americanas, e um dos advogados da Petrobras tentava explicar o motivo das questões 
sob a ótica do sistema de Justiça dos EUA. "Foi uma audiência no mínimo surpreendente." (...)
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DEPUTADO LIGOU PARA CERIMONIAL DE TEMER 1H10M DEPOIS DE RECEBER MALA DE DINHEIRO; GLOBO JÁ SE PREPARA PARA SE GRAVAÇÃO DE JOESLEY TIVER SIDO EDITADA


Deputado foge com a mala. No áudio fica claro que os agentes da PF não conseguiram registrar 
a placa do táxi. O dinheiro foi devolvido por Loures à PF na noite de 
segunda-feira noite

Da Redação

Pouco mais de uma hora depois de receber a mala contendo 500 mil reais do lobista Ricardo Saud, 
da JBS, o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), agora afastado, ligou para o 
O dinheiro era o cumprimento de uma promessa de que Michel Temer receberia ao menos 500 mil 
— até um milhão por semana, dependendo do preço da energia — se um contrato de 25 anos fosse 
fechado entre a Petrobras e uma termelétrica do dono da JBS em Cuiabá com a oferta de gás 
boliviano a preços camaradas.
Segundo a Polícia Federal, um chip não foi colocado na mala para descobrir o destino do dinheiro. 
Por isso, meio milhão de reais em notas de 50 estão perdidos por aí.
Dois dias depois da entrega, o deputado Loures voou com Michel Temer entre Brasília e São Paulo. 
A ligação telefônica teria sido para garantir a inclusão de Loures na comitiva do presidente.
Em sua primeira declaração sobre o caso, Loures disse que não sabia que 500 mil reais em dinheiro 
estavam dentro da mala, uma resposta implausível que leva à pergunta: por que, então, ele não 
devolveu o butim?
[Nota do Viomundo:



Por outro lado, a rádio CBN, da Globo, recuou em afirmação anterior de que o áudio da conversa 
entre Joesley Batista e Temer era compatível com a programação da emissora, ouvida no rádio do 
carro do dono da JBS antes e depois que ele deixou o Palácio Jaburu.
Depois de uma análise mais detalhada, a CBN agora diz que há 6 minutos e 21 de segundos de 
diferença entre o tempo de gravação e o tempo da programação, ou seja, faltam 6 minutos e 21 
segundos.
Existe outra indicação de que a fita foi cortada: a coluna Radar Online, da Veja, informou na 
segunda-feira que num trecho suprimido do áudio o dono da JBS, casado com a jornalista Ticiana 
Villas Boas, teria falado sobre a esposa com o usurpador Michel Temer, que também teria feito 
comentários sobre a primeira dama Marcela Temer.
Contratado por Temer, o perito Ricardo Molina diz tratar-se de um áudio imprestável.
O blogueiro da Globo Ricardo Noblat gozou Molina no tweeter, dizendo tratar-se do mesmo 
profissional que atestou que uma bolinha de papel atirada na cabeça do candidato tucano José Serra, 
na campanha presidencial de 2010, era na verdade um objeto bem mais pesado, talvez um rolo de 
fita.
Noblat esqueceu que Molina foi o perito recrutado pela própria Globo para dar veracidade à tese de 
“lesão cerebral” em Serra. Molina, aliás, já trabalhou numa causa pessoal do atual chefão do 
Jornalismo da Globo, Ali Kamel.
A defesa de Michel Temer certamente vai tentar impugnar o conjunto da gravação, alegando que foi 
adulterado.
Curiosamente, o Jornal Nacional desta noite suprimiu qualquer notícia sobre a “perícia” de sua rede 
de rádios, a CBN.
O telejornal da Globo, que é paginado de forma a prejudicar Temer — notícias favoráveis a ele no 
início, seguidas de desmentidos em massa depois — , passou a dizer nesta segunda-feira que não 
importa o conteúdo total da gravação, mas os trechos essenciais que todos os peritos — da Folha, do 
Estadão e da própria Globo — disseram não terem sido adulterados: a conversa em que Joesley 
sugeriu que estava resolvendo todas as pendências financeiras com Eduardo Cunha e que mantinha a 
amizade com o ex-presidente da Câmara — “tem que manter isso, viu?”, respondeu Temer — e o 
ponto em que o dono da JBS diz que está se acertando com os dois juizes que cuidam de um dos 
inquéritos a que responde — “ótimo, ótimo”, respondeu Temer.
A Globo também fez uma reportagem sobre como será a perícia da Polícia Federal, frisando que ela 
poderá validar alguns trechos da conversa mesmo que outros tenham sofrido cortes.
O JN não deu destaque extraordinário à nova denúncia da Força Tarefa da Operação Lava Jato de 
Curitiba contra Lula, por supostas vantagens recebidas num sítio de Atibaia que não pertence 
formalmente ao ex-presidente. É possível, repetimos, possível, que a força tarefa tenha mais uma vez 
aplicado o timing de mudar de assunto, que em tese beneficia Temer.
Porém, o JN não está descuidando das escolhas ideológicas para atacar Temer. Nas últimas três 
edições, dentre os parlamentares que mais apareceram acusando o usurpador figuram Álvaro Dias 
(PV) e Alessandro Molon (Rede), aparentemente palatáveis para os irmãos Marinho.
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ÁUDIO REVELA QUE AEROPORTO DE CLÁUDIO ERA MESMO DE AÉCIO


As gravações da Polícia Federal trazem mais uma confirmação humilhante para o senador 
afastado Aécio Neves (PSDB-MG); de acordo com os grampos, o aeroporto de Cláudio (MG), 
construído com dinheiro público na sua gestão, servia para atendê-lo e a chave ficava com seu 
segurança; a informação veio em uma conversa interceptada de Frederico Pacheco de 
Medeiros, primo de Aécio, o mesmo indicado pelo tucano para receber R$ 2 milhões, 
solicitados pelo tucano ao empresário Joesley Batista, da JBS; o aeroporto de Cláudio foi 
construído em uma área que pertencia a um tio-avô de Aécio; a obra foi concluída em 2010, a 
um custo de R$ 13,9 milhões; a pista fica próxima a uma fazenda da família.


Minas 247 - As gravações da Polícia Federal
trazem mais uma confirmação humilhante para o
senador Aécio Neves (PSDB-MG), que se
licenciou da presidência do PSDB e já foi
afastado do cargo de senador pelo Supremo
Tribunal Federal.
De acordo com grampos da operação controlada
da Polícia Federal deflagrada na semana
passada, o aeroporto de Cláudio, em Minas Gerais, construído com dinheiro público durante a gestão
de Aécio, servia para atender a família do tucano e a chave ficava com seu segurança, informa
reportagem de Fábio Leite.
A informação veio em uma conversa interceptada de Frederico Pacheco de Medeiros, primo de
Aécio, o mesmo indicado pelo tucano para receber R$ 2 milhões solicitados pelo senador ao
empresário Joesley Batista, da JBS, segundo ele para pagar despesas do advogado no âmbito da Lava
Jato.
O aeroporto de Cláudio foi construído em uma área que pertencia a um tio-avô de Aécio. A obra teve
início durante sua gestão e foi concluída em 2010, a um custo de R$ 13,9 milhões. A pista fica
próxima a uma fazenda da família Neves.
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A REPÚBLICA ARDE E O MP DENUNCIA LULA POR PEDALINHOS, BARCO DE LATA E SHAMPOO


"Francamente, não consigo fugir dessa impressão de ridículo que tudo isso causa, numa 
República que está em chamas, com malas de dinheiro passando de lá para cá, com 
percentagem de 5% em negócios de milhões, com o presidente da República ouvindo – com ou 
sem edição – que o silêncio de Eduardo Cunha e juízes e promotores haviam sido comprados… 
Se não fosse uma tragédia, a Justiça brasileira seria uma piada".

Por Fernando Brito, do Tijolaço

Trechos que extraio da denúncia apresentada por
Deltan Dallagnol e demais “tarefeiros da Força”
de Curitiba, para provar que Lula e Marisa
Letícia usavam o sítio de Atibaia, o que jamais
foi negado por eles.
“Em 05 de agosto de 2014, MARADONA
[caseiro do sítio]encaminha para o INSTITUTO
LULA correio eletrônico com o título “lago e
pato”, com seis anexos de fotos do lago e
pedalinhos do sítio, adquiridos por segurança de
LULA459 . Com efeito, por ocasião do cumprimento de mandado de busca e apreensão no sítio de
Atibaia, os pedalinhos foram lá encontrados pelos Peritos Federais, assim como suas capas, as quais
levavam os nomes dos netos de LULA.”
Em 05 de outubro de 2014, MARADONA encaminha para o INSTITUTO LULA com o título 
“armadilha”. No e-mail, o caseiro do sítio de Atibaia informa que “morreu mais um pintinho essa 
noite e caiu dois gambá nas armadilhas”
No banheiro da suíte principal também foram encontrados diversos produtos manipulados que 
apresentavam em seu rótulo a identificação de MARISA LETÍCIA LULA DA SILVA como cliente
Notas fiscais de fornecedores e prestadores de serviços que indicam ser LULA o proprietário e 
possuidor do Sítio de Atibaia:
MARISA LETÍCIA adquiriu uma pequena embarcação para o Sítio de Atibaia junto a empresa 
Miami Náutica Ltda., representante comercial da Alumax Náutica Eirelli – EPP485 . Conforme 
informado pelos responsáveis por tais estabelecimentos comerciais, dois senhores, que se 
identificaram como DARIO (Tel. xx) e LUIS (Tel. xx), efetuaram a compra de um Barco Squalus 
600, no valor de R$ 4.126,00, em nome de MARISA LETICIA.
Na residência de LULA, também foram encontrados documentos relativos a pedalinhos que foram 
adquiridos da empresa IPE FIBRA DE VIDRO LTDA (CNPJ 20.886.339/0001- 44), em setembro de 
2013, pelo valor de R$ 5.600,00, e entregues no Sítio de Atibaia
Tudo isso para provar o que não é negado: que Lula e Marisa faziam uso do sítio, que pertence a 
Fernando Bittar, filho de Jacob Bittar, velho amigo do ex-presidente. Ao menos que eu lesse, não é 
descrito o conteúdo das latas de lixo certamente reviradas.
Daí, parte-se para relacionar obras feitas de favor para dotar o sítio de mais conforto como resultado 
de um esquema criminoso que inclui navios-sonda da Petrobras, refinarias e outras obras de bilhões, 
numa evidente desproporção com o que poderia ser achaque.
Francamente, não consigo fugir dessa impressão de ridículo que tudo isso causa, numa República 
que está em chamas, com malas de dinheiro passando de lá para cá, com percentagem de 5% em 
negócios de milhões, com o presidente da República ouvindo – com ou sem edição – que o silêncio 
de Eduardo Cunha e juízes e promotores haviam sido comprados…
Se não fosse uma tragédia, a Justiça brasileira seria uma piada.
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COMENTÁRIO DO DIA: QUANTO O JOESLEY DEU Á GLOBO ?

Mala de R$ 500 mil de Loures foi levada no avião presidencial?



Notícia surgida na noite de ontem complica ainda mais a situação de Michel Temer.
O UOL, em matéria de Leandro Prazeres e Flávio Costa, registra que foi gravado um telefonema de 
Rodrigo Rocha Loures ao Cerimonial do Planalto, apenas uma hora depois de ter sido filmado 
recebendo uma mala de dinheiro do executivo Ricardo Saud, da JBS. Na ligação, Loures confirma 
presença no voo que, dois dias depois, na manhã de 30 de abril, levaria Michel Temer para São Paulo.
Portanto, há uma suspeita razoável que o deslocamento de Loures no avião presidencial tenha tido o 
objetivo de transportar o dinheiro, sem ter de passar pelos “raios-X” obrigatório dos aeroportos.
As imagens dos circuitos de TV da Base Aérea de Brasilia, se requisitadas para o processo, vão 
produzir – se estiver correta a informação apurada pelo UOL – cenas de máximo constrangimento: 
transportar propina no avião presidencial vai além de qualquer imaginação, mesmo as mais ousadas.
Nem mesmo a estratégia de desqualificar a gravação parece ter tido sucesso.
No Jornal Nacional, ontem à noite, a defesa de Joesley Batista disse que a conversa entre o 
empresário e o ocupante do Planalto foi gravada não por um, mas por dois aparelhos e diz que hoje 
entregará o segundo à Polícia Federal. Não se sabe o que contem a segunda gravação ou mesmo se a 
gravação já entregue é uma condensação dos dois registros.
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segunda-feira, 22 de maio de 2017

‘GRUPO DO GOLPE ESTÁ TOTALMENTE DESARTICULADO’




A crise política entra em um momento crítico, submetido a uma ampla entropia.
O único fio condutor da aliança – o antipetismo – esfumaçou-se. A facilidade de atribuir todos os males do país à Presidência volta-se contra o golpe. E o fato da Globo pular do barco Temer e tentar comandar o próximo barco tornam ela – e o MPF – daqui por diante, os únicos responsáveis por tudo de mal que acontecer no país.
Sem o fator de coesão, o golpe tornou-se um vale-tudo. De um lado, Temer mantem aliados comprados a peso de ouro – deputados, com cargos e emendas; imprensa, com verbas publicitárias. Mas esse jogo de interesses vale apenas até o momento em que cair a ficha de que o governo não tem mais futuro.
E se está muito perto desse momento.
Com essa investida sobre Temer, sem a blindagem do antipetismo, a Globo definitivamente virou o fio. Ela e o MPF se tornam – agora, aos olhos de todos – os grandes agentes de desestabilização do país.
Essa pode ser a grande contribuição dela, de se tornar o fator de aglutinação do que resta de bom senso no quadro político atual. E, tudo isso, poderá desembocar em eleições diretas-já.
Vamos entender um pouco melhor os desdobramentos do golpe.
Momento 1 – o avanço do estado policial
Por qualquer ângulo que se olhe, por qualquer capivara que se analise, a operação da Procuradoria Geral da República contra o presidente da República foi abusiva. Amplia-se de forma inédita o estado policial no país, com a delação e o grampo entrando por todos os poros da vida nacional, incutindo a desconfiança em todas as relações sociais e convertendo o país no paraíso dos criminosos delatores
Gravar um presidente da República – ainda que seja um desqualificado como Michel Temer –, e expô-lo ao julgamento de uma emissora de televisão é de uma gravidade extrema, típica de países doentes.
Essa conta será cobrada da Globo e do Ministério Público Federal, ao menor sinal de recomposição do poder político.
Mesmo assim, não se pode varrer para baixo do tapete o que foi levantado. Trata-se do presidente mais sem noção e mais inescrupuloso da história.

Momento 2 - dar baixa no governo Temer

A desfaçatez de Temer, de reunir-se às escondidas, em pleno Palácio do Jaburu, com seu maior financiador, é do mesmo nível da falta de limites de sua turma, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel Vieira Lima. A única coisa que os diferencia é o uso da mesóclise.
Agora, aliados antigos e eventuais, oportunistas de todas as espécies, pulam do barco: não há a menor probabilidade de sobrevivência do governo Temer.
É uma guerra inglória. Temer é uma das fichas mais sujas da República. Há um caminhão de episódios e evidências o envolvendo que, certamente, não estão restritos aos grampos praticados.
O que já se sabe sobre suas estripulias garantem um mês de cobertura diária da Globo.

A ficha conhecida de Temer

1. O coronel da reserva da PM, José Antunes Sobrinho, há muitos anos conhecido como receptador de caixa 2 para Temer e cujos arquivos foram recolhidos pela operação. Há tempos sua atuação era conhecida da Lava Jato do Paraná, que nada fez para aprofundar as investigações (https://goo.gl/h1xXbC).
2. Os esquemas com José Yunes e seu arquipélago de offshores, já levantados anteriormente (https://goo.gl/FlcCEE).
3. O longo histórico do deputado Rodrigo Rocha Loures, um dos principais operadores de Temer, que, mesmo assim, teve o atrevimento de levá-lo para dentro do governo.
4. Os negócios com o grupo Libra. Aliás, basta a PGR consultar a AGU (Advocacia Geral da União) sobre as pressões pessoais de Temer, para validar um acordo administrativo que livrasse a Libra de uma multa bilionária. Ou então as matérias mostrando as jogadas de Wagner Rossi (outro operador de Temer), quando presidente da Companhia Docas de Santos com Temer (leia os comentários do post https://goo.gl/7txeZh). Em nenhum momento a Lava Jato se interessou em agregar esses inquéritos em suas investigações.

As provas da JBS

É ingenuidade supor que o PGR Rodrigo Janot e o Ministro Luiz Edson Fachin investiriam contra Aécio Neves e Temer baseados apenas nas delações. É evidente que estão ancorados em quilos de documentos.
Além disso, houve busca e apreensão de documentos e equipamentos em locais críticos para Temer, como os escritórios da Argeplan.

Momento 3 – a guerra da mídia

A perícia técnica na gravação

Nenhum jornalista minimamente experiente bancaria o laudo do tal perito-corretor de imóveis. É um documento tecnicamente vergonhoso.  Tem o mesmo valor do laudo de Francisco Molina sobre a bolinha de papel no cocoruto do José Serra. Um laudo imprestável em que o perito usa o programa Audacity, meramente indica pontos de defeito na gravação, e termina taxativo dizendo que a prova é inservível.
O Audacity é tão amador que até eu tenho no meu computador para digitalizar LPs.

O apoio volátil dos jornais

O apoio da Folha e do Estadão a Temer durará o tempo justo para que um próximo governo de coalizão garanta a manutenção do pacote publicitário montado pelo ínclito Eliseu Padilha.
Aliás, bastará um deputado ou senador requisitar à Secom, Petrobras e Caixa Econômica Federal os mapas de mídia e de patrocínio para minar o apoio.

O álibi da estabilidade econômica

Otávio Frias Filho, da Folha, abriu mão da prudência e saiu a campo defendendo Temer com um discurso sem nexo (https://goo.gl/UinykA): Temer seria um novo Campos Salles que estaria se sacrificando, preparando o terreno econômico para que o seu sucessor possa brilhar.
Um teto de despesas não-factível, reformas radicais enfiadas goela abaixo da população, com 90% de desaprovação, cortes radicais em programas sociais ao mesmo tempo em que amplia os limites das emendas parlamentares, aparelhamento geral do Estado, inclusive em áreas antes preservadas, como a Eletronuclear, comprometimento de 40% do orçamento com juros, tudo isso e uma expectativa de crescimento de menos de um ponto, depois de 8 pontos de queda, é uma preparação de terreno para o caos, não para o paraíso.
Além disso, se um dos elementos da estabilização é a previsibilidade, como pensar em estabilidade econômica, com um presidente que pode, a qualquer momento, ser denunciado, processado, condenado, apeado do poder e preso?
O único ganho da Folha foi trocar a coluna semanal de Aécio por Marcos Augusto Gonçalves, que nos brindou com um artigo-lava-alma (https://goo.gl/3M6TzO).
Mais prudente foi o Estadão, jogando na conta do repórter matérias como esta (https://goo.gl/IU8hHw), na qual o aquário manda o título e o lide e o pobre repórter é obrigado a correr atrás do recheio. Sai isso, só generalidades.

Movimento 4 – o estado policial da Globo e do MPF

Com a aposta na queda de Temer, a Globo e o MPF (agora, através do Procurador Geral da República) atravessam definitivamente o Rubicão. Para o seu público, não há mais o álibi do antipetismo e nem o falso salvacionismo econômico que embasou a campanha do impeachment de Dilma. Trata-se exclusivamente de uma disputa de poder, incompatível com qualquer quadro de normalidade democrática.
Ontem à noite, um evento juntou mais de 200 advogados de todas as linhas políticas – incluindo a OAB-SP – contra o arbítrio. Parte relevante integrava até outro dia o clube de aliados incondicionais da Globo e dos defensores do impeachment.
Enquanto isto, o programa Fantástico de ontem abusava do massacre. Transformou em escândalo até o fato de um funcionário do BNDES ser membro do Conselho Deliberativo da JBS (https://goo.gl/jna8Oc). Meu Deus! Qualquer repórter minimamente bem-intencionado e informado saberia que grandes acionistas de empresas – como é o caso do BNDES com a JBS – tem assentos no Conselho Deliberativo. Ele não era um agente da JBS no BNDES: era um representante oficial do BNDES na JBS. Como criminalizar assim uma pessoa, para dezenas de milhões de espectadores, com base apenas nesse fato?
O maior exemplo da perda de rumo da Globo é o comportamento de seus jornalistas. Comportam-se como caubóis bêbados em saloons de filmes de faroeste, atirando a esmo, em qualquer vulto que se mova, típico de um exército obedecendo a ordens genéricas, sem uma estratégia sequer.

Movimento 5 – diretas-já

Diretas-já ainda é uma proposta em andamento. Não há elementos para afirmar que será vitoriosa. Dependerá de uma desarrumação ainda maior no jogo político do golpe.
Mas, de qualquer modo, há sinais de tentativas de, finalmente, discutir um pacto nacional. Até Fernando Henrique Cardoso, escorregadio como um bagre ensaboado, começa a se dar conta da loucura da campanha delenda PT.
O pacto político terá enormes desafios pela frente.

Desafio 1 – livrar o país da bancada da JBS e Odebrecht

Não é desafio trivial, mas é urgente. Teria que haver eleições gerais com mudanças na legislação eleitoral. Derrubado Temer, há o risco de Rodrigo Maia assumir.

Desafio 2 – coibir os superpoderes da Globo

Os episódios Dilma e Temer comprovam que é impossível a um país democrático conviver com o poder concentrado em uma organização jornalística como a Globo. É tarefa de todas as forças democráticas, assim que for eleito um novo presidente.

Desafio 3 – mudanças estruturais no MPF e no Judiciário

Graças aos seus penalistas, o MPF se tornou um poder ameaçador, em que pese a enorme contribuição ao país da parte dos direitos humanos e difusos. Os abusos de poder de procuradores e juízes de primeira instância arrostam princípios mínimos de direitos individuais.
O novo presidente terá que alterar as formas de escolha do Procurador Geral e de indicação do próprio Conselho Superior do Ministério Público. E empreender uma enorme discussão política, para trazer o Conselho Nacional de Justiça ao seu leito constitucional, de fiscal do Judiciário.
Há dois caminhos pela frente:
  1. A eleição indireta, visando preparar o país para as eleições de 2018.
Nesse caso, dos nomes aventados, o ex-Ministro Nelson Jobim é o favorito, por sua familiaridade com o PSDB e com o STF, com o militares e com Lula.
  1. Eleições diretas.
Haverá dos grupos em disputa: os lulistas e os antilulistas. A governabilidade só será assegurada se, antes, houver esse pacto para o fortalecimento do centro político.